Hydros v4 Modulo Hidraulico Sanitario

September 13, 2017 | Author: Marcio Macario | Category: Information, Column, Computer Network, Matter, Window (Computing)
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Todo o empenho foi feito na elaboração deste programa. Neste esforço incluem-se o desenvolvimento, a pesquisa, os testes das teorias e os resultados para garantir a sua efetividade. No entanto, os autores, a S3ENG e os distribuidores não assumem garantias de nenhuma espécie, expressas ou implícitas, pela utilização dos resultados deste programa ou do material escrito contido neste manual. A responsabilidade e o risco quanto aos resultados e desempenho do programa são assumidos pelo usuário, o qual deverá testar toda a informação antes da sua efetiva utilização. A S3ENG reserva o direito de mudar o produto sem prévio aviso.

AltoQi Hydros é marca registrada de S3ENG – Tecnologia Aplicada à Engenharia S.A. Outras marcas ou nomes de produtos são marcas registradas de seus respectivos proprietários. Todos os direitos autorais e de reprodução total ou parcial estão reservados para a S3ENG – Tecnologia Aplicada à Engenharia S.A.

Florianópolis, Abril de 2008. Impresso no Brasil.

Apresentação Este roteiro tem por finalidade apresentar ao usuário as principais características do AltoQi Hydros V4. Neste documento, são apresentados os conceitos iniciais de CAD e a criação de um projeto exemplo, incluindo a inserção dos pavimentos, das arquiteturas em formato DXF e o lançamento completo da tubulação, tomando como referência a própria arquitetura. Após a finalização do lançamento apresentado neste documento, dar-se-á prosseguimento a este exemplo através do cálculo de dimensionamento, analisando os resultados obtidos do processamento, o dimensionamento dos elementos estruturais e a confecção das plantas finais de detalhamento. Cabe lembrar que este tutorial aborda um projeto exemplo de forma puramente didática, atendo-se principalmente às características de utilização do sistema, sem se preocupar com certos pontos reais de projeto. Não se trata, aqui, de um roteiro acerca de como se lançar convenientemente uma estrutura, mas sim de como utilizar as ferramentas fornecidas pelo programa. Para obter informações adicionais, pode-se consultar a documentação eletrônica do programa, acessando o botão na barra de ferramentas principal. Diversos tópicos da ajuda eletrônica possuem vídeos demonstrativos, apresentando a execução das tarefas descritas em tempo real, o que auxilia a compreensão dos textos explicativos.

Índice 1. Leitura preliminar: Conceitos importantes ...................................................................................................................... 1 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14

Filosofia de trabalho ................................................................................................................................................................................. 1 Visão unifilar.............................................................................................................................................................................................. 1 Estrutura do projeto.................................................................................................................................................................................. 2 Tipos de projeto........................................................................................................................................................................................ 3 Definição: Conexão .................................................................................................................................................................................. 4 Definição: Tubo ........................................................................................................................................................................................ 4 Definição: Coluna ..................................................................................................................................................................................... 5 Definição: Item.......................................................................................................................................................................................... 6 Definição: Peça......................................................................................................................................................................................... 6 Definição: Lista de materiais .................................................................................................................................................................... 7 Elementos hidráulicos .............................................................................................................................................................................. 8 Elementos associados ............................................................................................................................................................................. 8 Propriedades de desenho........................................................................................................................................................................ 9 Detalhes isométricos .............................................................................................................................................................................. 10

2. Preparação do projeto .................................................................................................................................................... 13 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6

Criando o projeto.................................................................................................................................................................................... 13 Abrindo o DXF da arquitetura ................................................................................................................................................................ 14 Gravando a planta do pavimento Térreo............................................................................................................................................... 15 Gravando a planta do pavimento Superior ........................................................................................................................................... 18 Conferindo a preparação do desenho .................................................................................................................................................. 21 Final da lição........................................................................................................................................................................................... 22

3. Inserindo as colunas....................................................................................................................................................... 23 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5

Iniciando o pavimento Térreo................................................................................................................................................................. 23 Inserindo colunas hidráulicas................................................................................................................................................................. 24 Inserindo colunas sanitárias................................................................................................................................................................... 26 Copiando para o pavimento superior .................................................................................................................................................... 29 Final da lição........................................................................................................................................................................................... 30

4. Inserindo os primeiros tubos (Alimentação) ................................................................................................................. 31 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 4.7

Inserindo os primeiros tubos.................................................................................................................................................................. 31 Manipulando os elementos associados ................................................................................................................................................ 33 Corrigindo o sentido do fluxo................................................................................................................................................................. 34 Inserindo o alimentador predial ............................................................................................................................................................. 34 Dimensionando os tubos ....................................................................................................................................................................... 36 Visualizando em forma isométrica ......................................................................................................................................................... 37 Final da lição........................................................................................................................................................................................... 39

5. Detalhe isométrico H1..................................................................................................................................................... 41 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 5.7 5.8 5.9 5.10 5.11 5.12 5.13 5.14 5.15 5.16

Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................... 41 Escolhendo o ângulo de visualização ................................................................................................................................................... 42 Definindo linhas auxiliares...................................................................................................................................................................... 42 Inserindo os primeiros tubos.................................................................................................................................................................. 44 Inserindo os tubos restantes.................................................................................................................................................................. 45 Inserindo a primeira peça de utilização ................................................................................................................................................. 46 Inserindo as demais peças .................................................................................................................................................................... 48 Dimensionando os tubos ....................................................................................................................................................................... 49 Inserindo os registros ............................................................................................................................................................................. 50 Inserindo um registro adicional.............................................................................................................................................................. 52 Lista de materiais.................................................................................................................................................................................... 54 Inserindo a legenda................................................................................................................................................................................ 56 Cotas isométricas................................................................................................................................................................................... 56 Geração de Corte ................................................................................................................................................................................... 58 Visualização tridimensional do H1 ......................................................................................................................................................... 60 Final da lição........................................................................................................................................................................................... 61

6. Detalhe isométrico H2..................................................................................................................................................... 62 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5

Inserindo os tubos na planta baixa........................................................................................................................................................ 62 Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................... 64 Criando linhas auxiliares......................................................................................................................................................................... 65 Inserindo os primeiros tubos.................................................................................................................................................................. 66 Inserindo os tubos restantes.................................................................................................................................................................. 67

6.6 6.7 6.8 6.9 6.10 6.11 6.12

Inserindo as peças de utilização............................................................................................................................................................ 68 Dimensionando os tubos ....................................................................................................................................................................... 70 Inserindo os registros ............................................................................................................................................................................. 71 Atribuindo as peças restantes ............................................................................................................................................................... 72 Inserindo cotas isométricas ................................................................................................................................................................... 73 Tubos restantes em planta..................................................................................................................................................................... 75 Final da lição........................................................................................................................................................................................... 79

7. Detalhe sanitário S1 ........................................................................................................................................................ 80 7.1 7.2 7.3 7.4 7.5 7.6 7.7 7.8 7.9 7.10 7.11 7.12 7.13 7.14

Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................... 80 Inserindo os tubos .................................................................................................................................................................................. 84 Eliminando as linhas auxiliares .............................................................................................................................................................. 87 Inserindo os aparelhos sanitários .......................................................................................................................................................... 88 Dimensionando os tubos ....................................................................................................................................................................... 89 Inserindo a caixa de passagem ............................................................................................................................................................. 91 Definindo as peças das colunas............................................................................................................................................................ 92 Definindo as demais peças.................................................................................................................................................................... 93 Ajustando o desenho ............................................................................................................................................................................. 95 Colocando luvas nos tubos ................................................................................................................................................................. 100 Apagando os textos ............................................................................................................................................................................. 102 Inserindo a lista de materiais ............................................................................................................................................................... 103 Inserindo a legenda.............................................................................................................................................................................. 103 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 104

8. Detalhe sanitário S2 ...................................................................................................................................................... 105 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 8.8 8.9 8.10 8.11 8.12 8.13 8.14 8.15

Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................. 105 Criando linhas auxiliares....................................................................................................................................................................... 106 Inserindo os tubos de esgoto .............................................................................................................................................................. 107 Inserindo os tubos de ventilação ......................................................................................................................................................... 109 Eliminando as linhas auxiliares ............................................................................................................................................................ 110 Inserindo os aparelhos sanitários ........................................................................................................................................................ 111 Dimensionando os tubos ..................................................................................................................................................................... 112 Inserindo as caixas de passagem ....................................................................................................................................................... 114 Definindo as peças restantes............................................................................................................................................................... 116 Modificando um símbolo inserido........................................................................................................................................................ 117 Colocando luvas nos tubos ................................................................................................................................................................. 118 Apagando os textos ............................................................................................................................................................................. 119 Inserindo a lista de materiais ............................................................................................................................................................... 121 Inserindo a legenda.............................................................................................................................................................................. 121 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 122

9. Finalizando a planta baixa do Térreo ........................................................................................................................... 123 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5

Exibindo as caixas na planta................................................................................................................................................................ 123 Escolhendo os elementos a serem exibidos....................................................................................................................................... 125 Terminando a rede de esgoto.............................................................................................................................................................. 129 Modificando os textos dos detalhes .................................................................................................................................................... 132 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 133

10. Copiando para o pavimento Superior ...................................................................................................................... 134 10.1 10.2 10.3 10.4

Copiando o croqui completo ............................................................................................................................................................... 134 Apagando tubos sanitários .................................................................................................................................................................. 135 Apagando tubos hidráulicos ................................................................................................................................................................ 137 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 138

11. Detalhe sanitário S3 .................................................................................................................................................. 140 11.1 11.2 11.3 11.4 11.5

Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................. 140 Ajustando os tubos............................................................................................................................................................................... 141 Definindo as peças............................................................................................................................................................................... 142 Terminando o desenho ........................................................................................................................................................................ 144 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 145

12. Detalhe isométrico H3 ............................................................................................................................................... 146 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 12.6

Desenhando a projeção da caixa d'água............................................................................................................................................ 146 Criando o detalhe ................................................................................................................................................................................. 147 Conectando a prumada AL-1............................................................................................................................................................... 148 Modificando o trecho do registro......................................................................................................................................................... 150 Conectando a prumada AF-1 .............................................................................................................................................................. 153 Dimensionando os tubos ..................................................................................................................................................................... 154

12.7 Definindo as peças............................................................................................................................................................................... 155 12.8 Inserindo as cotas isométricas ............................................................................................................................................................ 156 12.9 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 158

13. Conectando ao reservatório superior ...................................................................................................................... 159 13.1 13.2 13.3 13.4 13.5 13.6 13.7 13.8 13.9

Criando os pontos de ligação com a caixa......................................................................................................................................... 159 Lançando a rede de alimentação ........................................................................................................................................................ 160 Lançando a coluna AF-1 ...................................................................................................................................................................... 162 Lançando a tubulação para limpeza ................................................................................................................................................... 163 Lançando o extravasor......................................................................................................................................................................... 163 Inserindo os registros ........................................................................................................................................................................... 164 Inserindo as tomadas d'água............................................................................................................................................................... 166 Definindo as peças restantes............................................................................................................................................................... 167 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 167

14. Verificações do projeto ............................................................................................................................................. 169 14.1 14.2 14.3 14.4 14.5 14.6 14.7

Finalizando a planta baixa do Superior ............................................................................................................................................... 169 Verificação de fluxo .............................................................................................................................................................................. 169 Verificação de diâmetros...................................................................................................................................................................... 170 Verificação de reduções....................................................................................................................................................................... 171 Verificação de peças ............................................................................................................................................................................ 172 Perdas de carga ................................................................................................................................................................................... 173 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 183

15. Unidades de tratamento ............................................................................................................................................ 184 15.1 15.2 15.3 15.4 15.5 15.6 15.7

Inserindo as unidades de tratamento .................................................................................................................................................. 184 Inserindo o tanque séptico................................................................................................................................................................... 184 Inserindo o filtro anaeróbio................................................................................................................................................................... 185 Inserindo o sumidouro.......................................................................................................................................................................... 185 Gerando relatório de cálculo................................................................................................................................................................ 186 Gravando DXF dos detalhamentos ..................................................................................................................................................... 187 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 187

16. Desenhos complementares ...................................................................................................................................... 189 16.1 Esquemas verticais .............................................................................................................................................................................. 189 16.2 Esquema isométrico de água .............................................................................................................................................................. 191 16.3 Visualização tridimensional do projeto ................................................................................................................................................ 191

17. Pranchas finais .......................................................................................................................................................... 193 17.1 17.2 17.3 17.4

Cadastrando uma nova peça .............................................................................................................................................................. 193 Lista de materiais do projeto................................................................................................................................................................ 202 Geração das pranchas finais ............................................................................................................................................................... 203 Final da lição......................................................................................................................................................................................... 208

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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1. Leitura preliminar: Conceitos importantes 1.1 Filosofia de trabalho Programas convencionais de CAD utilizam elementos simples de desenho para elaborar projetos hidro-sanitários. Usualmente, cada desenho do projeto é tratado separadamente e os tubos e conexões são tratados como linhas simples. Blocos e códigos de controle são inseridos para vincular partes do desenho a dados de dimensionamento e listas de materiais. Todavia, isto faz uso de simples artifícios. Neste programa, a filosofia de trabalho é completamente diferente. Elementos gráficos inteligentes representam tubos e conexões. Tais elementos têm associados a si, além das características de desenho, todos os dados necessários ao seu dimensionamento e à geração das listas de materiais. Uma alteração no diâmetro de um tubo, por exemplo, pode ser refletida imediatamente na lista de materiais no desenho e, mais ainda, pode definir que suas conexões inicial e final devem ser atualizadas para refletir a mudança. Com base nos diâmetros dos tubos ligados a uma conexão, pode-se buscar do cadastro diretamente a peça mais adequada a esta geometria, ao invés de forçar o usuário a pesquisar em todos. Pode-se ter a visão do projeto como um todo, com os seus pavimentos, gerando listas e fazendo o dimensionamento de forma global. Estas e outras vantagens definem a superioridade de um programa orientado a objetos inteligentes sobre um direcionado a desenhos. Para permitir o uso destas vantagens, uma nova filosofia de trabalho deve ser estabelecida. Deve-se pensar inicialmente na "estrutura da tubulação" e depois nos desenhos em si. Para tal, existem janelas de CAD pré-definidas nas quais devem ser inseridos os elementos que representam a tubulação. Para cada pavimento, existe um "Croqui". Sobre este croqui, podem ser definidos também um número qualquer de janelas de detalhe.

1.2 Visão unifilar A filosofia de trabalho adotada é a de definir o Projeto hidro-sanitários como um todo dentro do programa. Para tal, deve-se reduzir o projeto, independentemente de sua representação gráfica (desenhos finais), a uma estrutura unifilar, na qual as linhas representam Tubos e os nós representam as Conexões. Deve-se procurar reduzir ao máximo a complexidade da geometria, procurando concentrá-la em seus eixos. Uma Conexão, para o programa, não representa exatamente a peça individual que será comprada em uma loja (a isto se chama Item), mas sim um ponto geométrico no espaço que pode conter tanto um simples Joelho de PVC, como uma composição de várias peças representando a montagem de um sifão sanitário, por exemplo.

Exemplo de conexão sanitária

Na figura acima, por exemplo, uma única conexão representa ao mesmo tempo três itens distintos (dois joelhos e um trecho de tubo). Isto porque, em projetos sanitários, a representação é feita em vista superior, reduzindo-se todo o trecho modelado a um único ponto. Este ponto é criado no programa através de uma Conexão. A fim de que este elemento geométrico seja listado corretamente, através de seus Itens individuais, é associado a ele uma Peça, que tem a responsabilidade de descrever o que exatamente é este ponto do espaço. Por outro lado, os projetos hidráulicos têm sua representação associada a esquemas isométricos de tubulação. Neste tipo de representação, fica mais clara a idéia de conexão como um ponto existente no espaço.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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Exemplo de conexão no espaço

Ainda assim, mesmo adicionando-se uma dimensão espacial ao modelo, deve-se entender que a redução da tubulação a um modelo unifilar agrupa diversos elementos em uma mesma conexão. É o caso, por exemplo, de um registro, que é identificado por uma única conexão mas pode ser composto por vários itens: o registro em si, mais um adaptador, mais uma luva, etc.

1.3 Estrutura do projeto Neste programa, a filosofia de trabalho é a de modelar a estrutura da tubulação como um todo, obtendo desta os parâmetros de dimensionamento e os desenhos finais. Uma visão unifilar da estrutura, que reduz a geometria a Tubos e Conexões, substitui a antiga visão orientada a desenhos. Desta forma, um único arquivo de projeto contém todos os pavimentos da edificação. A cada pavimento está associada uma janela de entrada gráfica ("croqui") e em cada um deles devem ser adicionados os elementos que representam a tubulação. O gerenciamento dos pavimentos é feito através da Janela de Projeto. Cada pavimento possui como informação básica, além do seu nome, a altura (distância em relação ao nível inferior).

Diálogo de edição do pavimento

9 O nível de um pavimento é definido somando-se as alturas dos pavimentos inferiores ao nível do pavimento inicial. Para alterar o nível do

lance inferior, deve-se selecionar o nome do pavimento inferior na Janela de Projeto com o botão direito do mouse e acessar a opção "Propriedades do pavimento". Os elementos componentes da entrada gráfica possuem informação de posicionamento 3-D, ou seja, coordenadas X, Y e Z para posicionamento. Comparativamente, os elementos básicos de desenho (linhas, círculos, etc), possuem informação apenas 2-D, ou seja, coordenadas X e Y de um plano suposto sempre como Z=0. A informação Z (chamada "Elevação") de uma conexão, todavia, não representa a sua ordenada real Z em relação à edificação, mas a ordenada relativa ao nível do pavimento onde está contida. 9 Pelo fato de que as ordenadas são relativas, pode-se acrescentar ou excluir pavimentos à estrutura sem que os elementos lançados de-

vam ser modificados.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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Elevação

Usualmente, a representação de um pavimento funciona da seguinte forma: ƒ A arquitetura do pavimento é considerada sempre no nível do pavimento, ou seja, a planta arquitetônica do pavimento Térreo deve ser inserida no mesmo pavimento Térreo do projeto. ƒ A tubulação hidráulica (de água) é representada com elevações positivas, situando-se entre o pavimento onde estão inseridas e o pavimento superior. Os esquemas isométricos gerados no pavimento representam a tubulação entre o piso e o teto do pavimento. ƒ A tubulação sanitária (de esgoto), embora também possua informação 3-D, é representada sempre em vista superior. Desta forma, é lançada usualmente no nível do pavimento (elevação zero). 9 Na prática, nada impede que seja informada uma elevação negativa para uma conexão. Isto indica que o trecho de tubulação formado es-

tá passando por baixo do piso do pavimento. Com isto, a conexão estará, na verdade, ocupando o espaço do pavimento inferior, mas será representada no pavimento atual. Um detalhe isométrico gerado no pavimento inferior, por exemplo, não representará as conexões do pavimento acima, independentemente de elevações negativas. O mesmo raciocínio vale para elevações superiores à distância entre os pavimentos. Um Tubo lançado em qualquer pavimento pode unir apenas conexões lançadas no mesmo pavimento. Para ligar um pavimento com o outro, deve-se fazer uso de Colunas.

1.4 Tipos de projeto Este programa é voltado ao projeto de instalações hidro-sanitárias prediais, englobando o lançamento, dimensionamento, desenho e geração dos quantitativos associados à tubulação de uma edificação. Embora existam muitas similaridades, deve-se diferenciar dois tipos de projeto elaborados (simultaneamente) por este programa: ƒ Projeto hidráulico: Corresponde às tubulações destinadas à distribuição de água para a edificação. ƒ Projeto sanitário: Corresponde às tubulações destinadas à coleta de despejos sanitários (esgoto) e canalização das águas pluviais. O programa permite trabalhar conjuntamente com ambos os projetos, inclusive com representação na mesma planta baixa, mas faz clara diferenciação entre os tipos de elementos. Desta forma, existe uma "Conexão hidráulica", e uma "Conexão sanitária", elementos diferentes que compartilham um certo conjunto de informações em comum. 9 Não é permitido ligar dois tipos de projeto, ou seja, conectar uma tubulação de água em uma de esgoto, vice-versa.

Rede Define-se por Rede um tipo específico de tubulação dentro do mesmo projeto, identificado por sua utilização. Existem disponíveis as seguintes redes no projeto: Hidráulica

Sanitária

Água fria

Esgoto

Água quente

Ventilação

Alimentação

Pluvial

Existem dois motivos para se fazer a separação entre as redes de tubulação: ƒ Níveis: Cada rede possui associada uma configuração de Níveis Padrão. Desta forma, pode-se controlar a aparência dos desenhos finais. ƒ Dimensionamento: O dimensionamento das tubulações é feito de forma diferente dependendo da rede à qual pertence o tubo. 9 Pode-se ligar livremente uma rede à outra. Por exemplo, é usual a ligação, em um ou mais pontos, entre as redes de Água fria e Água

quente ou entre as redes de Esgoto e Ventilação. Isto deve ser feito com coerência, para evitar problemas no dimensionamento das tubulações.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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Módulos adicionais Projeto de proteção e combate a incêndio Possibilita elaborar um novo tipo de projeto, de proteção e combate a incêndio. Em termos de representação gráfica, é um projeto bastante semelhante ao hidráulico, com representação em forma isométrica. Pode-se efetuar o lançamento de tubos, conexões, registros, hidrantes, sprinklers e bombas para incêndio, além de dimensionar tubulações e verificar a pressão disponível em qualquer ponto de utilização. É possível projetar uma rede de combate a incêndio optando-se pela utilização de sprinklers ou hidrantes. Projeto de instalações de gás predial Possibilita elaborar um novo tipo de projeto, de instalações de gás predial. Em termos de representação gráfica, é um projeto bastante semelhante ao hidráulico, com representação em forma isométrica. Pode-se efetuar o lançamento de tubos, conexões, registros, reguladores de pressão, aparelhos de utilização e alimentadores de gás, dimensionar tubulações e verificar a pressão disponível em qualquer ponto de utilização, de forma análoga às instalações de água. É possível projetar uma rede para gás liquefeito de petróleo e gás natural.

1.5 Definição: Conexão Uma Conexão é um elemento geométrico inteligente que representa um ponto no espaço. Este ponto no espaço contém a representação unifilar de um nó de tubulação, que pode ser composto, fisicamente, por um ou mais itens. Pode representar, portanto, desde um simples joelho até uma composição de várias peças. No programa, a Conexão é um elemento gráfico pontual (ou seja, possui uma única dimensão) que é inserido em uma das janelas de entrada gráfica. Possui as seguintes propriedades: ƒ Rede: Propriedade que define a qual Rede lógica pertence a conexão. ƒ Coordenadas X, Y: Posição da conexão no plano horizontal XY. ƒ Elevação: Distância vertical entre a conexão e o nível do pavimento. A soma da elevação da conexão com o nível do pavimento corresponde à ordenada absoluta Z da conexão. ƒ Propriedades de desenho: Da mesma forma que os demais elementos CAD, uma conexão possui as propriedades Nível, Cor e Tipo de linha. ƒ Peça associada: Uma conexão, por si só, representa apenas um ponto no espaço. O elemento que faz a ligação entre a Conexão e seus dados de cálculo e também seus itens associados é a Peça. Uma Conexão pode ter ou não uma peça associada. Na inserção, a peça é indicada por "", o que significa que não há peça associada. Na verdade, existem, no programa, diversos tipos diferentes de Conexão, sendo um conjunto válido para o Projeto Hidráulico outro para o Projeto Sanitário. O tipo Simples corresponde ao tipo fundamental de conexão, enquanto que os demais representam tipos especiais, normalmente associados a dados de cálculo ou representação diferentes. Projeto Hidráulico

Projeto Sanitário

Simples

Simples

Peça de utilização Registro Tomada d'água Alimentador predial Bomba hidráulica

Aparelho sanitário Coletor pluvial Unidades de tratamento Caixa de passagem

9 Um tipo muito especial de conexão é a Coluna. Embora possua dados em comum com a Conexão, é destinada a fazer a ligação entre tu-

bulações de diferentes pavimentos.

1.6 Definição: Tubo Um Tubo é um elemento linear que liga duas Conexões. Não é possível existir um tubo sem duas conexões associadas. Desta forma, o Tubo em si não possui informações de sua posição no espaço. Caso qualquer uma de suas conexões seja movida, o tubo se moverá da mesma forma. No programa, o Tubo é um elemento gráfico linear que é inserido em uma das janelas de entrada gráfica. Sempre que um tubo é inserido, pode-se ligar as conexões existentes ou adicionar novas à tubulação. Possui as seguintes propriedades: ƒ Rede: Propriedade que define a qual Rede lógica pertence o tubo. ƒ Material: Material definido para a peça associada. Na verdade, indica-se como material do Tubo sempre o material da Peça. ƒ Diâmetro: Diâmetro do tubo representado pelo elemento. Expressa-se o diâmetro do tubo utilizando-se diâmetros externos ou comerciais mas, internamente, são utilizados os diâmetros nominais para cálculo. A relação entre os diâmetros nominais e os externos é definida na configuração Itens para o Material corrente do tubo. ƒ Propriedades de desenho: Da mesma forma como os demais elementos CAD, um tubo possui as propriedades Nível, Cor e Tipo de linha. ƒ Peça associada: O elemento que faz a ligação entre o Tubo e seus dados de cálculo e também seus itens associados é a Peça. Diferente da Conexão, um Tubo sempre tem uma peça associada. Na inserção, o programa obriga que seja definida uma peça para o tubo.. 9 É indispensável definir uma peça para o tubo, uma vez que a informação Material é tomada diretamente da Peça e a informação Diâmetro

só pode ser corretamente definida caso haja um Material definido. Além disto, a representação do tubo requer que esteja definido seu material e diâmetro. ƒ Inclinação: Indicação a ser feita no desenho do tubo.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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1.7 Definição: Coluna A princípio, uma Coluna representa exatamente o mesmo que uma Conexão. É feita esta separação por dois motivos: ƒ Uma Conexão pode ligar apenas tubos existentes no mesmo pavimento. Cada janela de entrada gráfica representa um pavimento e todos os elementos lançados nela pertencem a este pavimento. É necessário definir um elemento especial, denominado Coluna, que permite a ligação de um pavimento com o outro.

Coluna

ƒ Uma Coluna, quando vista em planta baixa, representa tanto a si mesma quanto ao tubo vertical abaixo dela. Desta forma, utiliza-se uma indicação especial para a Coluna, inexistente nas conexões, incluindo duas informações: □ Nome da coluna □ Diâmetro do tubo inferior

Representação da Coluna

No programa, a Coluna é um elemento gráfico pontual (ou seja, possui uma única dimensão) que é inserido em uma das janelas de entrada gráfica. Possui as mesmas propriedades de uma Conexão (Rede, Coordenadas, Elevação, Desenho e Peça), mas inclui também duas informações: ƒ Diâmetro Representa o diâmetro do tubo inferior. Na montagem do tubo entre os pavimentos, será utilizado este valor. ƒ Continuidade Define o tipo de ligação entre os pavimentos fornecido pela coluna. Existem três possibilidades: □ Acima: quando esta coluna permite a ligação apenas com uma coluna no pavimento superior; □ Abaixo: quando esta coluna permite a ligação apenas com uma coluna no pavimento inferior; e □ Ambas: quando esta coluna permite a ligação com os dois pavimentos adjacentes.

Critério de montagem do tubo O princípio básico que rege a montagem dos tubos entre pavimentos é a existência de duas colunas com o mesmo nome, uma em cada pavimento (sendo os pavimentos adjacentes). Além disto, a continuidade de ambas as colunas deve estar colocada corretamente. O programa colocará o tubo sempre que for encontrada esta situação válida e excluirá o tubo sempre que alguma alteração impedir a montagem correta do tubo. Isto pode ocorrer, por exemplo, caso seja modificado o nome de uma das conexões. 9 Não é permitida a inclusão de duas colunas com o mesmo nome no mesmo pavimento, a não ser que uma delas possua a continuidade

definida como Acima e a outra como Abaixo, tornando inequívoca a montagem dos tubos com os pavimentos adjacentes.

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Continuidade das colunas

9 A montagem é automática no Projeto Sanitário, visto que este é representado em planta e os elementos são lançados sempre no mesmo

nível. No caso do Projeto Hidráulico, a representação tridimensional é feita através de esquemas isométricos, fazendo com que o tubo vertical, lançado automaticamente, possa ser dividido ou mesmo apagado. Para restaurar a ligação com o pavimento inferior, utiliza-se o comando Tubo para coluna.

1.8 Definição: Item Um Item representa exatamente um elemento do mundo real, um componente que pode ser adquirido individualmente para ser utilizado na tubulação. Representa, portanto, as conexões, tubos, luvas, registros, etc, constantes dos catálogos de diversos fabricantes. 9 A idéia fundamental de um item é a noção de Item de Orçamento. Para o programa, um Item é apenas uma indicação, um nome de algo

que será utilizado na construção da edificação. Não possui qualquer informação geométrica.

Os itens são reunidos em Grupos de Itens e estes em Materiais. Esta organização, bem como o gerenciamento de todos os itens cadastrados no sistema, é feita pela Configuração Itens. 9 Um Item não pode existir individualmente no projeto. Não é possível incluir um item isolado a uma conexão ou a uma lista de materiais. Pa-

ra ligar os itens ao projeto, existe a definição de Peça, que é o elemento que pode ser efetivamente incorporado ao projeto. A função básica dos itens é compor as Listas de Materiais do projeto.

Exemplo de lista de materiais

1.9 Definição: Peça Uma Conexão (bem como uma Coluna) representa um ponto geométrico no espaço que pode ser composto, fisicamente, por um ou mais itens de tubulação. Sua representação gráfica pode ser apenas um ponto como um Símbolo complexo. Tem-se sempre um conjunto formado pela representação gráfica e pelos itens que ela representa. Ao invés de definir separadamente estes elementos para cada conexão, o programa provém uma entidade especial, denominada Peça, que faz a ligação entre os itens, os símbolos e as conexões. 9 A inserção de um símbolo no desenho (através do comando Inserir Símbolo) não significa nada em termos de Lista de Materiais. Da mes-

ma forma, a simples inserção de uma Conexão não inclui qualquer item à lista. Apenas quando a Conexão possui uma Peça associada, os itens cadastrados como componentes desta peça serão incluídos na Lista de Materiais.

Uma Peça possui as seguintes informações: ƒ Nome: Nome que identifica a peça dentro de seu Grupo. Trata-se de um nome explicativo, que deve fornecer indicação sobre sua finalidade. A descrição incluída na Lista de Materiais não será esta mas a dos Itens. ƒ Tipo: Informação que define a que tipo de elemento hidro-sanitário esta peça será preferencialmente associada. Possui duas funções: segmentar o cadastro, permitindo uma diferenciação automática das peças disponíveis em relação ao tipo de elemento e diferenciar as informações de cálculo que devem ser informadas. Hidráulico

Sanitário

Simples

Simples

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Tubo

Tubo

Registro

Coluna

Peça de utilização

Aparelho sanitário

Tomada d'água

Coletor pluvial

Bomba hidráulica

Caixa de passagem

Alimentador predial ƒ Dados adicionais: Informações utilizadas para o dimensionamento da tubulação. Ao invés de informar estes dados (como pesos, indicações, etc) diretamente na Conexão, são cadastrados juntamente com as peças. Cada tipo de peça possui um conjunto de dados adicionais diferentes. ƒ Símbolo: Representação gráfica associada à peça. Quando esta peça for associada a uma conexão, este símbolo será inserido no desenho. ƒ Itens associados: Lista de Itens englobados pela peça. Uma Peça pode representar tanto um único item como uma composição de vários itens. Define-se, para cada peça, uma lista de itens, com suas respectivas quantidades, que será inserida na Lista de Materiais sempre que esta peça for associada a um elemento do projeto. ƒ Informações geométricas: Dados adicionais que se destinam a representar a geometria da conexão que pode ser associada a esta peça. Entende-se por geometria o conjunto de tubos ligados a uma conexão, com seus respectivos diâmetros e sentido de fluxo, dispostos segundo certo ângulo.

Relação entre geometria e peça

9 A idéia de definir as informações geométricas a cada peça é fornecer dados ao programa que permitam a este selecionar do cadastro as

peças que mais se adequam a uma determinada conexão, automatizando a tarefa de associar peças a cada conexão. Na figura acima, o programa poderia inserir automaticamente o símbolo à direita, comparando as informações geométricas da peça e da conexão inserida no desenho. O conjunto de peças possíveis é organizado em forma de cadastro no sistema. Estas peças são reunidas em Grupos de Peças e estes em Materiais. A organização e gerência das peças cadastradas no sistema é feita de forma separada para as peças definidas para o projeto hidráulico (configuração Peças hidráulicas) e sanitário (configuração Peças sanitárias).

1.10 Definição: Lista de materiais Um dos objetivos essenciais a um programa que se destine à elaboração de projetos hidro-sanitários é a correta elaboração dos quantitativos associados ao projeto. Entende-se por Lista de Materiais a soma dos diversos Itens, associados à respectiva quantidade de repetições, existentes no projeto. 9 A idéia básica deste programa é a seguinte: A estrutura da tubulação (tubos e conexões) deve ser modelada no computador e, a cada e-

lemento, deve ser associada uma Peça trazida do cadastro. Este cadastro define, para cada peça, um conjunto de Itens associados. A qualquer instante, pode-se emitir uma lista de materiais do desenho corrente, do pavimento atual ou do projeto inteiro. O programa listará os itens associados às peças relacionadas aos elementos. Existem três formas de representar uma lista de materiais: Através de um elemento gráfico inserido no próprio desenho.

Exemplo de lista de materiais (no desenho)

Através de um relatório padrão.

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Lista de materiais (relatório)

Através de um arquivo formato texto delimitado.

Lista de materiais (arquivo)

9 Este arquivo pode ser posteriormente lido por programas de gerenciamento de banco de dados (por exemplo, pelo programa Microsoft

Access®), a fim de compor relatórios personalizados.

1.11 Elementos hidráulicos Neste tipo especial de CAD, existem outros elementos mais complexos, destinados a descrever a tubulação. Por exemplo, inseri-se elementos gráficos lineares para representar tubos no pavimento. Estes elementos, embora possuam uma série de propriedades adicionais (diâmetro, rede, entre outros), comportam-se também como elementos gráficos. Os elementos hidro-sanitários, possuem atributos gráficos como nível, cor e tipo de linha e sobre estes aplicam-se também todas as ferramentas de captura. Embora possuam muitas características em comum, definem-se grupos distintos de elementos: destinado ao Projeto Hidráulico, outro ao Projeto Sanitário. Devido à natureza especial destes elementos, alguns comandos de manipulação utilizados sobre as estruturas básicas funcionam de forma diferente quando aplicados sobre estes elementos. O item Comandos de manipulação relaciona os comandos que possuem comportamento diferente no croqui.

Representação Os elementos hidráulicos são representados, graficamente, apenas por uma linha (no caso dos tubos) ou um ponto (para os demais). As demais informações são colocadas através de elementos associados. Estes são inseridos juntamente com os elementos hidráulicos e possuem vínculo com estes, permitindo que sejam atualizados sempre que necessário.

1.12 Elementos associados Os elementos hidro-sanitários, presentes no projeto possuem uma série de informações associadas. Estes referem-se aos seus próprios dados (como o diâmetro e material, por exemplo) ou aos dados de sua Peça associada. Estas informações são representadas de forma heterogênea no projeto, variando conforme o tipo de planta sendo elaborada ou mesmo conforme preferência pessoal. Ao invés de fazer uma representação complexa para os elementos, utilizam-se os elementos associados. Sempre que um elemento hidro-sanitário é adicionado ao projeto, são inseridos também diversos elementos secundários, que podem ser, dependendo do caso, elementos Texto, elementos Indicador ou elementos Grupo. Cada um destes elementos associados representa uma informação diferente. 9 Existe um vínculo permanente entre o elemento associado e os elementos hidro-sanitários que lhe servem como origem. Por exemplo, ca-

so seja alterado o diâmetro de um tubo, o elemento de texto que indica seu diâmetro será modificado também.

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Elementos associados

Manipulação Os elementos associados podem ser manipulados como qualquer outro elemento de CAD. Por exemplo, pode-se movê-los, alterar sua cor ou nível no qual estão inseridos, sem perder a ligação com o elemento original. Pode-se até mesmo apagar os elementos associados. 9 Caso se deseje restaurar os elementos associados de um determinado elemento ao seu estado original (por exemplo, após ter apagado

inadvertidamente algum elemento associado), deve-se utilizar o comando Reinicializar textos.

O raciocínio contrário é um pouco diferente: caso o elemento original seja apagado, os associados também o serão, estejam selecionados ou não. Caso este seja movido, os elementos associados serão movidos proporcionalmente. Pode-se sempre acessar os elementos hidro-sanitários originais através de um de seus elementos associados. Executando-se um duplo-clique sobre o elemento, pode-se acessar seu diálogo de propriedades. Cada elemento possui um diálogo específico, mas todos os elementos que são associados possuem um botão especial no diálogo que permite acessar o elemento original.

Diálogo de edição de um texto associado

9 Os elementos associados podem ser copiados (através do comando Manipular-Copiar), mas os elementos gerados não terão qualquer li-

gação com o elemento hidro-sanitário original.

Janelas de detalhe Existem tipos diferentes de desenho que podem ser gerados através do programa: ƒ Plantas baixas, que representam elementos hidro-sanitários em forma simplificada. ƒ Detalhes sanitários, que representam elementos sanitários com representações detalhadas dos tubos e conexões. ƒ Detalhes isométricos, que representam elementos hidro-sanitários em forma unifilar, mas em representação isométrica. O mesmo elemento pode ser colocado em duas plantas diferentes, sendo representado de forma diferente nos dois desenhos. Para tal, existem conjuntos de elementos associados diferentes para as janelas de croqui e de detalhe. 9 O princípio básico é o seguinte: Os elementos hidro-sanitários, compõem a estrutura da tubulação. Esta estrutura pertence ao projeto co-

mo um todo. Sejam os tubos adicionados no croqui ou no detalhe, estão sempre presentes no croqui do pavimento.

Para que um elemento original não inclua elementos associados no croqui quando deve colocar só no detalhe, o programa atua da seguinte forma: ƒ Quando o elemento é adicionado em uma janela de croqui, é inserido um conjunto de elementos associados apropriado. Quando for gerado um detalhe sobre este elemento, será criado outro conjunto apropriado para o detalhe ƒ Quando o elemento é adicionado em uma janela de detalhe, é inserido um conjunto de elementos associados apropriado. O mesmo elemento é incluído no croqui, mas sem nenhum elemento associado. 9 Caso se deseje incluir no desenho os elementos associados de um elemento (por exemplo, na segunda situação), deve-se utilizar o co-

mando Reinicializar textos.

1.13 Propriedades de desenho Um elemento hidro-sanitário é também um elemento gráfico, possuindo certas propriedades que controlam o modo como este será exibido. Estas são o nível, a cor e o tipo de linha. Diferentemente dos elementos básicos, nos quais um elemento novo é inserido no desenho e a este são atribuídas as propriedades correntes do desenho e as propriedades gráficas dos elementos estruturais são definidas pela configuração Níveis padrão.

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Existe uma configuração distinta para cada uma das Redes possíveis do projeto. Em cada uma, cada item controla a inserção de um elemento específico. Por exemplo: ƒ Tubos: Define a cor e o nível no qual serão inseridos os elementos Tubo. ƒ Textos tubo: Define a cor e o nível nos quais serão inseridos os elementos de texto associados aos tubos (indicação do material, do diâmetro, etc). ƒ Sentido tubo: Define a cor e o nível no qual serão inseridos, no elemento Indicador que representa o sentido de fluxo dos tubos. 9 Uma alteração nesta configuração irá afetar apenas os próximos elementos a serem inseridos. Caso se deseje alterar as propriedades de

elementos já existentes, deve-se utilizar o comando Manipular-Propriedades. Caso se queira redefinir todos os elementos associados a um tubo ou conexão, pode-se utilizar também o comando Elementos-Reinicializar textos.

Propriedades de desenho no detalhe A gerência automática (através da configuração Níveis Padrão) de propriedades de desenho busca também controlar a relação entre a aparência das plantas baixas e dos detalhes. 9 O princípio básico é o seguinte: Os elementos hidro-sanitários compõem a estrutura da tubulação. Esta estrutura pertence ao projeto como

um todo. Sejam os tubos adicionados no croqui ou no detalhe, estão sempre presentes no croqui do pavimento. Para que um tubo apareça tanto na planta baixa como no detalhe e outro apenas no detalhe, basta que estes estejam em níveis diferentes. Como uma janela pode ter um estado de níveis diferente da outra, pode-se controlar a aparência final das plantas facilmente.

O programa lida com este problema da seguinte forma: ƒ Caso um tubo seja adicionado na janela de croqui, será colocado no nível definido no item "Tubos" da configuração Níveis Padrão (por exemplo, no nível "AF-Tubos"). ƒ Caso um tubo seja adicionado na janela de detalhe, será colocado no nível definido no item "Tubos detalhe" da configuração Níveis Padrão (por exemplo, no nível "AF-Tubos detalhe"). ƒ Para que ambos os tubos apareçam no desenho final, a janela de detalhe deve manter visíveis ambos os níveis "AF-Tubos" e "AF-Tubos detalhe". ƒ Para que apenas os tubos principais apareçam na planta baixa, deve-se desligar o nível "AF-Tubos detalhe" na janela de croqui. 9 A forma mais simples de gerenciar rapidamente o estado dos níveis é pela utilização dos perfis de níveis.

1.14 Detalhes isométricos Escala do croqui Um sistema de CAD convencional utiliza o que se chama de “unidades de desenho”, que é uma medida de dimensão que não possui escala real, sendo esta definida apenas no momento da impressão. Esta sistemática é, todavia, pouco interessante em trabalhos de Engenharia, os quais são sempre feitos em escala. Por isso, este sistema utiliza um procedimento diferente, no qual tudo o que é colocado no CAD possui uma escala definida. 9 A escala padrão utilizada nas janelas de croqui é definida no item "Escalas padrão" da configuração Projeto. A definição da escala atual do CAD encontra-se na barra de ferramentas da janela do CAD, aproximadamente em seu centro.

Escala Corrente do CAD

Existe uma diferença entre o tratamento de escalas dado à entrada gráfica e aos demais tipos de CAD, uma vez que o CAD pode, a princípio, conter elementos em diversas escalas (por exemplo, uma escala para a forma, outra para o corte e outra para as legendas), enquanto que a entrada de dados representa um pavimento, que deve sempre ser consistente, ou seja, possuir uma única escala. Na entrada gráfica, portanto, existe sempre uma escala corrente, que engloba todos os elementos do desenho. Independentemente da escala adotada, a estrutura (pórtico) será sempre montada com as dimensões reais dos elementos. Na janela de croqui, a caixa de seleção de escala fica desabilitada, apenas exibindo a escala atual. Para alterar a escala do desenho, deve-se utilizar o comando Manipular-Alterar escala (vide Comandos de manipulação ). No croqui, todos os elementos do desenho são alterados, passando para a nova escala definida.

Plano corrente A janela de CAD isométrico possui sempre um plano corrente, definido na barra de ferramentas do CAD:

Plano e ordenada correntes

A função do plano corrente é converter as coordenadas locais (X, Y) da janela em coordenadas reais (X, Y, Z) do croqui, quando da inserção ou manipulação de elementos 3-D. Existem três planos padrões:

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ƒ Plano XY: considerando a ordenada Z constante. ƒ Plano XZ: considerando a ordenada Y constante. ƒ Plano YZ: considerando a ordenada X constante. O plano corrente da janela reflete-se no desenho do cursor da janela de CAD, que acompanha visualmente o plano corrente. Outra modificação refere-se ao funcionamento da ferramenta Ortogonal, que acompanha também o plano corrente. Como alterar Para alterar o plano corrente da janela, pode-se: ƒ Alterar o plano diretamente na barra de ferramentas do CAD; ou ƒ Pressionar a tecla , que alterna entre os três planos possíveis. Coordenadas via teclado A interpretação das coordenadas digitadas via teclado também depende do plano corrente. Todos os comandos que solicitam pontos aceitam a informação destes na forma de: ƒ coordenadas absolutas (formato X, Y) O ponto 3-D equivalente será o resultado da composição entre os dois valores digitados e a ordenada corrente da janela. Por exemplo, se o plano corrente for o XZ e a ordenada corrente do CAD for 100, um ponto informado na forma (20, 30) será interpretado como (20, 100, 30). ƒ coordenadas relativas (formato @X, Y) O deslocamento em 3-D será feito no plano corrente da janela. Por exemplo, um deslocamento (@20, 30) para um plano corrente YZ significa um deslocamento de 20 cm em Y e 30 cm em Z. Pontos selecionados com o mouse Ao se utilizar um comando que insere elementos 3-D (como, por exemplo, o Conexão simples ou o Tubo), o ponto selecionado da tela deve ser convertido das coordenadas locais (X, Y) da tela para as coordenadas reais (X, Y, Z). Isto é feito interpretando-se que o ponto selecionado está situado no plano corrente e na ordenada corrente definidos na janela de CAD. 9 Quando é capturada uma conexão que não está no plano corrente, o programa emite um aviso "A conexão sob o cursor não está no plano

corrente e não será capturada. Mudar a elevação para XXX?". Caso seja selecionada a opção "Sim", a ordenada corrente será modificada para aquela onde está situada a conexão capturada e, caso contrário, a conexão adicionada estará visualmente na mesma posição da outra (mesmas coordenadas locais) mas em coordenadas espaciais completamente diferentes.

Ordenada corrente A janela de CAD isométrico possui sempre um plano corrente, definido na barra de ferramentas do CAD: A função da ordenada corrente é obtida em conjunto com a funcionalidade do plano corrente da janela. O plano corrente define sempre duas coordenadas variáveis (XY, XZ ou YZ) e a ordenada corrente define um valor constante para a coordenada restante em cada caso (Z, Y e X, respectivamente). Com base nestas informações é que se pode converter um ponto no vídeo, que só tem duas coordenadas locais, para coordenadas espaciais. Como alterar Para alterar a ordenada corrente da janela, pode-se: ƒ Alterar a ordenada diretamente na barra de ferramentas do CAD; ou ƒ Utilizar o comando Ferramentas-Definir ordenada (acessível através da tecla ). Coordenadas via teclado A interpretação das coordenadas digitadas via teclado também depende da ordenada corrente. Todos os comandos que solicitam pontos aceitam a informação destes pontos na forma de: ƒ coordenadas absolutas (formato X, Y) O ponto 3-D equivalente será o resultado da composição entre os dois valores digitados e a ordenada corrente da janela. Por exemplo, se o plano corrente for o XZ e a ordenada corrente do CAD for 100, um ponto informado na forma (20, 30) será interpretado como (20, 100, 30). ƒ coordenadas relativas (formato @X, Y) O deslocamento em 3-D será feito no plano corrente da janela. Por exemplo, um deslocamento (@20, 30) para um plano corrente YZ significa um deslocamento de 20 cm em Y e 30 cm em Z. Pontos selecionados com o mouse Ao se utilizar um comando que insere elementos 3-D (como, por exemplo, o Conexão simples ou o Tubo), o ponto selecionado da tela deve ser convertido das coordenadas locais (X, Y) da tela para as coordenadas reais (X, Y, Z). Isto é feito interpretando-se que o ponto selecionado está situado no plano corrente e na ordenada corrente definidos na janela de CAD. 9 Quando é capturada uma conexão que não está no plano corrente, o programa emite um aviso "A conexão sob o cursor não está no plano

corrente e não será capturada. Mudar a elevação para XXX?". Caso seja selecionada a opção "Sim", a ordenada corrente será modificada para aquela onde está situada a conexão capturada e, caso contrário, a conexão adicionada estará visualmente na mesma posição da outra (mesmas coordenadas locais) mas em coordenadas espaciais completamente diferentes.

Elementos 2-D Os elementos básicos de CAD (Linha, Texto, Círculo, etc) não possuem informação tridimensional. Os pontos que definem estes elementos possuem apenas dois atributos: coordenada X e coordenada Y. Não existe informação Z definida para estes elementos. Quando um detalhe isométrico é adicionado no croqui, os elementos básicos presentes no seu interior (usualmente, a representação da planta arquitetônica) são copiados para a nova janela de CAD isométrico e suas coordenadas (X,Y) são convertidas para novas coordenadas (X', Y'), como se estivessem todos situados no plano padrão XY, a uma altura Z=0.

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Acessando-se as propriedades de um elemento Linha na janela de CAD isométrico, pode-se observar que este apresenta ainda apenas informações 2-D. Isto porque este elemento está desenhado simplesmente em coordenadas locais XY da janela, tendo sido convertido no momento da criação do detalhe. Certos elementos, como, por exemplo, os Arcos e Círculos, são convertidos em outros tipos de elementos (no caso, em Poligonais) para simular o desenho isométrico. 9 Embora seja possível utilizar as ferramentas de desenho isométrico para criar linhas que, visualmente, possuem elevação Z, na verdade

estas estão desenhadas apenas no plano da janela. A ferramenta de captura Ponto deslocado, por exemplo, ao ser usada sobre uma destas linhas, trabalhará como se esta estivesse sempre em Z=0.

Elementos 3-D Os elementos componentes da entrada gráfica possuem informação de posicionamento 3-D, ou seja, coordenadas X, Y e Z para posicionamento. Comparativamente, os elementos básicos de desenho (linhas, círculos, etc), possuem informação apenas 2-D, ou seja, coordenadas X e Y de um plano suposto sempre como Z=0. A informação Z (chamada "Elevação") de uma conexão, todavia, não representa a sua ordenada real Z em relação à edificação, mas sim a ordenada relativa ao nível do pavimento onde está contida. 9 Pelo fato de que as ordenadas são relativas, pode-se acrescentar ou excluir pavimentos à estrutura sem que os elementos lançados de-

vam ser modificados.

Para saber a elevação de uma conexão, pode-se acessar suas propriedades executando-se um duplo-clique do mouse sobre ela e acessando um diálogo que contém suas propriedades. O campo "Elevação" indica a elevação em relação ao nível do pavimento e o botão "Desenho" indica as coordenadas reais X e Y da conexão (que são diferentes das coordenadas locais X e Y da janela de CAD isométrico).

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2. Preparação do projeto 2.1 Criando o projeto Este programa, diferentemente do que é feito naqueles convencionais baseados em desenhos isolados, trabalha com a noção de projeto como um todo. Um projeto engloba os diversos pavimentos da edificação (com suas respectivas plantas baixas) e todos os detalhes lançados nestes pavimentos. A tubulação é modelada como uma única estrutura no computador. Além disto, podem estar associados ao projeto uma série de desenhos acessórios como, por exemplo, plantas de detalhes típicos, pranchas finais, entre outros. Estes arquivos, embora sejam independentes, podem ser tratados no mesmo ambiente do projeto. Ao entrar no programa, o primeiro passo deve ser criar um novo projeto ou abrir outro já existente. Não é possível trabalhar com desenhos isolados. Para criar o projeto exemplo, basta pressionar o botão

(ou acessar o menu Projeto-Novo) na barra de ferramentas principal do programa.

Janela de projeto

A ordem dos pavimentos na lista é fundamental para o funcionamento do programa. A lista reproduz a estrutura da edificação, com os pavimentos superiores no topo da lista e os inferiores no fim. Por exemplo, a seqüência correta é "Superior" e "Térreo" e não "Térreo" e "Superior". A coluna Altura indica a distância do pavimento corrente em relação ao pavimento imediatamente superior.

Inserindo o primeiro pavimento Para incluir o primeiro pavimento ao projeto, deve-se: ƒ Selecionar a coluna "Pavimentos" e definir o nome do primeiro pavimento. Informe o nome "Térreo". ƒ Deve-se, em seguida, definir as propriedades do pavimento. Informe como altura do pavimento 280 cm. Na coluna "Repetições", será indicado o número 1, já que estamos criando um pavimento "Térreo".

Inserindo o segundo pavimento Para incluir outro pavimento ao projeto, deve-se: ƒ Clicar o botão "Insere acima" e digitar na coluna "Pavimentos" o nome do pavimento. Informe o nome "Superior". ƒ Deve-se, em seguida, definir as propriedades do pavimento. Informe como altura do pavimento 280 cm. Na coluna "Repetições", será indicado o número 1, já que estamos criando um pavimento "Superior". ƒ Pressione OK. 9 Desejando excluir algum pavimento que tenha sido lançado errado, permaneça com o cursor na linha correspondente e acesse o botão

"Excluir".

9 Se a ordem dos pavimentos for lançada errada, pode-se corrigir através dos botões "Para cima" e "Para baixo". Pressionando o botão "OK", o diálogo será fechado, sendo aberta uma janela em forma de árvore, contendo os dois pavimentos definidos na lista "Pavimentos". Esta janela, a Janela de Projeto, representa o projeto que será criado.

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para gravar o projeto neste momento, pressione o botão (ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa. Será aberto um diálogo padrão do Windows solicitando a informação do local e nome do arquivo a ser gravado. 9 Dica: é interessante gravar cada projeto em uma pasta diferente. Pode-se criar uma pasta mesmo dentro do diálogo padrão de gravação

de arquivos, pressionando-se o botão

. Para este exemplo, utiliza-se a pasta Tutorial que já foi criada durante a instalação.

Deve-se: ƒ Navegar até a pasta desejada (neste caso, basta executar um duplo-clique sobre a pasta Tutorial). ƒ Informar o nome do arquivo (pode-se utilizar o nome TUTORIAL.PRH) e pressionar o botão "Salvar".

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2.2 Abrindo o DXF da arquitetura O trabalho efetuado no projeto hidro-sanitário é feito sempre sobre uma planta de arquitetura. Embora seja possível desenhar a própria planta arquitetônica no ambiente do programa, utilizando-se as ferramentas básicas de desenho e manipulação de linhas, este não é o objetivo do programa. Usualmente, tem-se a planta arquitetônica previamente desenhada em ambiente CAD e pode-se simplesmente importá-la para efetuar o projeto. O programa permite a importação de desenhos em DXF (Data Exchange Format), um formato público que pode ser lido por praticamente todos os programas CAD do mercado. 9 Para este exemplo, trabalha-se com um arquivo DXF fornecido na instalação, que corresponde a uma planta arquitetônica simples, cha-

mado DEMO.DXF.

Associando o arquivo ao projeto Pode-se incluir um arquivo já existente em disco no projeto, facilitando sua manipulação. Para isto, deve-se selecionar o item "Arquivos" da Janela de Projeto e pressionar o botão

na barra de ferramentas da janela.

Comando para associar arquivos à janela de projeto

É aberto um diálogo padrão de seleção de arquivos do Windows. Deve-se: ƒ alterar a caixa de seleção "Arquivos do tipo", na parte inferior do diálogo, para "Arquivos DXF"; ƒ acessar a pasta Tutorial; ƒ selecionar o arquivo DEMO.DXF e pressionar o botão "Abrir". Após seleção do arquivo, o programa exibe um diálogo que permite vincular o arquivo externo ao projeto.

Diálogo de propriedades do arquivo

Pressionando-se OK, será adicionada uma entrada ao projeto, com o nome informado na janela de título, sob o item "Arquivos". 9 Um arquivo associado permanece gravado separadamente no disco. Utiliza-se tal recurso para que este possa ser acessado mais facil-

mente no futuro.

Janela de projeto (arquivo associado)

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Abrindo o arquivo Uma vez que o arquivo está associado ao projeto, pode-se abrí-lo para manipulação. Para isto,clique com o botão direito do mouse sobre o item “Planta arquitetônica” na Janela de Projeto, e acesse o comando abrir. Será aberta uma janela de CAD padrão contendo o desenho importado do arquivo DXF.

2.3 Gravando a planta do pavimento Térreo Os arquivos contendo as plantas arquitetônicas raramente vêm prontos para utilização direta no lançamento de elementos. O princípio básico que rege a entrada de dados é o de que os elementos (tubos, conexões, etc.) serão lançados de acordo com suas coordenadas. A importação de uma planta arquitetônica apenas tem a finalidade de prover a determinação destas coordenadas via mouse (sobre a planta) ao invés de via teclado. Desta forma, qualquer erro no desenho arquitetônico original pode acarretar incorreções no lançamento da tubulação. O problema se agrava no caso de se lerem diversas plantas arquitetônicas, correspondentes a diversos pavimentos. Caso as coordenadas destes desenhos não sejam exatamente coincidentes, haverá, com certeza, problemas no lançamento da tubulação. Além disto, os desenhos importados via arquivo DXF não possuem informação de escala. 9 Para este exemplo, foi escolhida uma planta arquitetônica simples, desenhada em uma escala qualquer (suposta desconhecida) na qual

ambos os pavimentos estão desenhados lado a lado.

Planta arquitetônica original

Inicialmente, as plantas devem ser preparadas de tal forma que possam ser utilizadas para o lançamento da tubulação. O requisito fundamental é que as plantas possam ser sobrepostas exatamente. Para isto, cada pavimento deve compor um arquivo DXF separado.

Selecionando o pavimento Térreo Inicialmente, grava-se uma planta para o pavimento Térreo. Para isto, basta apagar o desenho do pavimento Superior e gravar um novo desenho. Para isto: ƒ Visualize o desenho na posição mais adequada (pode-se usar o comando Visualizar-Enquadrar e depois o comando Visualizar-Afastar). ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione toda a região à direita do desenho. A linha de comando deve indicar "Apagar-Selecione elementos (272 sel.)". ƒ Pressione para excluir os elementos selecionados. Com isto, tem-se a planta separada para o pavimento Térreo.

Planta arquitetônica do pavimento Térreo

Posicionando a planta do pavimento Neste programa, é feito o modelamento da tubulação da edificação como um todo no computador. Para tal, cada pavimento deve estar situado exatamente na mesma posição, garantindo o alinhamento vertical da tubulação.

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9 As plantas arquitetônicas importadas para o projeto devem, portanto, estar nas mesmas coordenadas de CAD para garantir o alinhamento

entre os pavimentos.

Desta forma, para preparar as plantas arquitetônicas dos diversos pavimentos, você deve eleger um ponto da estrutura que seja comum a todas as plantas (um canto, caixa de elevador, etc). Neste caso, será eleito o canto inferior esquerdo, que está na mesma posição em ambas as plantas.

Ponto comum a ambas as plantas

A idéia básica é mover as plantas de maneira que este ponto escolhido esteja na mesma posição nas duas plantas. Para isto, pode-se utilizar o comando Mover ou outro específico para esta aplicação, que é o comando Posicionar Origem. Para isto: ƒ Verifique se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 DICA: Esta é a captura usada em 95% dos casos. A mantenha ligada sempre, alterando para outro tipo de captura apenas quando for ne-

cessário.

9 Existe uma diferença grande entre a captura de pontos e as ferramentas de captura, que são os botões disponíveis na barra de ferramen-

tas "Captura".

ƒ Posicionar a janela de visualização mais perto do ponto que se deseja utilizar como referência. Isto depende, evidentemente, da prática de cada usuário na operação do ambiente CAD. Pode-se utilizar, por exemplo, o comando Zoom e definir uma janela um pouco mais próxima. ƒ Acessar o comando Ferramentas-Posicionar origem. A linha de comando passará a indicar "Posicionar origem-Ponto de referência". ƒ Selecionar o ponto inferior esquerdo (destacado na figura) com o mouse. ƒ Reenquadrar o desenho, pressionando o botão . Ao final, o desenho estará aparentemente igual, mas posicionado de tal forma que o vértice inferior esquerdo esteja exatamente nas coordenadas (0,0). 9 Pode-se confirmar isto executando um duplo-clique sobre a linha horizontal inferior do desenho. Será aberto um diálogo contendo suas

propriedades, na qual pode-se observar as coordenadas X e Y dos pontos inicial e final. Um deles deve ser (0,0).

Convertendo a escala do pavimento Quando se for importar esta planta arquitetônica para o projeto, através do comando Ler DXF, será possível converter o desenho para a escala do pavimento. Todavia, como se está preparando previamente as plantas, pode-se deixá-las gravadas já na escala correta, evitando que isto tenha que ser feito mais tarde. A escala corrente do desenho está definida na barra de ferramentas do CAD. Nos desenhos independentes, pode-se trabalhar com escalas diversas no mesmo desenho, enquanto que, nas janelas de entrada gráfica, existe apenas uma escala em todo o desenho.

Escala corrente do CAD

A preparação da planta baseia-se em dois pontos: ƒ Define-se previamente qual a escala que será adotada nas plantas dos pavimentos. Neste caso, utiliza-se a escala padrão 1:50. ƒ Deve-se saber, ao menos, uma dimensão contida no desenho. Informando-se ao programa este ponto e qual a distância desejada, ele pode converter a escala do desenho de forma a corresponder a estas informações. Existe um comando que se destina especificamente a corrigir a escala de desenhos importados de arquivos externos: o comando Converter para escala. Deve-se proceder da seguinte forma: ƒ Alterar a escala da janela para aquela desejada (no caso, 1:50), na barra de ferramentas do CAD. ƒ Escolher uma distância que seja conhecida. 9 Uma escolha interessante pode ser um dos comprimentos totais da edificação, caso se saiba com certeza seu valor. A escolha de peque-

nas distâncias para conversão da escala poderia levar a possíveis erros de precisão na conversão de escala.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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ƒ Acessar o comando Ferramentas-Converter para escala. A linha de comando passa a indicar "Converter escala-Primeiro ponto". ƒ Selecionar, com o mouse, os dois pontos que definem o comprimento total da edificação. A linha de comando passa a indicar "Converter escalaDistância".

Conversão da escala

ƒ Digitar a distância desejada entre os dois pontos, que no caso é 1160. Com isto, o programa converterá a escala do desenho de tal forma que, para aquela corrente, a distância entre os dois pontos seja exatamente a digitada. 9 IMPORTANTE: Independentemente de qualquer configuração ou da escala corrente, as coordenadas informadas no ambiente CAD devem

ser feitas sempre em centímetros.

ƒ Reenquadrar o desenho, pressionando o botão

.

Conferindo a conversão da escala Após converter a escala, deve-se verificar se esta operação foi feita corretamente. Caso contrário, ao utilizar uma planta com coordenadas incorretas para lançar a tubulação, pode-se ter erros significativos. Uma forma de conferir a conversão da escala é medir outras distâncias no desenho para verificar se estas estão corretas. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Medir. ƒ Escolha uma distância a ser medida. Por exemplo, pode ser a largura de outra parede. Todas as paredes utilizadas neste exemplo têm 15 cm. ƒ Informar os dois pontos que definem a distância. No canto inferior direito, uma pequena janela indicará a distância obtida. O campo "parcial" corresponde à distância entre os dois últimos pontos.

Janela de informações do comando Medir

ƒ O programa continua solicitando outro ponto, para medida de perímetros. Pressione para encerrar o comando.

Gravando o DXF do Térreo Após posicionar a planta e converter sua escala para 1:50, deve-se gravar o desenho gerado em um novo arquivo a fim de que possa ser posteriormente importado para um pavimento do projeto. Como este desenho é uma planta arquitetônica, deseja-se gravá-lo novamente no formato DXF. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Gravar DXF. ƒ Informe o nome desejado para o arquivo. Neste caso, pode-se usar INFERIOR.DXF. ƒ Pressione OK para gravar o arquivo. O programa abre um diálogo que permite vincular o arquivo gravado ao projeto, para que possa ser mais facilmente acessado.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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Diálogo de gravação

ƒ Informe um título para o arquivo (este é um nome usado para referenciá-lo na Janela de Projeto) e pressione OK.

Fechando a janela Neste ponto, o trabalho com esta planta está encerrado. Pode-se fechar esta janela para fazer o trabalho com outro pavimento. O programa exibirá uma mensagem "Salvar alterações no desenho?". Responda "Não" e retorne à Janela de Projeto. 9 O programa pede pela gravação do arquivo porque ele não foi gravado, mas sim exportado em formato DXF. Seria possível gravar o arqui-

vo também no formato interno usado pelo programa, com o comando Projeto-Salvar arquivo, mas isto não é necessário neste caso.

2.4 Gravando a planta do pavimento Superior Para este exemplo, foi escolhida uma planta arquitetônica simples, desenhada em uma escala qualquer (suposta desconhecida) na qual ambos os pavimentos estão desenhados lado a lado. Inicialmente, as plantas devem ser preparadas de tal forma que possam ser utilizadas para o lançamento da tubulação. O requisito fundamental é que as plantas possam ser sobrepostas exatamente. Para isto, cada pavimento deve compor um arquivo DXF separado.

Selecionando o pavimento Superior Neste ponto, a Janela de Projeto contém dois itens sob "Arquivos": a planta arquitetônica original e a planta do pavimento Térreo, que já foi gravada separadamente. Para gravar uma planta para o pavimento Superior, deve-se abrir novamente a planta original, apagar, desta vez, o desenho do pavimento Térreo e gravar um novo desenho. Para isto: ƒ Clique com o botão direito do mouse sobre o item "Planta arquitetônica", que corresponde ao desenho original, e acesse a opção "Abrir". Será aberta novamente uma janela de CAD contendo o desenho completo. ƒ Visualize o desenho na posição mais adequada (pode-se usar o comando Visualizar-Enquadrar e depois o comando Visualizar-Afastar). ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione toda a região à esquerda do desenho. A linha de comando deve indicar "Apagar-Selecione elementos (601 sel.)". ƒ Pressione para excluir os elementos selecionados. Com isto, tem-se a planta separada para o pavimento Superior.

Planta arquitetônica do pavimento Superior

Posicionando a planta do pavimento Neste programa, é feito o modelamento da tubulação da edificação como um todo no computador. Para tal, cada pavimento deve estar situado exatamente na mesma posição, garantindo o alinhamento vertical da tubulação.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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9 As plantas arquitetônicas importadas para o projeto devem, portanto, estar nas mesmas coordenadas de CAD para garantir o alinhamento

entre os pavimentos.

Desta forma, para preparar as plantas arquitetônicas dos diversos pavimentos, você deve eleger um ponto da estrutura que seja comum a todas as plantas (um canto, caixa de elevador, etc). Neste caso, será eleito o canto inferior esquerdo, que está na mesma posição em ambas as plantas.

Ponto comum a ambas as plantas

A idéia básica é mover as plantas de forma que este ponto escolhido esteja na mesma posição nas duas plantas. Para isto, pode-se utilizar o comando Mover ou outro comando específico para esta aplicação, que é o comando Posicionar Origem. Para isto: ƒ Verifique se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 DICA: Esta é a captura usada em 95% dos casos. A mantenha ligada sempre, alterando para outro tipo de captura apenas quando for ne-

cessário.

9 Existe uma diferença grande entre a captura de pontos e as ferramentas de captura, que são os botões disponíveis na barra de ferramen-

tas "Captura".

ƒ Posicionar a janela de visualização mais perto do ponto que se deseja utilizar como referência. Isto depende, evidentemente, da prática de cada usuário na operação do ambiente CAD. Pode-se utilizar, por exemplo, o comando Zoom e definir uma janela um pouco mais próxima. ƒ Acessar o comando Ferramentas-Posicionar origem. A linha de comando passará a indicar "Posicionar origem-Ponto de referência". ƒ Selecionar o ponto inferior esquerdo (destacado na figura) com o mouse. ƒ Reenquadrar o desenho, pressionando o botão . Ao final, o desenho estará aparentemente igual, mas posicionado de tal forma que o vértice inferior esquerdo esteja exatamente nas coordenadas (0,0). 9 Pode-se confirmar isto executando um duplo-clique sobre a linha horizontal inferior do desenho. Será aberto um diálogo contendo suas

propriedades, no qual pode-se observar as coordenadas X e Y dos pontos inicial e final. Um deles deve ser (0,0).

Convertendo a escala do pavimento Quando se for importar esta planta arquitetônica para o projeto, através do comando Ler DXF, será possível converter o desenho para a escala do pavimento. Todavia, como se está preparando previamente as plantas, pode-se deixá-las gravadas já na escala correta, evitando que isto tenha que ser feito mais tarde. A escala corrente do desenho está definida na barra de ferramentas do CAD. Nos desenhos independentes, pode-se trabalhar com escalas diversas no mesmo desenho, enquanto que, nas janelas de entrada gráfica, existe apenas uma escala em todo o desenho.

Escala corrente do CAD

A preparação da planta baseia-se em dois pontos: ƒ Define-se previamente qual a escala que será adotada nas plantas dos pavimentos. Neste caso, é utilizada a escala padrão 1:50. ƒ Deve-se saber, ao menos, uma dimensão contida no desenho. Informando-se ao programa este ponto e qual a distância desejada, ele pode converter a escala do desenho de forma a corresponder a estas informações. Existe um comando que se destina especificamente a corrigir a escala de desenhos importados de arquivos externos: o comando Converter para escala. Deve-se proceder da seguinte forma: ƒ Alterar a escala da janela para aquela desejada (no caso, 1:50), na barra de ferramentas do CAD. ƒ Escolher uma distância que seja conhecida.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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9 Uma escolha interessante pode ser um dos comprimentos totais da edificação, caso se saiba com certeza seu valor. A escolha de peque-

nas distâncias para conversão da escala poderia levar a possíveis erros de precisão na conversão de escala.

ƒ Acessar o comando Ferramentas-Converter para escala. A linha de comando passa a indicar "Converter escala-Primeiro ponto". ƒ Selecionar, com o mouse, os dois pontos que definem o comprimento total da edificação. A linha de comando passa a indicar "Converter escalaDistância".

Conversão da escala

ƒ Digitar a distância desejada entre os dois pontos, que no caso é 1160. Com isto, o programa converterá a escala do desenho de tal forma que, para a escala corrente, a distância entre os dois pontos seja exatamente a digitada. 9 IMPORTANTE: Independentemente de qualquer configuração ou da escala corrente, as coordenadas informadas no ambiente CAD devem

ser feitas sempre em centímetros.

ƒ Reenquadrar o desenho, pressionando o botão

.

Conferindo a conversão da escala Após converter a escala, deve-se verificar se esta operação foi feita corretamente. Caso contrário, ao utilizar uma planta com coordenadas incorretas para lançar a tubulação, pode-se ter erros significativos. Uma forma de conferir a conversão da escala é medir outras distâncias no desenho para verificar se estas estão corretas. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Medir. ƒ Escolha uma distância a ser medida. Por exemplo, pode ser a largura de outra parede. Todas as paredes utilizadas neste exemplo têm 15 cm. ƒ Informar os dois pontos que definem a distância. No canto inferior direito, uma pequena janela indicará a distância obtida. O campo "parcial" corresponde à distância entre os dois últimos pontos.

Janela de informações do comando Medir

ƒ O programa continua solicitando outro ponto, para medida de perímetros. Pressione para encerrar o comando.

Gravando o DXF do Superior Após posicionar a planta e converter sua escala para 1:50, deve-se gravar o desenho gerado em um novo arquivo para que possa ser posteriormente importado para um pavimento do projeto. Como este desenho é uma planta arquitetônica, deseja-se gravá-lo novamente no formato DXF. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Gravar DXF. ƒ Informe o nome desejado para o arquivo. Neste caso, pode-se usar SUPERIOR.DXF. ƒ Pressione OK para gravar o arquivo. O programa abre um diálogo que permite vincular o arquivo gravado ao projeto, para que possa ser facilmente acessado. ƒ Informe um título para o arquivo (este é um nome usado para referenciá-lo na Janela de Projeto) e pressione OK

Fechando a janela Neste ponto, o trabalho com esta planta está encerrado. Pode-se fechar esta janela para fazer o trabalho com outro pavimento. O programa exibirá uma mensagem "Salvar alterações no desenho?". Responda "Não" e retorne à Janela de Projeto. 9 O programa pede pela gravação do arquivo porque ele não foi gravado, mas sim exportado em formato DXF. Seria possível gravar o arqui-

vo também no formato interno usado pelo programa, com o comando Projeto-Salvar arquivo, mas isto não é necessário neste caso.

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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2.5 Conferindo a preparação do desenho Neste ponto, tem-se duas plantas arquitetônicas, uma correspondente ao pavimento Térreo (INFERIOR.DXF) e a outra ao pavimento Superior (SUPERIOR.DXF), cada uma delas identificada, na janela de projeto, pelo título que foi informado.

Janela de Projeto

9 Antes de iniciar o projeto, confira de forma definitiva se as plantas gravadas estão corretas. A forma de fazer isto é colocando uma sobre a

outra para verificar se a sobreposição é perfeita.

Para isto: ƒ Abra uma das plantas. Por exemplo, a planta do Térreo. ƒ Acesse o comando Ferramentas-Ler DXF. Será aberta uma caixa de diálogo padrão de seleção de arquivo. ƒ Selecione o outro pavimento (no caso, o arquivo SUPERIOR.DXF) e pressione Abrir. Neste ponto, o programa exibirá um diálogo que permite definir a forma como a planta será lida.

Opções de inserção do DXF

ƒ As seguintes opções estão presentes: □ Converter logo após a leitura: define se a conversão da escala será feita para o arquivo lido. Uma vez que já foram convertidas ambas as plantas para a escala correta, pode-se desativar esta opção. □ Níveis de desenho: define o tratamento para os níveis do desenho lido. Escolha "Inserir em novos níveis". ƒ Pressionando-se OK, o desenho será sobreposto ao já existente. Deve-se ter uma sobreposição perfeita.

Plantas sobrepostas

LEITURA PRELIMINAR: CONCEITOS IMPORTANTES

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9 Verifique atentamente o desenho. Caso as plantas não estejam sobrepostas, algo deve ter sido feito errado na preparação das plantas.

Volte ao ponto inicial e refaça o processo.

Pode-se fechar a janela sem gravar o desenho e prosseguir com o projeto.

2.6 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte disposição para os pavimentos:

Janela de Projeto

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para gravar o projeto neste momento, pressione o botão (ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa. 9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 1).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

INSERINDO AS COLUNAS

23

3. Inserindo as colunas 3.1 Iniciando o pavimento Térreo Neste ponto, inicia-se o projeto hidro-sanitário propriamente dito. Este programa utiliza objetos gráficos inteligentes, chamados aqui elementos hidrosanitários, ao invés de simples desenhos, para representar a estrutura da tubulação. 9 Antes de começar, você deve estar informado sobre alguns conceitos importantes e a respeito da terminologia adotada. Leia com atenção

o capítulo "Leitura preliminar: Conceitos importantes", caso ainda não o tenha feito.

Inicia-se o projeto pelo pavimento Térreo. Para isto, execute um duplo-clique do mouse sobre o item "Térreo" na Janela de Projeto. Será aberta uma janela de CAD vazia, onde deve ser lançada a tubulação do pavimento. Esta é uma janela especial, chamada janela de croqui. Nela, estão disponíveis um conjunto adicional de comandos, que visam inserir e manipular os elementos que definem a tubulação.

Importando a planta arquitetônica Inseri-se a planta arquitetônica do pavimento Térreo, previamente gravada em formato DXF. Deve-se lembrar que esta planta já foi preparada anteriormente, em duas operações importantes: ƒ correção das coordenadas absolutas ƒ conversão da escala Para importar a planta arquitetônica, utiliza-se o comando Ler DXF: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Ler DXF. Será aberta uma caixa de diálogo padrão de seleção de arquivo. ƒ Selecione o arquivo (no caso, o arquivo INFERIOR.DXF) e pressione Abrir. Neste ponto, o programa exibirá um diálogo que permite definir a forma como a planta será lida.

Opções de inserção do DXF

ƒ As seguintes opções estão presentes: □ Converter logo após a leitura: define se a conversão da escala será feita para o arquivo lido. Uma vez que já se converteu a planta para a escala correta, pode-se desativar esta opção. □ Níveis de desenho: define o tratamento para os níveis do desenho lido. Escolha "Inserir todos no nível" e escolha "Arquitetura". 9 Com esta opção, insere-se todo o desenho em um único nível definido. A outra opção inseriria o desenho nos mesmos níveis no qual foi

desenhado.

ƒ Pressionando-se OK, o desenho será inserido na janela

Planta do pavimento Térreo

INSERINDO AS COLUNAS

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3.2 Inserindo colunas hidráulicas O primeiro passo em um projeto hidro-sanitário é, usualmente, definir a posição das colunas verticais necessárias na tubulação da edificação. Estas colunas são tubos que atravessam pavimentos, ligando um ao outro. A filosofia de trabalho deste programa é a de separação em pavimentos distintos. Cada pavimento é representado por uma Janela de Croqui, na qual podem ser adicionados os elementos hidro-sanitários do pavimento. Para lançar tubos que passam de um pavimento para o outro, utilizam-se Colunas, que são conexões muito especiais, com a característica de gerenciar tubos entre pavimentos. São lançadas inicialmente as colunas referentes ao projeto hidráulico. Observando a planta do pavimento Superior, necessita-se de apenas duas colunas, uma referente à alimentação da caixa d'água e outra à distribuição para o pavimento Térreo.

Posições selecionadas para as colunas hidráulicas

Verificações preliminares Antes de lançar algum elemento, algumas verificações devem ser feitas: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utiliza-se a captura "Intersecção". Para isto, o botão estar pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve

9 DICA: Esta é a captura usada em 95% dos casos. Deve-se mantê-la ligada sempre, alterando para outro tipo de captura apenas quando

for necessário.

ƒ Verificar a elevação corrente da janela. Este é o valor que define a altura, em relação ao nível do pavimento, onde os elementos serão inseridos. Para as colunas hidráulicas, serão consideradas no teto do pavimento, ou seja, neste caso, a uma elevação de 280.

Inserindo a coluna de alimentação Inseri-se agora, a coluna de alimentação. A posição escolhida situa-se no centro do trecho da parede abaixo do banheiro, porém 5 cm para dentro da parede. Uma vez que o ponto no qual se deseja inserir a coluna não pode ser diretamente identificado no desenho, pode-se proceder de duas maneiras: ƒ desenhando linhas auxiliares; ƒ usando uma das ferramentas de captura. Neste caso, pode-se utilizar facilmente a ferramenta de captura "Relativo". Em outras situações mais complexas, todavia, pode ser necessário o traçado de linhas auxiliares. Faça da seguinte forma: ƒ Ative a ferramenta de captura "Relativo", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". O botão permanece pressionado, indicando que todos os pontos que forem informados deste ponto em diante utilizarão esta ferramenta, até que seja desativada. ƒ Acesse o comando Hidráulico-Coluna. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

INSERINDO AS COLUNAS

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Diálogo de inserção da coluna

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence a conexão. Selecione "Alimentação". ƒ Nome: nome da coluna. O programa gera automaticamente uma numeração seqüencial a partir da coluna de maior numeração já existente no pavimento, sendo que cada rede define um prefixo padrão diferente. Neste caso, será adotado "AL-1". ƒ Continuidade: define o tipo de ligação entre os pavimentos fornecido pela coluna. Neste caso, adote Acima, ou seja, esta coluna permite a ligação apenas com uma coluna no pavimento superior. ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Escolha "PVC rígido soldável" como material padrão para as tubulações de água. ƒ Diâmetro do tubo inferior: este é o diâmetro que será utilizado para criar o tubo entre os pavimentos, quando for lançada outra coluna com o mesmo nome no pavimento inferior. Use um diâmetro de 25 mm. 9 Este diâmetro será alterado posteriormente, com seu valor definido pelo dimensionamento da tubulação. Pode-se lançar inicialmente um

diâmetro pré-dimensionado ou não. Os demais dados (peça da conexão e do tubo inferior) serão tratados posteriormente.

Uma vez informados os dados referentes à coluna, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento da coluna.

Coluna de alimentação AL-1

ƒ Selecione o ponto central da linha direita (vide figura). ƒ O programa marcará o ponto capturado, mas não irá inserir a coluna. Esta é uma característica das ferramentas de captura. Neste ponto, deve-se informar o deslocamento entre o ponto capturado e o desejado. Digite -5,0 ƒ Em seguida, o programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento dos elementos associados que indicam a posição da coluna. Informe um ponto qualquer abaixo e à esquerda do ponto original. 9 Este segundo ponto não necessita precisão, visto que insere elementos cujo posicionamento é puramente visual. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Inserindo a segunda coluna Inseri-se agora, a coluna de distribuição de água. A posição escolhida situa-se próxima à abertura da porta do banheiro, mas 5 cm para dentro da parede. Uma vez que o ponto no qual se deseja inserir a coluna não pode ser diretamente identificado no desenho, continue usando a ferramenta de captura "Relativo".

INSERINDO AS COLUNAS

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Faça da seguinte forma: ƒ Confirme que a ferramenta de captura "Relativo" está ativa (o botão na barra de ferramentas "Captura" deve estar pressionado). ƒ Acesse o comando Hidráulico-Coluna. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como para a coluna anterior. Proceda da mesma forma que para a coluna de alimentação, mas agora informando a Rede como sendo "Água fria" e diâmetro 20 mm. O programa indicará o nome "AF-1". Uma vez informados os dados referentes à coluna, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento da coluna.

Coluna de água fria AF-1

ƒ Selecione o ponto inicial da linha extrema da pia (vide figura). ƒ O programa marcará o ponto capturado, mas não irá inserir a coluna. Esta é uma característica das ferramentas de captura. Neste ponto, deve-se informar o deslocamento entre o ponto capturado e o desejado. Digite -5,0 ƒ Em seguida, o programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento dos elementos associados que indicam a posição da coluna. Informe um ponto qualquer abaixo e à esquerda do ponto original. 9 Este segundo ponto não necessita precisão, visto que insere elementos cujo posicionamento é puramente visual. ƒ Pressione para encerrar o comando.

3.3 Inserindo colunas sanitárias Agora, lance as colunas referentes ao projeto sanitário. Observando a planta do pavimento Superior, necessita-se de: ƒ um tubo de queda proveniente do Superior para o Térreo, na região do banheiro; ƒ uma coluna de ventilação em posição semelhante; ƒ outra coluna de ventilação na região da área de serviço.

Elevação corrente Observe que, apesar de estar indicado na janela uma elevação corrente diferente de zero, as colunas sanitárias serão todas inseridas com elevação 0 (zero). Isto ocorre devido à configuração do item Modo 2D" em Configurações-Padrões. O valor 0 (zero) está configurado como "Elevação padrão" e os elementos do projeto sanitário serão todos inseridos nessa cota. Isto pode ser verificado através de um duplo clique em qualquer uma das colunas sanitárias lançadas.

Inserindo as colunas no banheiro Inseri-se inicialmente as duas colunas na região do banheiro, um tubo de queda e uma coluna de ventilação. Nos projetos sanitários em geral, a posição exata de desenho das conexões não é importante. Muitas vezes, trabalha-se com o posicionamento de forma apenas visual. Neste projeto, posiciona-se exatamente todos os pontos, para exemplificar o uso da captura de pontos.

Inserindo o tubo de queda Faça da seguinte forma: Confirme se a ferramenta de captura "Relativo" está ativa (o botão na barra de ferramentas "Captura" deve estar pressionado) ƒ Acesse o comando Sanitário-Coluna. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como para as colunas hidráulicas.

INSERINDO AS COLUNAS

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Diálogo de inserção da coluna

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence a conexão. Selecione "Esgoto". ƒ Nome: nome da coluna. O programa gera automaticamente uma numeração seqüencial a partir da coluna de maior numeração já existente no pavimento, sendo que cada rede define um prefixo padrão diferente. Neste caso, será adotado "TQ-1". ƒ Continuidade: define o tipo de ligação entre os pavimentos fornecido pela coluna. Neste caso, adota-se Ambas. 9 A continuidade define a ligação entre os pavimentos (acima significa ponto ligado com o pavimento superior) e não o sentido do fluxo. O

fluxo de escoamento será, evidentemente, para baixo.

ƒ Ambiente: informação utilizada para dimensionamento da tubulação. Define se a coluna recebe contribuição do banheiro ou das demais dependências. Selecione “Banheiro”. ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Escolha "PVC Esgoto" como material padrão para as tubulações de esgoto. ƒ Diâmetro do tubo inferior: este é o diâmetro que será utilizado para criar o tubo entre os pavimentos, quando for lançada outra coluna com o mesmo nome no pavimento inferior. 9 Para as tubulações de esgoto, é usual ter uma definição muito próxima do diâmetro que será adotado. Posteriormente, o dimensionamento

apenas verificará estes dados. Como tem-se um vaso sanitário ligado a este tubo de queda, adota-se um diâmetro de 100 mm.

ƒ Peça do tubo inferior: neste caso, há mais de uma opção disponível. Isto porque existe mais de um tubo de 100 mm para esgoto sanitário cadastrado no projeto. 9 Este assunto será tratado, com mais detalhes, mais tarde. Neste ponto, escolha apenas o "Tubo rígido com ponta lisa". Uma vez informados os dados referentes à coluna, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento da coluna.

Coluna sanitária TQ-1

ƒ Selecione o canto superior direito interno da região do banheiro (vide figura). ƒ O programa marcará o ponto capturado, mas não irá inserir a coluna. Esta é uma característica das ferramentas de captura. Neste ponto, deve-se informar o deslocamento entre o ponto capturado e o desejado. Digite -5,-5

INSERINDO AS COLUNAS

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ƒ Em seguida, o programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento dos elementos associados que indicam a posição da coluna. Informe um ponto qualquer acima e à direita do ponto original. 9 Este segundo ponto não necessita precisão, visto que insere elementos cujo posicionamento é puramente visual. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Inserindo a coluna de ventilação Insira uma coluna de ventilação ao lado do tubo de queda definido. Proceda da mesma forma que para a coluna de esgoto, mas agora informando a Rede como sendo "Ventilação". O programa indicará o nome "CV-1". 9 Para a coluna de ventilação, utilize um diâmetro de 50 mm. Uma vez informados os dados referentes à coluna, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento da coluna. ƒ Selecione a própria coluna TQ-1, recém-lançada. ƒ O programa marcará o ponto capturado, mas não irá inserir a coluna. Esta é uma característica das ferramentas de captura. Neste ponto, deve-se informar o deslocamento entre o ponto capturado e o desejado. Digite -10,0 ƒ Em seguida, o programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento dos elementos associados que indicam a posição da coluna. Informe um ponto qualquer acima e à esquerda do ponto original. ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte posição para as colunas no banheiro:

Colunas na região do banheiro

Inserindo a coluna na área de serviço Observando a planta do pavimento Superior, pode-se notar que não existe nenhuma tubulação sobre a parte esquerda da planta, na região da cozinha e área de serviço. É preciso definir apenas uma coluna de ventilação para atender a tubulação desta região. Faça da seguinte forma: ƒ Confirme que a ferramenta de captura "Relativo" está ativa (o botão na barra de ferramentas "Captura" deve estar pressionado) ƒ Acesse novamente o comando Sanitário-Coluna. e utilize exatamente os mesmos dados da coluna anterior. O programa indicará o nome CV-2.

Coluna de ventilação CV-2

ƒ Selecione o canto inferior esquerdo, próximo à máquina de lavar (vide figura). ƒ O programa marcará o ponto capturado, mas não irá inserir a coluna. Esta é uma característica das ferramentas de captura. Neste ponto, deve-se informar o deslocamento entre o ponto capturado e o desejado. Digite 5,5

INSERINDO AS COLUNAS

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ƒ Em seguida, o programa solicita a inserção do ponto que irá definir o posicionamento dos elementos associados que indicam a posição da coluna. Informe um ponto qualquer acima e à direita do ponto original. ƒ Pressione para encerrar o comando.

3.4 Copiando para o pavimento superior A filosofia de trabalho deste programa divide a estrutura modelada em pavimentos. A cada pavimento está associada uma Janela de Croqui que contém os elementos gráficos que representam a tubulação. Um recurso existente no programa permite copiar o lançamento efetuado em um pavimento para outros, permitindo que este seja aproveitado no todo ou em parte. 9 No mínimo, recomenda-se a cópia das Colunas de um pavimento para o outro, evitando erros no alinhamento vertical de sua prumada. Para utilizar a cópia de pavimentos, deve-se abrir a Janela de Projeto e acessar o menu Estrutura-Copiar croqui. Será exibido um diálogo como o seguinte:

Diálogo de cópia do croqui

No grupo "Pavimentos", deve ser especificada a cópia que pode ser efetuada. Deve-se selecionar o pavimento origem como sendo o Térreo e o pavimento Superior como destino. O grupo "Copiar" permite definir o tipo de cópia que deve ser efetuada. Neste caso, usa-se a opção "Todos os elementos (inclusive detalhes)", pois se deseja copiar todo o conteúdo da janela. No grupo "Projeto" deve-se definir quais serão os projetos copiados para o pavimento destino. Seleciona-se os projetos Hidráulico e Sanitário. A planta arquitetônica do pavimento superior será lida no próximo item.

Lendo a planta do Pavimento Superior Abra a planta do pavimento Superior para prosseguir o projeto. Para isto, execute um duplo-clique do mouse sobre o item "Superior" na Janela de Projeto. Será aberta uma janela de CAD contendo apenas as colunas lançadas, sem a planta arquitetônica.

Importando a planta arquitetônica Insira a planta arquitetônica do pavimento Superior, previamente gravada em formato DXF. Deve-se lembrar que esta planta já foi preparada anteriormente, em duas operações importantes: ƒ correção das coordenadas absolutas ƒ conversão da escala Para importar a planta arquitetônica, utiliza-se o comando Ler DXF: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Ler DXF. Será aberta uma caixa de diálogo padrão de seleção de arquivo. ƒ Selecione o arquivo (no caso, o arquivo SUPERIOR.DXF) e pressione Abrir. Neste ponto, o programa exibirá um diálogo que permite definir a forma como a planta será lida.

Opções de inserção do DXF

ƒ As seguintes opções estão presentes:

INSERINDO AS COLUNAS





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Converter logo após a leitura: define se a conversão da escala será feita para o arquivo lido. Uma vez que já foi convertida a planta para a escala correta, pode-se desativar esta opção. Níveis de desenho: define o tratamento para os níveis do desenho lido. Escolha "Inserir todos no nível" e escolha "Arquitetura". 9 Com esta opção, insere-se todo o desenho em um único nível definido. A outra opção inseriria o desenho nos mesmos níveis no qual foi

desenhado.

ƒ Pressionando-se OK, o desenho será inserido na janela. Deve-se notar que as colunas inseridas estarão nas posições corretas, confirmando que as plantas foram preparadas corretamente.

Planta do pavimento Superior

Não é necessária qualquer modificação neste momento. Pode-se simplesmente fechar esta janela e prosseguir o projeto.

3.5 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte disposição na planta do pavimento Térreo:

Planta do pavimento Térreo

Desligando a ferramenta de captura Após encerrar o lançamento das colunas, desligue a ferramenta de captura "Relativo" utilizada até o momento. Para isto, basta pressionar novamente o botão

na barra de ferramentas "Captura".

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa. 9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 2).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

31

4. Inserindo os primeiros tubos (Alimentação) 4.1 Inserindo os primeiros tubos Até o momento, foram definidas apenas as posições das Colunas existentes no projeto. Agora, inclua os primeiros tubos ao projeto. Inicialmente, faça a inclusão de tubos diretamente na planta baixa. Inicie lançando a tubulação da alimentação predial, situada no pavimento Térreo. Lembre-se que já foi lançada a coluna que ligará este pavimento ao pavimento Superior. Suponha, para este exemplo, uma alimentação direta da rede externa, sem necessidade de bombeamento.

Coluna de alimentação AL-1

Iniciando Em primeiro lugar, volte à janela do Térreo. Caso esta ainda não esteja aberta, basta executar um duplo-clique do mouse sobre o item "Térreo" na Janela de Projeto. Algumas verificações devem ser feitas: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura. Isto está sendo

relembrado apenas para reforçar este conceito.

ƒ Confirmar que não há nenhuma ferramenta de captura ativa (todos os botões na barra de ferramentas "Captura" devem estar liberados). ƒ Ativar a ferramenta Ortogonal, pressionando a tecla ou o botão fará o traçado sempre em ângulos múltiplos de 45º.

na barra de ferramentas do CAD. Com esta ferramenta ligada, o programa

Inserindo o tubo na vertical Deseja-se lançar um tubo a partir da cota 280 (posição da coluna de alimentação), até a cota -10 abaixo do piso e continuar nesta cota para fora da edificação, até o alinhamento da rua. 9 Pode-se lançar tubos na vertical mesmo na planta baixa, como será visto a seguir. O mesmo poderia ser feito, contudo em uma janela de

CAD isométrico, como será visto mais adiante.

Para inserir o tubo, acesse o comando Hidráulico-Tubo. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo de edição do elemento Tubo

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

32

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence o tubo. Neste caso, usa-se "Alimentação". ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Continue usando "PVC rígido soldável" como material padrão para as tubulações de água. ƒ Diâmetro: vamos usar um diâmetro de 25 mm. 9 Este diâmetro será alterado posteriormente, com seu valor definido pelo dimensionamento da tubulação. Pode-se lançar inicialmente um

diâmetro pré-dimensionado ou não. A partir destes dados, o programa já definiu a peça associada ao tubo.

Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione a própria coluna AL-1. O programa solicita a inserção do próximo ponto do tubo. Deseja-se lançar os tubos na cota -10 em relação ao piso. Pode-se informar este valor através de coordenadas relativas. Indica-se o valor das três coordenadas em relação à coluna AL-1 da seguinte forma: @X, Y, Z. Para indicar a elevação, deve-se alterar a coordenada Z, referente ao eixo vertical. ƒ Portanto, digite @0,0,-290, já que a coluna está lançada com elevação de 280cm. Desta forma o tubo estará descendo verticalmente, até a cota -10 abaixo do piso. 9 O programa emitirá a seguinte mensagem: "A conexão sob o cursor não está no plano corrente e não será ligada ao tubo. Deseja mudar a

ordenada para 280?". Isto ocorre porque o programa tenta identificar automaticamente a ordenada correta quando se lança um tubo sobre uma conexão existente (que, no caso, está em 280). Responda "Não", porque se deseja lançar o segundo ponto realmente fora da conexão capturada, em uma elevação diferente. Deve-se notar também que a ordenada corrente da janela é alterada para -10, após a informação do segundo ponto do tubo.

Inserindo os demais tubos O programa continua pedindo a informação de novos pontos, definindo outros tubos com as mesmas propriedades do tubo inicial. Informe um ponto à direita da edificação (com a ferramenta Ortogonal ligada, o tubo será criado na posição horizontal) e o programa criará um novo tubo. 9 Não há necessidade de precisão no afastamento deste ponto em relação à edificação. Selecione um ponto qualquer, aproximadamente

como na figura.

Primeiros tubos na planta

Em seguida, desça verticalmente e defina um ponto alinhado com o final da edificação e outro um pouco mais abaixo. Com isto, serão criados dois novos trechos de tubulação com as mesmas propriedades. Ao final, pressione para encerrar o comando.

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

33

Tubos da alimentação predial

9 Foi lançado um ponto intermediário antes do final do tubo para definir a posição do hidrômetro.

4.2 Manipulando os elementos associados Conforme exposto na leitura preliminar, os elementos hidro-sanitários são elementos gráficos complexos que representam a tubulação. Um elemento que representa um tubo, por exemplo, armazena informações sobre seu diâmetro, sobre a peça e sobre o sentido do fluxo adotado. Com isto, a simbologia necessária para um tubo engloba linhas, descrições e outros elementos auxiliares.

Representação do Tubo Hidráulico no croqui

O Tubo propriamente dito é representado unicamente pela sua linha de eixo. Os demais elementos são elementos associados independentes. 9 Pode-se apagar todos os elementos associados a um Tubo, reduzindo sua indicação a uma simples linha, mas este permanecerá com to-

das as suas propriedades.

Apagando indicações desnecessárias Na inserção do tubo vertical, foram incluídas indicações referentes ao seu material e diâmetro. Estes textos são desnecessários na planta baixa, visto existirem indicações suficientes.

Primeiros tubos na planta

Apague os textos desnecessários:

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

34

ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. O programa pede a seleção dos elementos a serem apagados. ƒ Selecione os dois textos referentes ao tubo vertical ("PVC" e "Ø25 mm"). A linha de comando deve indicar "Apagar-Selecione elementos (2 sel.)". ƒ Pressione para apagar os elementos selecionados.

4.3 Corrigindo o sentido do fluxo Neste caso, é simples notar que o fluxo definido pela tubulação lançada está invertido. As setas indicativas desenhadas em cada tubo mostram o sentido do fluxo adotado e, neste desenho, estão indicando fluxo saindo da edificação ao invés de entrando. 9 O sentido do fluxo é definido pela ordem de lançamento dos tubos. Como foram lançados da coluna para a entrada da edificação o fluxo

está invertido.

9 IMPORTANTE: O sentido do fluxo não é apenas uma indicação no desenho. Representa também o sentido que o programa usará para o

dimensionamento e para identificação correta das peças. Deve estar sempre corretamente definido para garantir a automatização das tarefas. Para inverter o sentido do fluxo dos tubos lançados, deve-se: ƒ Acessar o comando Elementos-Tubos-Inverter sentido. A linha de comando indica "Inverter sentido dos tubos-Selecione". ƒ Selecione todos os tubos adicionados. Pode-se usar uma janela de seleção. Deve aparecer a mensagem "(4 sel.)".

Janela de seleção

ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se o sentido dos tubos selecionados na posição inversa. Note que o programa inverteu as setas indicativas.

Sentido dos tubos invertido

4.4 Inserindo o alimentador predial O segundo passo, após o posicionamento dos tubos, é inserir as conexões especiais. Estas conexões representam os pontos de utilização, de tomada d'água, registros, etc. Estes elementos são necessários para que se possa fazer o dimensionamento.

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

35

Alimentador predial O próximo passo na definição da rede de alimentação é a definição da posição da alimentação predial. Este ponto é definido como a ligação da rede da edificação com a rede externa e sua posição é utilizada para o dimensionamento da rede de alimentação. Para isso, existe um elemento específico, o Alimentador predial, que é uma conexão com propriedades específicas que a identificam como uma fonte de alimentação. 9 Os pontos onde as conexões especiais serão inseridas devem estar sempre definidos previamente. O comando a ser usado apenas modi-

fica o tipo de elemento. No caso, o ponto necessário já está lançado, bastando-se definir que se trata de um alimentador predial. Para isto: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Alimentação predial. O linha de comando indica "Alimentador predial-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo com o mouse. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

Diálogo Definir Peças

9 Note que o programa detectou automaticamente as peças adequadas ao ponto selecionado, ou seja, com o tipo "Alimentador predial" e o

diâmetro de 25 mm.

ƒ Selecione a peça "Alimentação predial - Com tubo de PVC rígido 3/4" e pressione o botão "Atribuir" ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Informe um ponto abaixo da conexão (certifique-se que a ferramenta Ortogonal permanece ligada) 9 Este ponto é utilizado para definir a posição de inserção do símbolo. Na verdade, como o símbolo é simétrico, não há diferença entre in-

formar um ponto à esquerda ou à direita.

ƒ Pressione para encerrar o comando

Hidrômetro O segundo elemento especial a ser inserido é o hidrômetro. Na prática, um hidrômetro corresponde exatamente a um registro, sendo usado, portanto, um elemento Registro. Define-se como registro um elemento que tem uma simbologia e uma indicação associadas, mas que não se constitui em um ponto de consumo de água. 9 Os pontos onde as conexões especiais serão inseridas devem estar sempre definidos previamente. O comando a ser usado apenas modi-

fica o tipo de elemento. No caso, o ponto necessário já está lançado, bastando definir que se trata de um registro.

Para isto: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. A linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão um pouco antes do final do tubo com o mouse. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

Diálogo Definir Peças

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

36

9 Note que o programa detectou automaticamente as peças adequadas ao ponto selecionado, ou seja, com o tipo "Registro" e o diâmetro

de 25 mm.

ƒ Selecione a peça "Hidrômetros - Cavalete 3/4" e pressione o botão "Atribuir" ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Informe um ponto à direita da conexão (certifique-se que a ferramenta Ortogonal permanece ligada) 9 Este ponto é utilizado para definir a posição de inserção do símbolo e a posição de inserção dos textos associados. ƒ Pressione para encerrar o comando Note que a simbologia correspondente foi inserida e que o programa ajustou automaticamente o desenho dos tubos ligados à conexão.

Definição do alimentador e hidrômetro

4.5 Dimensionando os tubos Apenas após definir as conexões especiais (neste caso, a posição do Alimentador predial) é que se pode fazer o dimensionamento dos tubos. O dimensionamento é feito de forma diferente para cada uma das Redes existentes no projeto. No caso da rede de Alimentação predial, os dados para dimensionamento referem-se ao projeto como um todo e não aos elementos adicionados.

Verificando a configuração do projeto Os dados referentes à alimentação predial devem ser preenchidos na configuração do projeto. Para isto, acesse o menu Configurações-Dimensionamento. Será exibido um diálogo como a seguir:

Configuração Projeto

Selecione a pasta Hidráulico. Neste momento, dois dados são relevantes: ƒ Consumo diário: consumo diário de água requerido para a edificação, calculado normalmente em função do seu uso. Para este projeto, adote um consumo de 2m3/dia. ƒ Velocidade no realimentador: velocidade desejada na tubulação de alimentação. Use um valor de 0.1m/s (apenas por critérios didáticos). Os demais dados não serão usados por enquanto. Pode-se pressionar OK e fechar o diálogo.

Dimensionando os tubos Para dimensionar os tubos lançados, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos- Tubos - Dimensionar. ƒ Selecione todos os tubos adicionados. Pode-se usar uma janela de seleção. Aparece a mensagem "(4 sel.)". ƒ Pressione para terminar a seleção. Será aberto um diálogo contendo o dimensionamento do primeiro tubo inserido.

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

37

Diálogo de dimensionamento dos tubos

9 DICA: Mova o diálogo para o lado da janela e pressione o botão "Mostrar" para indicar o elemento sendo dimensionado. Note que o diálo-

go indica "1/4", ou seja, o primeiro tubo de um conjunto de quatro.

Deve-se notar: ƒ Na janela de mensagens, o programa indica que foi encontrada a fonte de alimentação. Caso o Alimentador predial não tivesse sido inserido no passo anterior, não seria listado aqui. Com o sentido correto do fluxo definido, o programa se encarrega de procurar os dados para dimensionamento. ƒ O diâmetro atual é de 25 mm e o calculado também, não sendo necessária nenhuma modificação. Pressionando-se o botão "Próximo", passa-se ao tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Todos os demais tubos terão diâmetros de 25 mm, sem necessitar de modificações. Ao final, deve-se pressionar o botão "Fechar".

4.6 Visualizando em forma isométrica A tubulação lançada para definir a rede de alimentação está pronta, com sua representação completa na planta baixa. Todo o trabalho pôde ser feito na própria janela de croqui, tendo em vista que este é um trecho simples e, principalmente, que a representação desejada é feita apenas em planta baixa. Todavia, foi feito um lançamento tridimensional que não pode ser visualizado em planta, ao utilizar-se de um tubo que desce verticalmente. Este programa permite visualizar este mesmo trecho já existente sob forma isométrica. 9 Neste primeiro trecho, apenas verifica-se como criar um detalhe a partir de tubos já existentes. No capítulo a seguir, o lançamento será fei-

to diretamente nesta janela.

A filosofia de trabalho deste programa é a de criar a estrutura da tubulação no computador. Dentro desta filosofia, pode-se representar a mesma tubulação em planta e em uma ou mais janelas de detalhe, podendo-se alterar suas propriedades em qualquer uma delas, com as modificações sendo refletidas em todas as outras.

Criando um detalhe isométrico Para criar um detalhe isométrico sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Hidráulico-Detalhe isométrico. A linha de comando passa a indicar "Detalhe isométrico-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Cria-se um detalhe sobre a região que contém os tubos lançados.

Região do detalhe

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

38

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Neste ponto, interessa apenas gerar o detalhe. Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, mas sob forma isométrica.

Detalhe isométrico

9 Observe que este não é apenas um simples desenho gerado a partir do croqui. Os tubos permanecem com todas as suas propriedades.

Qualquer alteração feita nos tubos desta janela será refletida na planta baixa e vice-versa.

Efetuando as verificações Conforme já exposto, pode-se trabalhar com os tubos nesta janela da mesma forma que na planta baixa. Aproveita-se a ocasião para efetuar algumas verificações sobre o trecho recém-lançado. Os comandos de verificação abrangem todos os elementos da janela corrente. Eis o motivo pelo qual foi interessante trabalhar dentro da janela de detalhe. Caso fosse realizada uma verificação na planta, seriam efetuados avisos desnecessários no tocante às colunas ainda incompletas. Apesar do fato de que este trecho é muito simples, execute as verificações: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa deve emitir uma mensagem "Não há conexões com problema de fluxo". Este comando verifica se existem erros no lançamento e na definição do sentido do fluxo dos tubos. Neste trecho, não existe nenhum problema. ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. O programa deve emitir uma mensagem "Não há tubos com problemas de diâmetro". Este comando verifica se existe algum tubo na janela com diâmetro diferente do calculado. Como os tubos já foram dimensionados anteriormente, não existe nenhum problema . ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Reduções. O programa deve emitir uma mensagem "Não há conexões com problemas de redução de diâmetro". Este comando verifica se existe uma redução no diâmetro dos tubos que seja incoerente com o sentido do fluxo dos tubos. Neste trecho, não existe nenhum problema . 9 O comando Verificar pressões aplica-se apenas aos pontos de consumo de água e depende do cálculo das perdas de carga. É utilizado

normalmente apenas ao final do projeto.

Atribuindo as peças restantes Até o presente momento, tem-se o desenho completo da tubulação e as especificações completas para os tubos e para as conexões especiais. Ainda não foi feita, contudo, a especificação das conexões simples lançadas até o momento. Caso fosse elaborada uma lista de materiais neste momento, elas não seriam computadas. A lista completa de peças que podem ser associadas ao projeto é cadastrada no sistema através de duas configurações: Peças Hidráulicas e Peças Sanitárias. Deve-se, neste momento, associar os materiais aos pontos restantes na tubulação. Este cadastro, todavia, possui certa inteligência. Com base na geometria existente (por exemplo, há dois tubos de 25 mm encontrando-se a 90º), o programa pesquisa no cadastro apenas as peças semelhantes em geometria ao elemento lançado no croqui. Outra otimização feita pelo programa é o fato de que ele registra quais conexões foram atribuídas e quais não, bem como quais necessitam ser revisadas devido a alguma modificação. Para atribuir as peças: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. O diálogo indica "4/4", ou seja, a primeira conexão de um conjunto de quatro.

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

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ƒ A primeira conexão deve ser a coluna. Selecione a peça "Luva 25 mm" e pressione o botão "Atribuir", automaticamente o programa passa à próxima conexão.

Peças encontradas

ƒ A segunda conexão é uma das mudanças em 90º. Note que o programa trouxe do cadastro duas peças (Curva 90 e Joelho 90). A decisão, neste ponto, é do usuário, ao escolher entre duas peças que podem ser efetivamente usadas na montagem da tubulação. Para este exemplo, selecione "Joelho 90 soldável" e pressione "Atribuir". ƒ O terceiro elemento é o tubo ligado à coluna AL-1. Selecione “Tubo 25mm”. ƒ A quarta conexão é igual à segunda. Selecione novamente "Joelho 90 soldável" e pressione "Atribuir". 9 Note que o programa identificou a geometria correta, mesmo em pontos totalmente diferentes em termos de rotação e posição no espaço. ƒ Pressione "Fechar" para encerrar o comando. Para confirmar, pode-se executar novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. Desta vez, o programa deve indicar apenas "Não há conexões com peças pendentes".

Excluindo o detalhe A geração do detalhe isométrico sobre este trecho teve dois objetivos: ƒ objetivo ilustrativo, melhor visualizar a tubulação que foi definida. ƒ objetivo de efetuar as verificações apenas sobre este trecho de tubulação, ignorando o restante do pavimento. Com isto, mostra-se que este recurso pode ser usado de diversas formas no projeto. Na verdade, não nos interessa este detalhe isométrico como parte dos desenhos finais, pois possui pouca informação adicional. Usa-se apenas para facilitar o trabalho e agora pode-se excluí-lo. Para excluir o detalhe gerado, é preciso: ƒ Fechar a janela de detalhe e voltar à janela do pavimento. ƒ Acessar o comando Manipular-Apagar e selecionar o detalhe (elemento semelhante a um retângulo). ƒ Pressionando-se , o elemento que representa o detalhe no croqui será excluído, bem como o próprio detalhe. As modificações efetuadas na tubulação, atribuindo-se as peças às conexões pendentes, permanecem válidas. Isto porque a tubulação em si é única no projeto, podendo ser visualizada simultaneamente em várias janelas.

4.7 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte disposição na planta do pavimento Térreo:

Planta do pavimento Térreo

INSERINDO OS PRIMEIROS TUBOS (ALIMENTAÇÃO)

40

Desligando a ferramenta Ortogonal Após encerrar o lançamento das colunas, desligue a ferramenta "Ortogonal" utilizada até o momento. Para isto, basta pressionar novamente o botão na barra de ferramentas do CAD.

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento, para especificar o arquivo que está sendo trabalhado. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 3).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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5. Detalhe isométrico H1 5.1 Criando o detalhe Até o momento, foram adicionados tubos na planta baixa e depois gerada uma janela de CAD isométrica para fazer algumas modificações. Seria possível criar todos os detalhes isométricos da mesma forma, simplesmente mudando a elevação corrente da janela conforme necessário, mas isto não seria uma forma produtiva de trabalhar. O mais interessante, em detalhes mais complexos, é lançar a tubulação diretamente na janela de detalhe. Inicia-se lançando a tubulação hidráulica do banheiro no pavimento Térreo. Lembre-se que já foi lançada a coluna que ligará este pavimento ao pavimento Superior.

Criando um detalhe isométrico Para criar um detalhe isométrico sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Hidráulico-Detalhe isométrico. A linha de comando passa a indicar "Detalhe isométrico-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Cria-se um detalhe em torno da região do banheiro.

Região do detalhe

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Neste ponto, interessa-nos apenas gerar o detalhe. Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, mas sob forma isométrica.

Detalhe isométrico

9 Observe que este não é apenas um simples desenho gerado a partir do croqui. Os tubos permanecem com todas as suas propriedades.

Qualquer alteração feita nos tubos desta janela será refletida na planta baixa e vice-versa.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

42

5.2 Escolhendo o ângulo de visualização Os detalhes isométricos podem ser gerados em quatro posições distintas, sendo cada uma delas correspondente a um dos ângulos isométricos padrões: 30º, 150º, 210º e 330º. Na criação do detalhe, foi escolhido o ângulo padrão de 30º, gerando o detalhe conforme exibido.

Diálogo de propriedades do detalhe

Pode-se alterar a qualquer instante o ângulo de visualização do detalhe. O programa reconstruirá o detalhe com o novo ângulo.

Alterando o ângulo do detalhe Para este detalhe, adote um ângulo de 330º. Altere-o, da seguinte forma: ƒ Feche a janela de detalhe, voltando à janela de croqui. ƒ Observe que existe um elemento que representa o detalhe no croqui. Para acessá-lo, basta executar um duplo-clique do mouse sobre ele. ƒ No diálogo que se abrirá, altere o campo "Ângulo" para 330º e pressione o botão "Abrir". O programa emitirá uma mensagem "A alteração do ângulo faz com que o desenho do detalhe seja reconstruído. Confirma esta alteração?". ƒ Responda "Sim", abrindo novamente a janela de detalhe, mas no novo ângulo. 9 Isto é feito porque esta alteração eliminaria os complementos eventualmente feitos ao detalhe. Entende-se por complemento a adição de

elementos simples de desenho, como linhas auxiliares, cotas, indicações, etc.

Detalhe isométrico

5.3 Definindo linhas auxiliares A captura de pontos existente no programa permite selecionar exatamente um ponto sobre um elemento existente (por exemplo, sobre uma intersecção). Quando o ponto a ser capturado não existe efetivamente no desenho, existem ainda ferramentas de captura, que permitem obter pontos a partir de outros (digitando a distância, por exemplo). Em diversas situações, todavia, pode ser mais interessante desenhar linhas auxiliares para materializar os pontos a serem capturados. Nas janelas de CAD isométrico, é altamente recomendável indicar os pontos necessários na planta para fazer o lançamento dos tubos. 9 Antes de começar a lançar os tubos no isométrico, materializa-se na planta todos os pontos que serão necessários. São estes os pontos

de utilização e os vértices usados no caminho do tubo.

Criando linhas paralelas Convenciona-se lançar a tubulação hidráulica a uma distância fixa da face da parede. Neste projeto, usa-se sempre 5 cm. O primeiro passo para criar as linhas auxiliares é verificar as paredes por onde os tubos passarão (no caso, a parede superior e à esquerda) e criar linhas paralelas a 5 cm. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Offset. A linha de comando passa a indicar "Offset-Selecione elemento". ƒ Selecione a linha interna da parede esquerda. A linha de comando passa a indicar "Offset-Selecione lado", indicando a direção da linha paralela a ser criada.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

43

ƒ Selecione um ponto qualquer à esquerda da linha selecionada. A linha de comando passa a indicar "Offset-Distância". ƒ Digite o valor 5. O programa cria uma linha paralela à linha selecionada, a uma distância de 5 cm para dentro da parede. ƒ Repita o mesmo processo para a parede superior. Ao final o desenho deve estar como a figura abaixo:

Criando linhas paralelas

Criando o ponto no canto da parede Um ponto a ser definido localiza-se na intersecção das duas linhas recém-criadas. Para materializar este ponto, deve-se: ƒ Acessar o comando Ferramentas-Unir. A linha de comando passa a indicar "Unir-Selecione a primeira linha". ƒ Selecione uma das linhas criadas. A linha de comando passa a indicar "Unir-Selecione a segunda linha". ƒ Selecione a outra linha. As duas linhas serão modificadas de forma a que se interceptem no ponto desejado.

Criando linhas paralelas

Criando linhas usando Ortogonal Os demais pontos podem ser obtidos através da intersecção de outras linhas auxiliares com as linhas já existentes. O modo mais fácil de fazer isto é na barra de ferramentas do utilizar a ferramenta Ortogonal. O primeiro passo, portanto, é verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão CAD deve estar pressionado). Com esta ferramenta ligada, o programa fará o traçado sempre em ângulos múltiplos de 45º. Para criar as linhas auxiliares: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. A linha de comando passa a indicar "Linha-Primeiro ponto". ƒ Informe como primeiro ponto o centro da pia. ƒ Informe o segundo ponto em uma posição qualquer além da parede. ƒ Pressione para encerrar o comando Os outros pontos já estão definidos pelas marcas auxiliares que já vieram na planta arquitetônica. Se este não fosse o caso, seria possível criar outras linhas da mesma forma. Ao final, pode-se identificar os pontos que serão usados na planta:

Pontos materializados na planta

DETALHE ISOMÉTRICO H1

44

5.4 Inserindo os primeiros tubos As linhas auxiliares traçadas até o momento definem a posição dos tubos na planta. Isto é necessário onde não há conexões que auxiliem o processo. Neste detalhe, observa-se que a conexão da água fria já existe na mesma prumada vertical na qual se deseja inserir outro elemento. Para os dois casos, existe uma ferramenta de captura específica para o ambiente de CAD, que á a ferramenta "Ponto deslocado". Através desta, pode-se selecionar pontos na planta e informar a altura Z desejada para o ponto final ou selecionar uma conexão já existente e informar a ordenada Z em relação a este ponto destacado. Inicialmente, deve-se: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura, algo totalmente

diferente. Isto está sendo relembrado apenas para reforçar este conceito. ƒ Verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão

na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado).

ƒ Ativar a ferramenta de captura "Ponto deslocado", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". Apenas relembrando, já temos todos os pontos necessários na planta. Vamos referenciá-los como pontos 1 a 4, partindo do cruzamento das duas linhas auxiliares para o chuveiro. Para inserir o tubo, acesse o comando Hidráulico-Tubo. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo de edição do elemento Tubo

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence o tubo. Neste caso, usa-se "Água fria". ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Continue usando "PVC rígido soldável" como material padrão para as tubulações de água. ƒ Diâmetro: mantenha o diâmetro mínimo de 20 mm. 9 Este diâmetro será alterado posteriormente, com seu valor definido pelo dimensionamento da tubulação. Pode-se lançar inicialmente um

diâmetro pré-dimensionado ou não. A partir destes dados, o programa já definiu a peça associada ao tubo.

Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Como as colunas já foram lançadas, deve-se partir delas, evitando erros no lançamento. Deve-se selecionar a coluna AF-1 de água fria. 9 O programa indica a linha vertical referente a prumada do tubo, até o respectivo ponto localizado na planta. Caso não seja selecionada e-

xatamente a conexão, esta linha estará representada para cima, apontando erro.

ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão inicial (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 280 (posição da coluna já inserida). ƒ O programa solicita a inserção do segundo ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione novamente a coluna (deseja-se lançar um tubo na vertical). ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão final (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 20. ƒ O programa continua solicitando a inserção de novos pontos para definir novos tubos. Selecione o ponto 1 e digite novamente 20 como altura. ƒ Selecione o ponto 4 (no final) e digite novamente 20 como altura. 9 A partir deste momento, tem-se como referência a conexão recém criada, já que se deseja criar um tubo na vertical. Para evitar erros de

lançamento, sempre é interessante utilizar uma conexão existente (se houver), ao invés de um ponto da arquitetura. ƒ Selecione a conexão recém criada e digite 110 como altura. Este é o ponto que definirá a posição do registro.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

45

9 Neste momento, tem-se a opção de selecionar como referência a conexão anterior ou esta mais nova conexão criada. O efeito será o

mesmo e a escolha, indiferente.

ƒ Escolha selecionar novamente a conexão anterior e digite 220 como altura. ƒ Pressione para encerrar o comando Ao final deste trecho, tem-se a seguinte disposição:

Primeiros tubos lançados

5.5 Inserindo os tubos restantes Os demais tubos serão adicionados de forma semelhante aos anteriores. Apenas relembrando, já se tem todos os pontos necessários na planta. Referencie-os como pontos 1 a 4, partindo do cruzamento das duas linhas auxiliares para o chuveiro. Para inserir o tubo, acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e utilize os mesmos dados usados anteriormente. Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione o ponto 2. ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão inicial (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 20 (altura do trecho já inserido). ƒ O programa solicita a inserção do segundo ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione o ponto 2 novamente (deseja-se lançar um tubo na vertical). 9 O programa indica a linha vertical referente a prumada do tubo, até o respectivo ponto localizado na planta. Caso não seja selecionada e-

xatamente a conexão, esta linha estará representada para cima, apontando erro.

ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão final (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 60 (posição torneira). ƒ Pressione para encerrar o comando. O último trecho de tubo deste detalhe destina-se a alimentar o vaso sanitário. Usa-se uma derivação independente para o vaso. Para isto, acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e: ƒ Selecione a coluna AF1 de água fria como ponto inicial do tubo 9 O programa indica a linha vertical referente a prumada do tubo, até o respectivo ponto localizado na planta. Caso não seja selecionada e-

xatamente a conexão, este linha estará representada para cima, apontando erro. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ

Digite o valor da altura Z, que é de 280 (mesma posição da coluna) Selecione a conexão acima do ponto 1 como ponto final do tubo. Selecionando a conexão, evita-se erros de lançamento. Digite o mesmo valor da altura Z, que é de 280 (tubo na horizontal) Selecione o ponto 3 como próximo ponto do tubo Digite o mesmo valor da altura Z, que é de 280 (tubo na horizontal) 9 A partir deste momento, tem-se como referência a conexão recém criada, já que se deseja criar um tubo na vertical. Para evitar erros de

lançamento, sempre é interessante utilizar uma conexão existente (se houver), ao invés de um ponto da arquitetura. ƒ Selecione a conexão recém criada como próximo ponto do tubo (tubo na vertical) ƒ Digite o valor da altura Z desejada para a válvula, que é de 110

9 Neste momento tem-se a opção de selecionar como referência a conexão anterior ou esta mais nova conexão criada. O efeito será o

mesmo e a escolha, indiferente.

ƒ Opte por selecionar novamente a conexão anterior como próximo ponto do tubo (tubo na vertical).

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ƒ Digite o valor da altura Z desejada para o vaso, que é de 35. ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição no detalhe:

Tubos lançados no detalhe

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

5.6 Inserindo a primeira peça de utilização O segundo passo, após definir o encaminhamento dos tubos, é inserir as conexões especiais. Estas conexões representam os pontos de utilização, de tomada d'água, os registros, etc. Estes elementos são necessários para que se possa fazer o dimensionamento. O próximo passo na definição da rede de distribuição de água é a definição dos pontos de utilização. Neste exemplo, há uma pia, um chuveiro e um vaso sanitário. Para representar este tipo de elemento, existe um elemento específico, a Peça de utilização, que é uma conexão com propriedades específicas que a identificam como um ponto de consumo de água. 9 Os pontos nos quais as conexões especiais serão inseridas devem estar sempre definidos previamente. O comando a ser usado apenas

modifica o tipo de elemento.

Plano corrente Usualmente, utiliza-se este comando em um ambiente de CAD isométrico. Neste tipo especial de janela, a representação da peça de utilização será diferente dependendo do plano corrente no momento de sua inserção.

Plano de desenho da peça de utilização

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9 Portanto, certifique-se de que o plano corrente da janela coincide com a representação desejada para a peça de utilização. Caso seja utili-

zado o plano errado, pode-se repetir o comando para corrigir o plano da peça.

No exemplo, todas as peças de utilização estão situadas na parede superior e estão voltadas para o interior da peça. Nota-se que a representação mais interessante para a peça é o plano YZ. Para alterar o plano corrente, você pode: ƒ Pressionar a tecla (no caso, duas vezes); ou ƒ Escolher o plano YZ diretamente na barra de ferramentas do CAD. 9 Note que o cursor do CAD reflete a mudança no plano corrente. Deve-se também: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado. Desative a ferramenta de captura "Ponto deslocado"

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

.

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura, algo totalmente

diferente. Isto está sendo relembrado com o intuito de reforçar este conceito. ƒ Verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão

na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado).

Inserção dos elementos Para definir as peças de utilização: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Peça de utilização. A linha de comando indica "Peça de utilização-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo na região do chuveiro. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. ƒ Selecione a peça "Chuveiro - 20 mm x 1/2" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a definição de um novo elemento que define um ponto de utilização. Note que o programa desenhou a seta indicativa na direção e plano informados e que dois elementos de texto foram inseridos. Estes textos foram preenchidos com informações trazidas diretamente do cadastro. Também foram associadas ao elemento as informações necessárias para dimensionamento, definidas no cadastro.

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Peça de utilização definida

5.7 Inserindo as demais peças Agora defina as outras duas peças de utilização: ƒ Acesse novamente o comando Hidráulico-Peça de utilização. A linha de comando indica "Peça de utilização-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo na região da pia. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, exatamente igual ao da peça anterior. ƒ Selecione a peça "Lavatório com joelho de 90º" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Selecione a conexão final do tubo na região do vaso sanitário. Será aberto um diálogo para a seleção da peça correspondente a partir do cadastro, exatamente igual ao da peça anterior. 9 Note que a peça desejada não se encontra listada. Isto porque não existe ligação possível para um vaso sanitário com um tubo de 20 mm.

Desligando o filtro "Diâmetros", tem-se acesso a outras opções listadas.

Peças listadas

ƒ Selecione a peça "Vaso sanitário com válvula de descarga - 1 1/2" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. 9 Seria possível alterar manualmente o diâmetro dos tubos ligados ao vaso para refletir a peça que foi adotada. Não será necessário, porque

agora o dimensionamento será realizado.

Ao final, tem-se a seguinte situação para os elementos adicionados.

Peça de utilização definida

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5.8 Dimensionando os tubos Apenas após definir as peças de utilização é que se pode fazer o dimensionamento dos tubos. O dimensionamento é feito de forma diferente para cada uma das Redes existentes no projeto. No caso da rede de Água fria, os dados para dimensionamento são cadastrados no programa e foram atribuídos aos elementos quando definidas as peças de utilização.

Fazendo as verificações Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo automaticamente a contribuição total em cada trecho de tubulação. Então utilize o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa deve emitir uma mensagem "Não há conexões com problemas de fluxo". Este comando verifica se existem erros no lançamento e na definição do sentido do fluxo dos tubos. Como tudo está correto, pode-se fazer o dimensionamento. 9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

Dimensionando Para dimensionar os tubos lançados, pode-se usar o comando Elementos-Dimensionar tubos, como feito anteriormente, sobre todos os tubos. Mas existe uma forma mais direta: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

9 DICA: Mova o diálogo para o lado da janela e pressione o botão "Mostrar" para indicar o elemento que está sendo dimensionado. Note que

o diálogo indica "1/4", ou seja, o primeiro tubo de um conjunto de quatro.

Deve-se notar: ƒ Na janela de mensagens, o programa indica que foi encontrada uma fonte de consumo, a peça definida como "Vaso sanitário". A janela de mensagens indica exatamente os dados associados ao elemento (obtidos automaticamente do cadastro) e os dados para dimensionamento. ƒ O diâmetro atual é de 20 mm e o calculado é de 50 mm (que é justamente o diâmetro necessário para o vaso sanitário). Pressionando-se "Atribuir", o diâmetro do tubo é alterado para 50 mm, alterando-se também a peça associada. Automaticamente o programa apresenta o tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Todos os demais tubos serão alterados para 50 mm. Ao final, deve-se pressionar o botão "Fechar". 9 Note que os textos associados aos tubos já foram automaticamente atualizados.

Trecho com diâmetro modificado

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5.9 Inserindo os registros O segundo elemento especial a ser inserido é o Registro. Para isto, foram inseridas conexões intermediárias nas posições corretas. Define-se como registro um elemento que tem uma simbologia e uma indicação associadas, mas que não se constitui em um ponto de consumo de água.

Representação de um Registro

Plano corrente Usualmente, utiliza-se este comando em um ambiente de CAD isométrico. Neste tipo especial de janela, a representação do registro será diferente dependendo do plano corrente no momento de sua inserção.

Plano de desenho do registro

9 Portanto, certifique-se de que o plano corrente da janela coincide com a representação desejada para o registro. Caso seja utilizado o pla-

no errado, pode-se repetir o comando para corrigir o plano da peça. Para a definição do primeiro ponto, prossegue-se usando o plano YZ.

Inserindo o registro Para inserir o registro do chuveiro: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. A linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão antes do final do tubo com o mouse. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui.

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Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. 9 Este tipo de peça possui uma simbologia associada. Note que a própria simbologia faz parte do cadastro de peças, podendo ser livremen-

te alterada pelo usuário.

ƒ Selecione a peça "Registro de pressão com PVC soldável" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a definição de um novo elemento que define um registro. Note que o programa desenhou a simbologia cadastrada na direção e no plano informados e que os dois elementos de texto foram inseridos. Estes textos foram preenchidos com informações trazidas diretamente do cadastro.

Registro definido

Inserindo a válvula de descarga O próximo ponto a ser definido é a válvula de descarga. Este elemento também é representado por um Registro (relembrando, utiliza-se um Registro para aqueles elementos que não são pontos de utilização, mas possuem uma simbologia específica e uma indicação de texto diferenciada). Em primeiro lugar, altera-se o plano corrente para refletir melhor a posição do desenho. Para isto: ƒ Pressione a tecla (duas vezes); ou ƒ Altere o plano corrente da janela para o Plano XZ na barra de ferramentas do CAD. Para inserir a válvula de descarga: ƒ Acesse novamente o comando Hidráulico-Registro. A linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão antes do final do tubo com o mouse. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

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Peças encontradas

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. 9 Este tipo de peça possui uma simbologia associada. Note que a própria simbologia faz parte do cadastro de peças, podendo ser livremen-

te alterada pelo usuário.

ƒ Selecione a peça "Válvula de descarga c/PVC soldável - 1 1/2" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa solicita a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição para as peças:

Registros definidos

5.10 Inserindo um registro adicional Todas as conexões especiais devem ser inseridas em pontos definidos previamente. Por isso, foram inseridos os pontos intermediários nos tubos para colocação dos registros. Caso se deseje incluir um registro em uma posição ainda não definida, deve-se inicialmente incluir uma conexão simples e depois convertê-la para um registro. Para exemplificar esta situação, inclui-se um registro adicional no ramal vertical da coluna. Para isto: ƒ Verifique se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado. ƒ Verifique se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado).

ƒ Ative a ferramenta de captura "Ponto deslocado", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". ƒ Acesse o comando Hidráulico-Conexão simples. Será aberto um diálogo simples, no qual se deve informar apenas a rede "Água fria".

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Diálogo de inserção da conexão

ƒ Selecione o ponto auxiliar 1 (na projeção da coluna AF-1) como ponto referência. ƒ Informe 180 como altura e pressione para confirmar. Com isto, será criada a posição necessária para definição do registro. Para inserir agora o registro propriamente dito: ƒ Confirme que o plano corrente é o Plano XZ. ƒ Desative a ferramenta de captura “Ponto deslocado” pressionando o botão ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. ƒ Selecione a conexão recém-criada.

na barra de ferramentas "Captura".

Diálogo Definir Peças

ƒ No diálogo, selecione a peça "Registro bruto gaveta ABNT" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se:

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Registro inserido

5.11 Lista de materiais Inserindo a lista de materiais Conforme colocado nas leituras preliminares, a filosofia de uso do programa baseia-se nos seguintes pontos: ƒ A estrutura da tubulação é definida com o uso de elementos gráficos especiais que representam tubos e conexões. ƒ O cadastro de Itens do sistema define os elementos físicos para fins de lista de materiais. ƒ O cadastro de símbolos armazena conjuntos de bibliotecas contendo desenhos que podem ser reaproveitados. ƒ Existe uma estrutura que liga as simbologias, os itens e os dados para dimensionamento em um único objeto, que é a Peça. ƒ O sistema possui um extenso cadastro de peças, englobando diversos itens simples e composições. ƒ Associando-se peças aos elementos gráficos, automaticamente tem-se acesso aos Itens associados a estas peças. Pode-se obter a simbologia diretamente do cadastro e desenhá-la na posição correta. Uma aplicação muito importante desta filosofia de trabalho é a geração de listas de materiais. Uma vez que o programa trabalha com um modelo completo da tubulação, pode-se obter a qualquer instante uma lista de materiais sempre atualizada, seja do pavimento ou do projeto inteiro. Uma forma interessante é a inclusão de uma lista de materiais no próprio desenho. Será incluída uma neste momento para mostrar sua funcionalidade: ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho. ƒ Informe a posição da lista um pouco à direita do desenho (o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Lista de materiais no desenho

Deve-se notar que: ƒ o usuário define uma Peça para cada elemento hidro-sanitário (tubos e conexões), mas cada peça pode ter diversos Itens associados, sendo estes incluídos na lista de materiais (note, por exemplo, que os adaptadores necessários para ligação do registro já estão incluídos na lista). ƒ são listados todos os elementos presentes na janela (no caso, todo o conteúdo do detalhe), sem necessidade de seleção.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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ƒ esta lista também é um elemento gráfico inteligente, que é desenhado como um elemento único e não como textos e linhas individuais. 9 Note que nem todas as peças foram definidas (faltam todos os joelhos intermediários, por exemplo), mas já foi inserida a lista. Isto porque

esta lista atualiza-se automaticamente com qualquer modificação feita nos elementos.

Atribuindo as peças restantes Até o presente momento, tem-se o desenho completo da tubulação e as especificações completas para os tubos e para as conexões especiais. Ainda não foi feita, contudo, a especificação das conexões simples lançadas até o momento. A lista de materiais adicionada ainda não inclui estes elementos. A lista completa de peças que podem ser associadas ao projeto é cadastrada no sistema através de duas configurações: Peças Hidráulicas e Peças Sanitárias. Deve-se, neste momento, associar os materiais aos pontos restantes na tubulação. Este cadastro, todavia, possui certa inteligência. Com base na geometria existente (por exemplo, tem-se dois tubos de 25 mm encontrando-se a 90º), o programa pesquisa no cadastro apenas as peças semelhantes em geometria ao elemento lançado no croqui. Outra otimização feita automaticamente pelo programa é o fato de que ele registra quais conexões foram atribuídas e quais não, bem como quais necessitam ser revisadas devido a alguma modificação. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. O diálogo indica "1/10", ou seja, a primeira conexão de um conjunto de dez. ƒ A primeira conexão deve ser a coluna. Como o diâmetro do tubo superior não está atualizado (deve necessitar de 40 mm, como pode se ver no dimensionamento), o programa não pôde obter a peça correta. Desta vez, não atribua uma peça, deixando o elemento como está. Para isto, apenas aperte o botão "Próximo" para passar à próxima conexão. 9 Não há risco de esquecer esta peça e gerar listas incorretas. O programa dispõe de ferramentas de verificação de estado global do proje-

to, que detectam este tipo de situação e serão utilizadas mais tarde.

Peças encontradas

ƒ A segunda conexão é uma das mudanças em 90º. Note que o programa trouxe do cadastro duas peças (Curva 90 e Joelho 90). A decisão, neste ponto, é do usuário, ao escolher entre duas peças que podem ser efetivamente usadas na montagem da tubulação. Para este exemplo, selecione "Joelho 90 soldável" e pressione "Atribuir". ƒ Nas demais conexões, a situação é semelhante. O programa identificará as peças possíveis (Joelho 20 mm, Joelho 40 mm, Te 20 mm, etc). Atribua todas as peças usando o botão "Atribuir". 9 Note que a válvula de descarga aparece novamente na lista como pendente, uma vez que o diâmetro do tubo ligado a ela foi modificado

após sua definição. Note também que agora o programa identifica corretamente a peça (Vaso sanitário com válvula 1 1/2").

ƒ Pressione "Fechar" para encerrar o comando. Para confirmar, pode-se executar novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. Desta vez, o programa deve abrir o diálogo contendo uma única peça, a coluna, pois foi propositalmente deixada de lado. Pressione novamente "Fechar" sem atribuir.

Lista de materiais atualizada Observe um dos recursos mais interessantes do programa: conforme as peças foram sendo definidas, a lista de materiais incluída no desenho foi sendo automaticamente atualizada. Note que ela já inclui as peças recém-definidas, sem a necessidade de qualquer intervenção por parte do usuário.

Lista de materiais atualizada

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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5.12 Inserindo a legenda O programa apresenta, também, o recurso de gerar a legenda dos elementos inseridos no croqui do pavimento ou em um detalhe específico. Existem quatro tipos de legenda: Símbolos: Este recurso tem por função incluir no desenho uma legenda que reproduz graficamente uma lista de todas as simbologias diferentes utilizadas pelos elementos contidos na janela. Detalhada: Este recurso tem por função inserir no desenho corrente uma legenda de peças utilizadas no projeto, cada uma com sua respectiva lista de materiais necessária à instalação. Indicações: Este recurso tem por função pesquisar na planta os campos de indicação utilizados nas peças e gerar uma legenda contendo a indicação e o nome da peça utilizada no cadastro do programa. Relatório: Este recurso tem por função gerar um relatório com uma legenda de peças utilizadas no projeto, cada uma com sua respectiva lista de materiais necessária à instalação. Será incluída uma legenda de símbolos, neste momento, para mostrar sua funcionalidade: ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda um pouco acima do isométrico (o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda). Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Legenda no detalhe isométrico

9 A legenda possui a propriedade de atualizar-se automaticamente com qualquer modificação feita nos elementos.

5.13 Cotas isométricas Preparando as cotas Uma vez definida toda a tubulação deste detalhe, pode-se optar por fazer os complementos ao desenho neste momento ou fazê-los mais tarde. No exemplo, completa-se este desenho com algumas cotas verticais. Para cotar alturas neste ambiente de CAD isométrico, deve-se utilizar um dos dois tipos de cota específicos para este ambiente, a Cota Isométrica XZ ou a Cota Isométrica YZ. Estes dois comandos criam elementos específicos para cotagem tridimensional. 9 O uso de cotas convencionais, além de ser visualmente menos agradável, pode levar a medidas incorretas pelo efeito de ilusão tridimensi-

onal da janela.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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Cotas isométricas

Excluindo as linhas auxiliares Antes de mais nada, exclui-se as linhas criadas inicialmente para fazer o lançamento dos tubos, visto que não se precisa mais delas: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione as linhas auxiliares criadas no início do detalhe. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Configurando a aparência das cotas Pode-se controlar a aparência das cotas no desenho acessando o comando Configurações-Cotas. Pode-se escolher o tipo de terminador, tamanho da linha, etc.

Configurações das cotas

Para este projeto, escolha um terminador tipo "círculo preenchido" e uma altura de texto de 4 pontos. Pressione "OK" para fechar o diálogo.

Incluindo a primeira cota Procede-se da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Construir-Cota-Isométrica XZ. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Conexão inicial". 9 Apenas conexões podem ser cotadas com este comando. Isto porque somente estes elementos possuem posição 3-D para ser cotada na

vertical (a planta arquitetônica, por exemplo, está sempre em Z=0),

ƒ Selecione a peça de utilização que representa o chuveiro. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Conexão final ou altura". ƒ Selecione a conexão que representa o registro. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Posição do desenho", já mostrando visualmente o desenho que será feito para a cota. ƒ Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão. A linha de comando volta a indicar "Cota isométrica-Posição do desenho", permitindo alinhar diversas cotas na mesma linha.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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ƒ Selecione a conexão inferior deste mesmo tubo. ƒ O último ponto da linha de cota seria o piso. Como não existe um ponto a ser selecionado, é suficiente digitar a altura desejada. Neste caso, digite 0 e pressione . ƒ Pressione para encerrar o comando.

Cota isométrica

Incluindo as demais cotas As demais cotas podem ser criadas da mesma maneira, escolhendo-se livremente o seu melhor posicionamento. Como sugestão, pode-se cotar da seguinte forma: ƒ Cote a altura do registro principal, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando o registro e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da coluna, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a coluna e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da pia, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a peça de utilização e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da válvula de descarga, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do vaso sanitário, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. Ao final, tem-se a seguinte disposição para as cotas:

Cotas isométricas

5.14 Geração de Corte O Hydros permite a geração de cortes a partir do lançamento da tubulação hidráulica. Esta ferramenta possibilita ao usuário visualizar a instalação hidráulica projetada na parede. A filosofia adotada é a de definir diretamente sobre o pavimento a posição onde será feito o corte, posicionando um elemento especial (elemento Corte) que representa a posição onde será feito o mesmo.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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Para inserção do corte procede-se da seguinte maneira: ƒ Abra o croqui do pavimento Térreo. ƒ Acesse o menu Elementos-Corte. ƒ Defina o primeiro ponto da linha de corte abaixo e à esquerda do banheiro. ƒ Defina o segundo ponto da linha de corte abaixo e à direita do banheiro. ƒ Defina a profundidade do corte através de um terceiro ponto acima do banheiro. Apenas os elementos contidos na área definida serão representados.

Elemento corte no croqui

Será aberto um diálogo no qual se pode definir as propriedades do corte e se o mesmo será feito sobre o pavimento corrente ou para todos os pavimentos.

Diálogo de propriedades do corte

Aceite as opções default e pressione o botão "Abrir" para gerar o corte lançado.

Corte do detalhe H1

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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Caso seja alterado o lançamento da estrutura, pode-se atualizar o corte com base na nova geometria da tubulação através do botão O desenho gerado pode ser configurado pelo usuário através do menu Configurações-Cortes.

5.15 Visualização tridimensional do H1 Uma outra forma de visualizar a tubulação criada é o recurso de Visão 3D. Através deste pode-se visualizar todas as redes hidro-sanitárias com suas dimensões reais, facilitando ao usuário verificar se as tubulações foram lançadas corretamente ou as interferências entre as redes. A visualização tridimensional pode ser feita para todo o projeto, a partir do botão na barra de ferramentas principal, ou para um detalhe criado, através do menu Elementos-Visão 3D. Para obter a visualização tridimensional do detalhe isométrico criado, proceda da seguinte forma: ƒ abra o croqui do pavimento Térreo; ƒ execute um duplo-clique sobre o retângulo que define a área do detalhe; ƒ no diálogo que se segue, pressione "Abrir"; ƒ acesse o comando Elementos-Visão 3D.

Visão 3D do detalhe H1

Opções A visualização tridimensional pode ser controlada através dos comandos existentes nas barras de ferramentas "Visualização", "Posição" e "Vista".

Barras de ferramentas de visualização

Estes comandos permitem controlar de diversas maneiras a janela de CAD, rotacionando, deslocando e reposicionando o desenho. Acessando o menu Visualizar-Propriedades, tem-se acesso a um diálogo contendo diversas opções de exibição do desenho.

DETALHE ISOMÉTRICO H1

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Diálogo de propriedades da Visualização 3D

9 Maiores informações sobre o funcionamento da janela de Visualização 3D podem ser encontradas na documentação eletrônica do pro-

grama (pressionando-se o botão

na barra de ferramentas principal), no item " Visualização tridimensional".

5.16 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter o seguinte detalhe isométrico elaborado:

Detalhe hidráulico H1

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento, para especificar o arquivo que está sendo trabalhado. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 4).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

62

6. Detalhe isométrico H2 6.1 Inserindo os tubos na planta baixa Na região esquerda da planta, existe uma cozinha e uma área de serviço, que serão alimentadas pela mesma coluna AF-1 utilizada para alimentar o banheiro. Portanto, o primeiro passo é criar uma tubulação em planta que se encaminhe desde a posição da coluna até a região da esquerda.

Posições

Iniciando Em primeiro lugar, volte à janela do Térreo. Caso esta ainda não esteja aberta, basta executar um duplo-clique do mouse sobre o item "Térreo" na Janela de Projeto. Algumas verificações devem ser feitas: ƒ Verifique se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura. Isto está sendo

relembrado com o intuito de reforçar este conceito.

ƒ Confirme que não há nenhuma ferramenta de captura ativa (todos os botões na barra de ferramentas "Captura" deve estar liberados) ƒ Verifique a elevação corrente da janela. Neste momento, deve estar sendo usada uma elevação de -10, configurada para a inserção dos tubos da rede de alimentação. Ela deve ser alterada para 250, definindo esta como sendo a altura do tubo na parede.

Inserindo o primeiro tubo Deseja-se lançar um tubo que parta da cota 250, abaixo da posição da coluna hidráulica, a fim de não utilizar o mesmo trecho de tubo usado para alimentar o vaso sanitário. Para inserir o tubo, acesse o comando Hidráulico-Tubo. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo de inserção Tubo

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence o tubo. Neste caso, use "Água fria". ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Continue usando "PVC rígido soldável" como material padrão para as tubulações de água. ƒ Diâmetro: mantenha o diâmetro mínimo de 20 mm. 9 Este diâmetro será alterado posteriormente, com seu valor definido pelo dimensionamento da tubulação. Pode-se lançar inicialmente um

diâmetro pré-dimensionado ou não. A partir destes dados, o programa já definiu a peça associada ao tubo.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione a coluna AF-1. ƒ O programa exibe uma mensagem "A conexão sob o cursor não está no plano corrente e não será desenhada. Deseja mudar a ordenada para 280?". Responda "Não". 9 Caso fosse respondido "Sim", o programa mudaria automaticamente o plano corrente da janela para 280, lançando o tubo na altura da co-

luna. Neste caso, está sendo lançado o tubo propositalmente um pouco para baixo.

ƒ O programa solicita a inserção do segundo ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione a conexão um pouco acima, no canto da parede e responda mais uma vez "Não". ƒ Pressione para encerrar o comando Ao final desta etapa, tem-se um trecho de tubo lançado exatamente na posição de outro já existente, mas com uma elevação diferente.

Primeiro tubo em planta

Visualizando no detalhe Pode-se ver mais claramente o trecho lançado abrindo novamente o detalhe H1. Para isto, basta executar um duplo-clique do mouse sobre o detalhe e pressionar o botão "Abrir". Pode-se ver que o tubo que foi adicionado dentro da região do detalhe (mesmo que isto tenha sido feito na planta) já aparece no desenho.

Primeiro tubo visto no detalhe

9 Isto ilustra uma característica importante do programa: pode-se trabalhar com a tubulação em qualquer janela, pois todas as demais serão

atualizadas automaticamente.

Feche esta janela e volte à janela do croqui para continuar o lançamento.

Inserindo os demais tubos na planta Para adicionar os demais tubos, permaneça com o critério de posicionar a tubulação 5 cm dentro da parede. Seria possível fazer isto de duas maneiras: ƒ Traçando linhas auxiliares, como no detalhe isométrico H1; ou ƒ Usando a ferramenta de captura "Relativo", como na inserção das colunas. Em planta baixa, é normalmente mais simples usar a ferramenta de captura, a não ser em situações mais complexas, o que não é o caso desta planta, bastante regular. Proceda da seguinte forma: ƒ Acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior. ƒ Selecione o ponto final do tubo recém-criado como ponto inicial do tubo. ƒ Ative a ferramenta de captura "Relativo", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". O botão permanece pressionado, indicando que todos os pontos que forem informados deste ponto em diante utilizarão esta ferramenta, até que seja desativada.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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ƒ Selecione o vértice interno da parede do corredor como ponto de referência. O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Próxima conexão (deslocamento)". Digite -10,5 e pressione

Segundo tubo em planta (pontos indicados)

ƒ Selecione o vértice interno da parede próxima à escada como outro ponto de referência. O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Próxima conexão (deslocamento)". Digite 5,5 e pressione ƒ Selecione o vértice interno da parede próxima à máquina de lavar (talvez seja necessário usar um zoom bastante próximo) como outro ponto de referência. e digite -5,5 como deslocamento. ƒ Desligue a ferramenta de captura "Relativo", pressionando o botão ponto final do tubo. ƒ Pressione para encerrar o comando.

na barra de ferramentas "Captura" e selecione o ponto marcado na parede como

Tubos posicionados em planta (pontos indicados)

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Esta importante verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos - Verificar - Proximidades. Se necessário procure o Departamento de Suporte.

6.2 Criando o detalhe Inicia-se a tubulação hidráulica da área de serviço e da cozinha no pavimento Térreo, partindo da tubulação recém lançada em planta.

Criando um detalhe isométrico Para criar um detalhe isométrico sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Hidráulico-Detalhe isométrico. A linha de comando passa a indicar "Detalhe isométrico-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Criar um detalhe na posição indicada na figura.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Região do detalhe

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Altere o ângulo de visualização para 330º. Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, mas sob forma isométrica.

Detalhe isométrico

9 Observe que este não é apenas um simples desenho gerado a partir do croqui. Os tubos permanecem com todas as suas propriedades.

Qualquer alteração feita nos tubos desta janela será refletida na planta baixa e vice-versa.

6.3 Criando linhas auxiliares Observando a planta deste detalhe, percebe-se que praticamente todos os pontos necessários já foram inseridos na representação da própria arquitetura. Caso contrário, pode-se materializar todos os pontos como feito para o detalhe H1. O único ponto ainda não definido é o desvio que deverá ser feito para não passar a tubulação por dentro da janela. Posicione o ponto necessário. Para isto: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Offset. A linha de comando passa a indicar "Offset-Selecione elemento". ƒ Selecione a linha interna da parede esquerda, próxima ao desenho do fogão. A linha de comando passa a indicar "Offset-Selecione lado", indicando a direção da linha paralela a ser criada. ƒ Selecione um ponto qualquer à esquerda da linha selecionada. A linha de comando passa a indicar "Offset-Distância". ƒ Digite o valor 5. O programa cria uma linha paralela à linha selecionada, a uma distância de 5 cm para dentro da parede. ƒ Repita o processo para a linha perpendicular que fecha a parede para desenho da janela, gerando as seguinte situação:

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Criando linhas paralelas

Com isto, já se pode identificar os pontos que serão usados na planta:

Pontos materializados na planta

Identifique os pontos de Ponto 1 a Ponto 4, iniciando na pia e terminando na máquina de lavar roupas.

6.4 Inserindo os primeiros tubos As linhas auxiliares traçadas até o momento definem a posição dos tubos na planta, mas não na vertical. Para isto, existe uma ferramenta de captura específica para o ambiente de CAD, que é a ferramenta "Ponto deslocado". Através desta, pode-se selecionar pontos na planta e informar a altura Z desejada para o ponto final. Inicialmente, deve-se: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura. Isto está sendo

relembrado apenas para reforçar este conceito.

ƒ Verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão

na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado).

ƒ Ativar a ferramenta de captura "Ponto deslocado", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". Proceda da seguinte forma: ƒ Acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior. ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione a conexão ao alto (na cota Z=250) no final do tubo. 9 O programa indica a linha vertical referente a prumada do tubo, até o respectivo ponto localizado na planta. Caso não seja selecionada e-

xatamente a conexão, esta linha estará representada para cima, apontando erro.

ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão inicial (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 250 (posição da coluna já inserida). ƒ O programa solicita a inserção do segundo ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione novamente a conexão anterior. (deseja-se lançar um tubo na vertical). ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão final (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 180 (posição do registro). 9 A partir deste momento, tem-se como referência a conexão recém criada, já que se deseja criar um tubo na vertical. Para evitar erros de

lançamento, sempre é interessante utilizar uma conexão existente (se houver), ao invés de um ponto da arquitetura.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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9 Neste momento tem-se a opção de selecionar como referência a conexão anterior ou esta mais nova conexão criada. O efeito será o

mesmo e a escolha indiferente.

ƒ O programa continua solicitando a inserção de novos pontos para definir novos tubos. Selecione a conexão recém criada e digite 100 como altura. ƒ Pressione para encerrar o comando Ao final deste trecho, tem-se a seguinte disposição:

Primeiros tubos lançados

6.5 Inserindo os tubos restantes Os demais tubos serão adicionados de forma semelhante aos anteriores. Apenas relembrando, já temos todos os pontos necessários na planta. Vamos referenciá-los como pontos 1 a 4, partindo da pia para a máquina de lavar. Para inserir o tubo, acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e utilize os mesmos dados usados anteriormente. Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ O programa solicita a inserção do primeiro ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione a conexão na extremidade do tubo. ƒ O programa apenas indica o ponto selecionado mas não inicia o tubo, com a linha de comando indicando "Tubo-Conexão inicial (ordenada)". Digite o valor da altura Z, que é de 150. ƒ O programa solicita a inserção do segundo ponto que irá definir o eixo do tubo. Selecione o ponto 3 e digite novamente 150 como altura. ƒ Para o próximo ponto, selecione o ponto 2 e digite novamente 150 como altura. ƒ Para o próximo ponto, selecione a conexão recém criada e digite 85 como altura. ƒ Para o próximo ponto, selecione o ponto 1 e digite novamente 85 como altura. ƒ Pressione para encerrar o comando. O último trecho de tubo deste detalhe destina-se a alimentar a máquina de lavar. Use uma derivação independente para a máquina. Para isto, acesse novamente o comando Hidráulico-Tubo e: ƒ Selecione a conexão sobre o ponto 3 como ponto inicial do tubo. 9 O programa indica a linha vertical referente a prumada do tubo, até o respectivo ponto localizado na planta. Caso não seja selecionada e-

xatamente a conexão, esta linha estará representada para cima, apontando erro. ƒ Digite o valor da altura Z, que é de 150 (mesma altura do trecho).

9 Neste momento tem-se a opção de selecionar como referência a conexão anterior ou esta mais nova conexão criada. O efeito será o

mesmo e a escolha indiferente.

ƒ Selecione a conexão recém criada como ponto final do tubo. ƒ Digite o valor da altura Z como sendo 110 (tubo na vertical). ƒ Para o próximo ponto, selecione novamente a conexão anterior (ou esta recém criada) e digite 60 como altura. ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição no detalhe:

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Tubos lançados no detalhe

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

6.6 Inserindo as peças de utilização O próximo passo na definição da rede de distribuição de água é a definição dos pontos de utilização. Neste exemplo, tem-se uma pia, uma máquina de lavar e um tanque. Para representar este tipo de elemento, existe um elemento específico, a Peça de utilização, que é uma conexão com propriedades específicas que a identificam como um ponto de consumo de água. 9 Os pontos onde as conexões especiais serão inseridas devem estar sempre definidos previamente. O comando a ser usado apenas modi-

fica o tipo de elemento.

Plano corrente Neste exemplo, todas as peças de utilização estão situadas na parede esquerda e estão voltadas para o interior da peça. Nota-se que a representação mais interessante para a peça é o plano XZ. Para alterar o plano corrente, você pode: ƒ Pressionar a tecla ; ou ƒ Escolher o plano XZ diretamente na barra de ferramentas do CAD. 9 Note que o cursor do CAD reflete a mudança no plano corrente. Deve-se também: ƒ Verificar se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado. Desative a ferramenta de captura "Ponto deslocado"

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

.

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura. Isto está sendo

relembrado com o intuito de reforçar este conceito.

ƒ Verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão

na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado).

Inserção dos elementos Para definir as peças de utilização: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Peça de utilização. A linha de comando indica "Peça de utilização-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo na região da pia. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. ƒ Nenhuma das peças listadas corresponde à peça que se deseja inserir (uma Pia de cozinha com joelho de 90-25mm-3/4'). Isto porque o diâmetro do tubo adotado (20 mm) não é usado para este tipo de peça. Desligue, então, o filtro "Diâmetro", permitindo ao programa listar um conjunto maior de peças. Note que agora existem mais peças listadas. ƒ Selecione a peça "Pia de cozinha com joelho de 90-25mm-3/4' " e pressione o botão "Atribuir" ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). 9 Note que o programa desenhou a seta indicativa na direção e plano informados e que dois elementos de texto foram inseridos. Estes tex-

tos foram preenchidos com informações trazidas diretamente do cadastro. Também foram associadas ao elemento as informações necessárias para dimensionamento, definidas no cadastro.

ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão final do tubo na região da máquina de lavar. Será aberto novamente um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, contendo as mesmas peças da conexão anterior. ƒ Selecione a peça "Máquina de lavar roupa com joelho de 90 - 25 mm" e pressione o botão "Atribuir". 9 Não se preocupe com o fato de que o tubo está com um diâmetro inferior ao definido para a peça (20 para 25 mm), pois o dimensiona-

mento do tubo acusará esta informação.

ƒ Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão para definir o ponto diretor. ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão final do tubo na região do tanque e selecione "Tanque de lavar com joelho de 90 - 25 mm". ƒ Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão para definir o ponto diretor. ƒ Pressione para encerrar o comando Ao final, tem-se a seguinte disposição para os elementos:

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Peças de utilização

6.7 Dimensionando os tubos Apenas após definir as peças de utilização é que se pode fazer o dimensionamento dos tubos. O dimensionamento é feito de forma diferente para cada uma das Redes existentes no projeto. No caso da rede de Água fria, os dados para dimensionamento são cadastrados no programa e foram atribuídos aos elementos quando definidas as peças de utilização.

Fazendo as verificações Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo automaticamente a contribuição total em cada trecho de tubulação. Então utilize o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa deve emitir uma mensagem "Não há conexões com problemas de fluxo". Este comando verifica se existem erros no lançamento e na definição do sentido do fluxo dos tubos. Como tudo está correto, pode-se fazer o dimensionamento. 9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

Dimensionando Para dimensionar os tubos lançados: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

9 DICA: Mova o diálogo para o lado da janela e pressione o botão "Mostrar" para indicar o elemento sendo dimensionado. Deve-se notar:

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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ƒ Na janela de mensagens, o programa indica que foram encontradas três fontes de consumo, as três peças definidas. A janela de mensagens indica exatamente os dados associados ao elemento (obtidos automaticamente do cadastro) e os dados para dimensionamento. ƒ O diâmetro atual é de 20 mm e o calculado é de 25 mm (que é justamente o diâmetro necessário para a máquina de lavar). Pressionando-se "Atribuir", o diâmetro do tubo é alterado para 25 mm, alterando-se também a peça associada. Pressionando-se o botão "Próximo", passa-se ao tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Todos os demais tubos serão alterados para 25 mm. Ao final, deve-se pressionar o botão "Fechar". 9 Note que os textos associados aos tubos já foram automaticamente atualizados. Ao final, pode-se utilizar novamente o comando Verificar

diâmetros, devendo-se obter apenas a mensagem "Não há tubos com diâmetro diferente do calculado".

6.8 Inserindo os registros Insira dois registros, um para a máquina de lavar e outro no início do trecho, nas posições previamente destinadas durante o lançamento. Para inserir os registros: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. O linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão antes do final do tubo que alimenta a máquina de lavar com o mouse. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui.

Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. 9 Este tipo de peça possui uma simbologia associada. Note que a própria simbologia faz parte do cadastro de peças, podendo ser livremen-

te alterada pelo usuário.

ƒ Selecione a peça "Registro de pressão com PVC soldável" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). 9 Note que o programa desenhou a simbologia cadastrada na direção e no plano informados e que dois elementos de texto foram inseridos.

Estes textos foram preenchidos com informações trazidas diretamente do cadastro. Pressione para encerrar o comando.

ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão no início do trecho e selecione "Registro bruto gaveta ABNT". ƒ Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão para definir o ponto diretor. ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição para as peças:

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Registros definidos

6.9 Atribuindo as peças restantes Até o presente momento, tem-se o desenho completo da tubulação e as especificações completas para os tubos e para as conexões especiais. Ainda não foi feita, contudo, a especificação das conexões simples lançadas até o momento. Outra otimização feita automaticamente pelo programa é o registro das conexões que foram e as que não foram atribuídas , bem como as que necessitam ser revisadas devido a alguma modificação. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes.

Peças encontradas

ƒ A primeira conexão é uma das mudanças em 90º. Note que o programa trouxe do cadastro duas peças (Curva 90 e Joelho 90). A decisão, neste ponto, é do usuário, ao escolher entre duas peças que paodem ser efetivamente usadas na montagem da tubulação. Para este exemplo, selecione "Joelho 90 soldável" e pressione "Atribuir". ƒ Nas demais conexões, a situação é semelhante. O programa identificará as peças possíveis (Joelho 25 mm e Te 25 mm, neste caso). Atribua todas as peças usando os botões "Atribuir" e "Próximo" 9 Note que a pia aparece novamente na lista como pendente, uma vez que o diâmetro do tubo ligado a ela foi modificado após sua defini-

ção. Escolha agora a peça correta ("Pia de cozinha com joelho de 90 - 25 mm"). As demais peças de utilização também são listadas, devendo apenas ser confirmadas com o botão "Atribuir". ƒ Pressione "Fechar" para encerrar o comando. Para confirmar, pode-se executar novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. Desta vez, o programa deve exibir apenas a mensagem "Não há elementos pendentes".

Inserindo a lista de materiais Novamente inclui-se uma lista de materiais no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho. ƒ Informe a posição da lista um pouco à esquerda do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). 9 Após inserir a lista, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Lista de materiais no desenho

Deve-se notar que: ƒ o usuário define uma Peça para cada elemento hidro-sanitário (tubos e conexões), mas cada peça pode ter diversos Itens associados, sendo estes incluídos na lista de materiais ( por exemplo, os adaptadores necessários para ligação do registro já estão incluídos na lista). ƒ são listados todos os elementos presentes na janela (no caso, todo o conteúdo do detalhe), sem necessidade de seleção. ƒ esta lista também é um elemento gráfico inteligente, que é desenhado como um elemento único e não como textos e linhas individuais.

Inserindo a legenda Novamente inclui-se uma legenda no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda um pouco acima do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda). 9 Após inserir a legenda, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Legenda no desenho

6.10 Inserindo cotas isométricas Uma vez definida toda a tubulação deste detalhe, pode-se optar por fazer os complementos ao desenho neste momento ou fazê-los mais tarde. Neste exemplo, completa-se este desenho com algumas cotas verticais. Para cotar alturas neste ambiente de CAD isométrico, deve-se utilizar um dos dois tipos de cota específicos para este ambiente, a Cota Isométrica XZ ou a Cota Isométrica YZ. Estes dois comandos criam elementos específicos para cotagem tridimensional.

Excluindo as linhas auxiliares Antes de mais nada, exclua as linhas criadas inicialmente para fazer o lançamento dos tubos, já que não se precisa mais delas: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar; ƒ Selecione as linhas auxiliares criadas no início do detalhe; ƒ Pressione para encerrar o comando.

Incluindo a primeira cota Proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Construir-Cota-Isométrica YZ. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Conexão inicial". 9 Apenas conexões podem ser cotadas com este comando. Isto porque apenas estes elementos possuem posição 3-D para ser cotada na

vertical (a planta arquitetônica, por exemplo, está sempre em Z=0),

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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ƒ Selecione a peça de utilização que representa a pia. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Conexão final ou altura". ƒ O outro ponto da linha de cota seria o piso. Como não existe um ponto a ser selecionado, é suficiente digitar a altura desejada. Neste caso, digite 0 e pressione . ƒ A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Posição do desenho", já mostrando visualmente o desenho que será feito para a cota. Selecione um ponto qualquer um pouco à esquerda da conexão. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Cota isométrica

Inserindo as cotas restantes As demais cotas podem ser criadas da mesma maneira, escolhendo-se livremente o seu melhor posicionamento. Como sugestão, pode-se cotar da seguinte forma: ƒ Cote a altura do trecho horizontal, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a conexão próxima à janela e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do registro e da máquina de lavar, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando o registro, depois a peça de utilização e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do tanque, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do registro principal, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do trecho horizontal inicial, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a superior e digitando 0 como ponto final. Ao final, tem-se a seguinte disposição para as cotas:

Cotas isométricas

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6.11 Tubos restantes em planta Analisando os tubos na planta A tubulação lançada no detalhe já foi completamente definida, mas existe um trecho em planta baixa que ainda não foi analisado, estando ainda com o diâmetro original de 20 mm. A filosofia de trabalho deste programa é a de criar a estrutura da tubulação dentro do computador. Dentro desta filosofia, pode-se representar a mesma tubulação em planta e em uma ou mais janelas de detalhe, podendo-se alterar suas propriedades em qualquer uma delas, com as modificações sendo refletidas em todas as outras. Pode-se trabalhar de duas maneiras: ƒ Diretamente sobre a planta baixa, efetuando a verificação de diâmetros e peças sobre todo o pavimento; ou ƒ Gerando temporariamente um novo detalhe, apenas sobre a região a ser analisada. Opte por fazer um novo detalhe, a fim de utilizar a visão isométrica, muito mais clara neste tipo de situação.

Criando um detalhe isométrico Primeiramente acesse a planta baixa do pavimento Térreo. Para criar um detalhe isométrico sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Hidráulico-Detalhe isométrico. A linha de comando passa a indicar "Detalhe isométrico-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Crie um detalhe sobre a região que contém os tubos lançados.

Região do detalhe auxiliar

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Neste ponto, interessa-nos apenas gerar o detalhe. Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, mas sob forma isométrica.

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Detalhe isométrico

9 Observe que este detalhe engloba tubos que já estão presentes nos detalhes H1 e H2, bem como na planta baixa. Não há problema al-

gum nisto. Qualquer alteração feita nos tubos desta janela será refletida na planta baixa e nos demais detalhes.

Dimensionando os tubos restantes Alguns tubos presentes neste trecho ainda não foram dimensionados, por não estarem incluídos no detalhe H1 nem no detalhe H2. Outros tubos, como a coluna vertical do detalhe H1, necessitam ser revistos.

Fazendo as verificações Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo automaticamente a contribuição total em cada trecho de tubulação. Então, utiliza-se o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa deve emitir uma mensagem "Não há conexões com problemas de fluxo". Este comando verifica se existem erros no lançamento e na definição do sentido do fluxo dos tubos. Como tudo está correto, pode-se fazer o dimensionamento. 9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

Dimensionando Para dimensionar os tubos lançados: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

Deve-se notar: ƒ Na janela de mensagens, o programa indica que foram encontradas cinco fontes de consumo, as três peças definidas no detalhe H2 e duas no detalhe H1. A janela de mensagens indica exatamente os dados associados ao elemento (obtidos automaticamente do cadastro) e os dados para dimensionamento. 9 Note como a estrutura da tubulação é definida globalmente. Um tubo neste detalhe pode receber contribuições de peças em outros deta-

lhes, as quais são computadas automaticamente pelo programa.

ƒ O diâmetro atual é de 20 mm e o calculado é de 25 mm (que é justamente o necessário para a máquina de lavar). Pressionando-se "Atribuir", o diâmetro do tubo é alterado para 25 mm, alterando-se também a peça associada.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Automaticamente o programa passa a indicar o tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Todos os demais tubos serão alterados para 25 mm. Ao final, deve-se pressionar o botão "Fechar". 9 Note que os textos associados aos tubos já foram automaticamente atualizados. Ao final, pode-se utilizar novamente o comando Verificar

diâmetros, devendo-se obter apenas a mensagem "Não há tubos com diâmetro diferente do calculado". Pode-se observar como o trecho inicial da coluna vertical do detalhe H1 foi alterado para 25 mm.

Tubo alterado no outro detalhe

Atribuindo as peças restantes ou alteradas Algumas conexões presentes neste trecho ainda não foram definidas, por não estarem incluídas no detalhe H1 nem no detalhe H2. Outras conexões, como a coluna vertical do detalhe H1, necessitam ser revistas. Uma otimização feita automaticamente pelo programa é o registro das conexões que foram e as que não foram atribuídas , bem como as que necessitam ser revisadas devido a alguma modificação. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. ƒ A primeira conexão deve ser a coluna. Como o diâmetro do tubo superior não está atualizado (deve necessitar de 40 mm, como pode-se ver no dimensionamento), o programa não pôde obter a peça correta. Desta vez, não atribua uma peça, deixando o elemento como está. Para isto, aperte apenas o botão "Próximo" para passar à próxima conexão. 9 Não há perigo de esquecer esta peça e gerar listas incorretas. O programa dispõe de ferramentas de verificação de estado global do pro-

jeto, que detectam este tipo de situação e serão utilizadas mais tarde.

ƒ A próxima conexão deve ser a derivação lateral que sai da coluna e alimenta o detalhe H2. Selecione a peça "Te 90 soldável com redução lateral" e pressione "Atribuir". Deve-se notar que não existe especificamente uma peça com estas características (Tê com redução neste sentido). A sistemática adotada pelo programa, contudo, permite cadastrar peças compostas por mais de um item. Neste caso, compõe-se de um "Tê soldável 25 mm" e uma "Bucha de redução 25 mm 20 mm". Na lista de materiais, serão incluídos os itens individuais, sem necessidade de qualquer intervenção por parte do usuário.

Peças encontradas

ƒ A próxima conexão deve ser uma das mudanças em 90º, que já tinha sido definida no detalhe H1. Foi novamente listada porque o tubo ligado a ela foi alterado (uma nova conexão foi inserida) Selecione novamente "Joelho 90 soldável" e pressione "Atribuir".

DETALHE ISOMÉTRICO H2

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Peça composta

ƒ Nas demais conexões, a situação é semelhante. O programa identificará as peças possíveis (Joelho 25 mm, nos demais casos). Atribua todas as peças usando os botões "Atribuir" e "Próximo" ƒ Pressione "Fechar" para encerrar o comando. Para confirmar, pode-se executar novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. Desta vez, o programa deve exibir somente a coluna como peça pendente, a qual foi mantida sem peça associada, propositalmente.

Terminando a análise A geração do detalhe isométrico sobre este trecho teve dois objetivos: ƒ objetivo ilustrativo, de forma a melhor visualizar a tubulação que foi definida. ƒ objetivo de efetuar as verificações apenas sobre este trecho de tubulação, ignorando o restante do pavimento. Com isto, mostra-se que este recurso pode ser usado de diversas formas no projeto. Na verdade, não nos interessa este detalhe isométrico como parte dos desenhos finais, pois possui pouca informação adicional. Usa-se apenas para facilitar o trabalho e agora pode ser excluído. Para excluir o detalhe gerado, é necessário: ƒ Fechar a janela de detalhe e voltar à janela do pavimento. ƒ Acessar o comando Manipular-Apagar e selecionar o detalhe (elemento semelhante a um retângulo). ƒ Pressionando-se , o elemento que representa o detalhe no croqui será excluído, bem como o próprio detalhe. As modificações efetuadas na tubulação, atribuindo-se as peças às conexões pendentes, permanecem válidas. Isto porque a tubulação em si é única no projeto, podendo ser visualizada simultaneamente em várias janelas.

Visualizando o pavimento como um todo Apenas para ilustrar, pode-se visualizar a estrutura criada para o pavimento como um todo sob forma isométrica. Para isto, basta adicionar um novo detalhe isométrico sobre toda a região da planta. Pressionando-se o botão "Abrir", tem-se:

Visão isométrica do pavimento inteiro

Com isto, mostra-se, mais uma vez, que este recurso pode ser usado de diversas formas no projeto. Para excluir o detalhe gerado, fecha-se a janela de detalhe e volta-se à janela do pavimento, usando novamente o comando Manipular-Apagar sobre o detalhe.

DETALHE ISOMÉTRICO H2

79

6.12 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte disposição na planta do pavimento Térreo:

Planta do pavimento Térreo

Deve-se ter dois detalhes lançados, o detalhe H1 e o detalhe H2, com este último na seguinte forma:

Detalhe H2

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa. 9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 5).prh" grava-

do no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE SANITÁRIO S1

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7. Detalhe sanitário S1 7.1 Criando o detalhe Inicia-se a tubulação sanitária do banheiro no pavimento Térreo. Lembre-se que já foram lançadas as duas colunas que ligarão este pavimento ao Superior (um tubo de queda e uma coluna de ventilação).

Criando um detalhe sanitário Para criar um detalhe sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Sanitário-Detalhe. A linha de comando passa a indicar "Detalhe-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Cria-se um detalhe na posição indicada na figura.

Região do detalhe

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, apenas em uma escala diferente

Detalhe

9 Observe que a tubulação hidráulica lançada na mesma região não é exibida nesta janela. Cada tipo de detalhe (hidráulico ou sanitário)

contém apenas os elementos referentes ao tipo correto de projeto.

DETALHE SANITÁRIO S1

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9 Se o item "Modo 2D", na configuração de projeto, estiver ativado, a elevação corrente da janela de detalhe indicará a "Elevação padrão" e

não será possível editá-la.

Criando as primeiras linhas auxiliares A captura de pontos existente no programa permite selecionar exatamente um ponto sobre um elemento existente (por exemplo, sobre uma intersecção). Quando o ponto a ser capturado não existe efetivamente no desenho, existem ainda ferramentas de captura, que permitem obter pontos a partir de outros (digitando a distância, por exemplo). Em diversas situações, todavia, pode ser mais interessante desenhar linhas auxiliares para materializar os pontos a serem capturados. Para o desenho dos detalhes sanitários, é mais interessante traçar inicialmente linhas de apoio, usando a ferramenta Ortogonal, para depois inserir mais facilmente os tubos. 9 Antes de começar a lançar os tubos no isométrico, materializa-se na planta todos os pontos que serão necessários. São estes os pontos

de utilização e os vértices usados no caminho do tubo.

O modo mais fácil de fazer isto é utilizar a ferramenta Ortogonal. O primeiro passo, portanto, é verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado). Com esta ferramenta ligada, o programa fará o traçado sempre em ângulos múltiplos de 45º.

Primeira linha auxiliar Para criar a primeira linha auxiliar: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. A linha de comando passa a indicar "Linha-Primeiro ponto". ƒ Selecione um ponto no centro do desenho do vaso sanitário. Não é necessário precisão neste tipo de lançamento, mas apenas os ângulos corretos. Pode-se clicar um ponto no centro apenas visualmente. ƒ Selecione um ponto qualquer além da parede direita (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Pressione para encerrar o comando.

Linha auxiliar

Segunda linha auxiliar A segunda linha auxiliar será definida a partir da posição da coluna de ventilação: ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione a coluna de ventilação como ponto inicial. ƒ Selecione um ponto qualquer próximo à pia (não é necessário capturar nenhum ponto) e pressione para encerrar o comando.

Segunda linha auxiliar

Criando as linhas próximas à pia A terceira linha auxiliar será definida a partir da posição da torneira da pia. Para este ponto, é interessante fazer o desenho na posição correta, um pouco para dentro da parede. Não se tem definida especificamente esta posição, mas pode-se obtê-la como o centro das duas marcas provenientes da arquitetura.

DETALHE SANITÁRIO S1

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Obtêm-se este ponto de uma forma indireta, para tanto: ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione o centro da primeira marca como ponto inicial. ƒ Selecione o centro da primeira marca como ponto final e pressione para encerrar o comando. ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione o centro da linha recém-criada como ponto inicial. ƒ Selecione um ponto abaixo e à direita, de tal forma que se situe aproximadamente no centro das duas linhas auxiliares horizontais, como ponto final da linha.

Linhas auxiliares

ƒ Selecione um ponto qualquer à direita, de tal forma que se situe aproximadamente no início do desenho do box, e pressione para encerrar o comando.

Linhas auxiliares

Criando as demais linhas As próximas linhas auxiliares serão definidas para posicionar a caixa sifonada e ligá-la ao ralo do banheiro. Para isto: ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione um ponto qualquer um pouco à direita da intersecção entre a linha horizontal central e a linha da pia (sem capturar nenhum ponto). ƒ Selecione um ponto qualquer um pouco abaixo (apenas o suficiente para um pequeno trecho de tubo) como ponto final.

Linhas auxiliares

ƒ Selecione um ponto qualquer abaixo e à direita, posicionado dentro da região do box, e pressione para encerrar o comando.

DETALHE SANITÁRIO S1

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Linhas auxiliares

As próximas duas linhas destinam-se a ligar os trechos horizontais com trechos a 45º. Para isto: ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione o ponto final da linha horizontal central. ƒ Selecione um ponto qualquer abaixo e à direita, de tal forma a passar um pouco da linha horizontal logo abaixo, e pressione para encerrar o comando.

Linhas auxiliares

ƒ Acesse novamente o comando Construir-Linha e selecione um ponto qualquer à direita do vaso e abaixo da linha horizontal central. ƒ Selecione um ponto qualquer acima e à direita, de tal forma a passar um pouco da linha horizontal logo acima, e pressione para encerrar o comando.

Linhas auxiliares

Ao final, tem-se a seguinte disposição de linhas auxiliares:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Linhas auxiliares

7.2 Inserindo os tubos Inserindo os primeiros tubos A inserção dos tubos neste detalhe é bastante simples, uma vez que se tem definidos todos os pontos necessários, fornecidos pelas intersecções entre as linhas auxiliares traçadas.

Elevação corrente Observe que a elevação corrente da janela é 0 (zero) e não é possível editá-la. Isto ocorre devido à configuração no item "Modo 2D" da configuração de projeto. Este valor está configurado como "Elevação padrão" e os elementos do projeto sanitário serão todos inseridos nessa cota.

Inserindo o primeiro tubo Para adicionar um tubo partindo do box do banheiro, acesse o comando Sanitário-Tubo. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo de inserção do tubo sanitário

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence a conexão. Selecione "Esgoto" ƒ Material: material a ser adotado para o tubo. Escolha "PVC esgoto" como material padrão para as tubulações de esgoto. ƒ Diâmetro: este é o diâmetro que será utilizado para criar o tubo. 9 Para as tubulações de esgoto, é usual ter uma definição muito próxima do diâmetro que será adotado. Posteriormente, o dimensionamento

apenas verificará estes dados. Neste caso, como se tem uma contribuição mínima, adota-se um diâmetro de 40 mm.

ƒ Inclinação: inclinação do tubo. Esta informação não tem característica geométrica, sendo usada apenas para indicação no tubo. Informe a inclinação de 2%. ƒ Repetições: Número de repetições do tubo. Neste caso utilizaremos somente um tubo, pois a contribuição de esgoto é pequena. ƒ Peça: neste caso, tem-se mais de uma opção disponível. Isto porque existe mais de um tubo de 40 mm para esgoto sanitário cadastrado no projeto. 9 Cada uma das peças listadas possui características diferentes. O item que lista apenas um trecho simples de tubo é : "Tubo rígido com

ponta lisa". Adota-se sempre este tipo de tubo, alterando-o apenas quando necessário.

DETALHE SANITÁRIO S1

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Uma vez informados os dados referentes ao tubo, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o primeiro ponto do tubo. ƒ Selecione o ponto extremo da linha que chega dentro do box (vide figura). ƒ Selecione o ponto oposto da mesma linha. ƒ Selecione a intersecção com a linha horizontal, logo acima. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Primeiros tubos adicionados

Inserindo o próximo trecho Será adicionado, agora, o ramal que parte da pia. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (use um diâmetro de 40 mm, pelo mesmo motivo): ƒ Selecione o ponto extremo da linha que chega na posição da pia. ƒ Selecione o ponto oposto da mesma linha. ƒ Selecione a intersecção com a linha vertical, logo à direita. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Primeiros tubos adicionados

Inserindo os demais tubos de esgoto Será adicionado, agora, o ramal que parte da caixa sifonada e liga-se com a tubulação do vaso sanitário. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior: ƒ Selecione a intersecção entre os dois tubos recém-lançados. ƒ Selecione a intersecção logo à direita. ƒ Selecione a conexão com a linha inclinada, à direita. ƒ Selecione a intersecção com a linha horizontal logo abaixo. ƒ Pressione para encerrar o comando.

DETALHE SANITÁRIO S1

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Ramal adicionado

Inserindo o tubo no vaso sanitário Adiciona-se agora, o ramal que parte do vaso sanitário e liga-se com a tubulação que deve passar na parte externa da edificação (lembre-se, que se está no Térreo). Desta vez, como já sa sabe, mesmo antes de dimensionar, que o diâmetro de 40 mm será insuficiente, usa-se diretamente um diâmetro de 100 mm. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo:. ƒ Escolha o diâmetro de 100 mm e a peça "Tubo rígido c/ ponta lisa" (não se esqueça de pressionar o botão "Atribuir"). ƒ Pressione OK para iniciar o comando. ƒ Selecione o ponto inicial da linha no centro do vaso sanitário. ƒ Selecione a intersecção com o tubo recém adicionado, logo à direita. ƒ Selecione o ponto final da mesma linha. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Ramal adicionado

Inserindo o coletor predial Uma vez que se está no pavimento Térreo, o tubo de queda TQ-1 definido receberá contribuições de esgoto do pavimento superior. Esta contribuição deve ser escoada também para a tubulação externa da edificação. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (diâmetro de 100 mm): ƒ Selecione a coluna TQ-1. ƒ Selecione o ponto final do tubo que parte do vaso sanitário. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Coletor para o tubo de queda

Inserindo o ramal de ventilação Adiciona-se agora o ramal de ventilação, que parte da intersecção situada entre a caixa sifonada e a tubulação do vaso sanitário e liga-se à coluna de ventilação. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Diálogo de inserção do tubo

Para este novo ramal, adota-se: ƒ Rede:"Ventilação". ƒ Diâmetro: 50 mm. ƒ Inclinação: 0% (esta informação não é relevante para os ramais de ventilação). ƒ Peça: "Tubo rígido c/ ponta lisa". Pressionando-se OK, o programa solicita a definição do primeiro ponto do tubo: ƒ Selecione a intersecção situada logo à direita da posição definida para a caixa sifonada. ƒ Selecione a intersecção da linha inclinada com a linha horizontal logo acima. ƒ Selecione a coluna CV-1. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Ramal de ventilação

9 Note que os tubos foram inseridos com uma cor e níveis diferentes dos de esgoto. Isto porque existe uma configuração que define o nível

onde será inserido cada tipo de elemento (tubos, textos dos tubos, conexões, etc), que também é diferenciada para cada Rede existente no projeto, que é a configuração Níveis Padrão.

7.3 Eliminando as linhas auxiliares Uma vez que todos os tubos do detalhe já foram inseridos, as linhas auxiliares utilizadas não são mais necessárias. É interessante excluí-las agora para melhorar a visualização do desenho. Uma forma de fazer isto seria utilizar novamente o comando Manipular-Apagar, como feito nos detalhes isométricos. Desta vez, contudo, resolve-se isto de forma um pouco diferente, para ilustrar as diversas possibilidades abrangidas pelo programa. Como existem muitas linhas e os tubos sobrepõem-se a elas em muitos pontos, é uma operação um pouco trabalhosa. Ao invés disto, procede-se da seguinte forma: ƒ Feche a janela de detalhe, voltando ao croqui do pavimento Térreo. ƒ Exclua o detalhe, usando o comando Manipular-Apagar. ƒ Insira novamente o detalhe na mesma posição, usando o comando Sanitário-Detalhe.

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Região do detalhe

ƒ Pressione o botão "Abrir", gerando novamente o detalhe, com todos os tubos definidos, mas sem as linhas que foram adicionadas.

Detalhe gerado novamente

9 Isto foi feito para ilustrar uma propriedade muito importante das janelas de detalhe: a estrutura da tubulação se mantém em todas as jane-

las (como ilustrado ao gerar diversos detalhes isométricos sobre os mesmos tubos), mas as edições do desenho final são feitas em cada janela. A inclusão de linhas, textos ou a modificação dos elementos associados a tubos e conexões é válida apenas para a janela corrente.

7.4 Inserindo os aparelhos sanitários O próximo passo na definição da rede de esgoto é a definição dos aparelhos sanitários. Esta operação é análoga à definição das peças de utilização nos detalhes hidráulicos. Isto porque a este elemento associam-se as informações necessárias para dimensionamento, que são as contribuições sanitárias. Para representar este tipo de elemento, existe um elemento específico, o Aparelho sanitário, que é uma conexão com propriedades específicas que a identificam como um ponto de contribuição de esgoto. Como primeiro ponto, vamos definir o ralo dentro do box: ƒ Acesse o comando Sanitário-Aparelho sanitário. A linha de comando indica "Aparelho sanitário-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo na região do box. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. ƒ Selecione a peça "Chuveiro residencial" e pressione o botão "Atribuir".

DETALHE SANITÁRIO S1

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ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão final do tubo na região da pia. Será aberto novamente um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, contendo as mesmas peças da conexão anterior. ƒ Note que existem diversas peças semelhantes à desejada, variando apenas na simbologia. Selecione a peça "Lavatório de uso geral - 40 mm - 315º" e pressione o botão "Atribuir". ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão que representa o vaso sanitário. Será aberto novamente um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, mas agora contendo as peças específicas para as tubulações de 100 mm.

Diálogo Definir Peças

ƒ Selecione a peça "Vaso sanitário c/ J90º com visita" e pressione o botão "Atribuir". ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição para os elementos:

Aparelhos sanitários

9 Dica: Para facilitar a visualização do desenho, pode-se alterar as cores dos desenhos das peças. Para isto, acesse a tecla

, selecione "Todos", execute um duplo clique sobre os níveis "Símbolos" e "Símbolos int" (ao final da lista) e altere as cores. Como sugestão, pode-se utilizar magenta e roxo, respectivamente. 9 Importante: Posteriormente, para a plotagem do arquivo, é interessante que as propriedades dos tubos e desenhos das peças sejam i-

guais, já que as cores das linhas definem as suas espessuras. Para isto, é necessário acessar novamente o comando priedades originais.

e retornar às pro-

7.5 Dimensionando os tubos Apenas após definir os aparelhos sanitários é que se pode fazer o dimensionamento dos tubos que pertencem às redes de Esgoto e Ventilação. Assim como no caso da rede de Água fria, os dados para dimensionamento são cadastrados no programa e foram atribuídos aos elementos quando definidos os aparelhos sanitários.

Fazendo as verificações Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo a contribuição total em cada trecho de tubulação. Utiliza-se, então, o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa deve emitir uma mensagem de erro no encontro da tubulação do vaso sanitário com o coletor predial. Neste caso, isto ocorre porque não foi finalizado o lançamento, portanto, ignora-se este aviso e segue-se com o dimensionamento.

DETALHE SANITÁRIO S1

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9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

Dimensionando Para dimensionar os tubos lançados: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

9 DICA: Mova o diálogo para o lado da janela e pressione o botão "Mostrar" para indicar o elemento sendo dimensionado. Deve-se notar: ƒ Na janela de mensagens, o programa indica que foram encontradas duas fontes de contribuição. A janela de mensagens indica exatamente os dados associados ao elemento (obtidos automaticamente do cadastro) e os dados para dimensionamento. ƒ O diâmetro atual é de 40 mm e o calculado é de 50 mm. Pressionando-se "Atribuir", o diâmetro do tubo é alterado para 50 mm, alterando-se também a peça associada. Automaticamente o programa passa a apresentar o tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Os próximos dois tubos também pertencem ao ramal que parte da caixa sifonada e chega até a tubulação do vaso sanitário e também devem ser alterados para 50 mm. O último tubo apresenta uma situação diferente: este é o tubo que liga o tubo de queda à tubulação externa (a qual ainda não foi lançada). Como o pavimento de cima não foi lançado, não existe nenhuma contribuição e o programa sugere um diâmetro mínimo. Neste caso, apenas pressione o botão "Fechar" e deixe o tubo como está.

Diálogo de dimensionamento dos tubos - Dados incompletos

9 Não há problema em deixar parte da tubulação a ser confirmada. Ao final, será feita uma verificação no projeto inteiro para detectar todos

os tubos que ainda apresentarem diâmetro diferente do calculado.

Com isto, tem-se o seguinte trecho com diâmetro alterado de 40 mm para 50 mm:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Trecho alterado

7.6 Inserindo a caixa de passagem A sistemática de definição dos detalhes sanitários é semelhante à dos detalhes hidráulicos: ƒ Primeiro, definir o traçado da tubulação, inserindo tubos e conexões; ƒ Depois, definir os pontos de utilização (no projeto hidráulico, as peças de utilização, e no projeto sanitário, os aparelhos sanitários), de forma a prover as informações necessárias para o cálculo; ƒ Dimensionar os tubos; ƒ Definir as demais conexões especiais (no caso do projeto hidráulico, definiu-se a posição dos registros); ƒ Por último, definir as demais peças. Neste detalhe sanitário, existe também uma conexão especial a ser informada (análoga aos registros no projeto hidráulico), que é a caixa de passagem, definida no ponto de ligação com a tubulação externa. Este ponto é representado por um elemento especial, a Caixa de Passagem, e será definida da seguinte maneira: ƒ Acesse o comando Sanitário-Caixa de passagem. A linha de comando indica "Caixa de passagem-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão que está situada na parte externa da edificação, ligando a tubulação do tubo de queda e do vaso sanitário. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. Note que não será encontrada nenhuma peça. ƒ Desligue os itens de filtro "Sentido do fluxo", "Ângulos", "Diâmetros" e "Nº de entradas". Note que ainda não será listada nenhuma peça. 9 Não é recomendável desligar o filtro "Tipo", a não ser em situações muito específicas. Com o filtro "Nº de entradas" desligado, já se tem lis-

tadas todas as peças do tipo Caixa de passagem no material escolhido.

ƒ Selecione o material "Caixas de passagem" (seria possível também desligar o filtro "Material"). Note que agora serão listadas diversas peças.

Diálogo Definir Peças

9 Este tipo de peça não tem uma geometria fixa, podendo ter um número variável de entradas. Por isto, dificilmente pode-se identificá-la au-

tomaticamente. Todavia, ao desligar-se os itens de filtro, pode-se ter acesso a todo o cadastro. ƒ Selecione a peça "Caixa inspeção esgoto simples" e pressione o botão "Atribuir". ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se a seguinte disposição:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Caixa de passagem

7.7 Definindo as peças das colunas No caso dos detalhes sanitários, é mais clara a necessidade de se definir as conexões simples que ainda não tiveram suas peças atribuídas. Além de não serem computadas nas listas de materiais, elas ainda não têm uma simbologia associada. Mais informações sobre as peças associadas Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui. Altere novamente o material para "PVC Esgoto".

Peças encontradas

A primeira conexão deve ser a coluna TQ-1. Note que o programa trouxe do cadastro três peças possíveis (Curva 90 curta, Curva 90 longa e Joelho 90). A decisão, neste ponto, é do usuário, ao escolher entre duas peças que podem ser efetivamente usadas na montagem da tubulação. Para as conexões sanitárias, esta escolha é simplificada pela exibição da simbologia associada a cada peça. ƒ Para este exemplo, selecione "Curva 90 curta" e pressione "Atribuir". ƒ Pressione o botão "Fechar" para encerrar o comando por enquanto e verificar o símbolo inserido.

Simbologia inserida

9 Note o que pode ser obtido usando as potencialidades do cadastro deste programa: a partir da situação lançada no desenho (uma coluna

com um tubo de 100 mm associado), o programa pôde listar as peças corretas, posicionar o símbolo na posição e ângulos corretos e ainda ajustar as linhas do tubo. Isto é possível sempre que for encontrada uma situação cadastrada (e lançada corretamente).

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Atribuindo a coluna de ventilação Para atribuir as peças restantes, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. A primeira conexão deve ser a coluna CV-1 e a peça a ser lançada é "joelho 90coluna". O programa não apresenta esta opção. ƒ Desative o filtro "Sentido do fluxo". Note como agora a peça desejada é listada. 9 Isto ocorre porque não foi cadastrada uma peça exatamente igual. Proceda desativando itens do filtro.

Diálogo Definir Peças

9 Isto ocorre porque esta peça foi cadastrada com o fluxo saindo dela (aplicação em esgoto) e a coluna CV-1 tem um tubo entrando nela.

Desativando a verificação do sentido do fluxo, as peças puderam ser listadas.

ƒ Para este exemplo, selecione "Joelho 90 - coluna" e pressione "Atribuir". ƒ Pressione o botão "Fechar" para encerrar o comando por enquanto e verificar o símbolo inserido.

Simbologia inserida

7.8 Definindo as demais peças Para atribuir as peças restantes, acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. A primeira conexão deve ser a curva em 45º próxima à caixa sifonada. 9 Em primeiro lugar, ligue novamente todos os itens do Filtro. Deve-se sempre tentar identificar as peças exatamente antes de usar o filtro. ƒ Para este exemplo, selecione "Joelho 45 - 40 mm" e pressione "Atribuir". ƒ Automaticamente o programa passa à próxima peça, que deve ser a própria caixa sifonada. Mais uma vez, nenhuma peça será listada. 9 Isto ocorre pelo mesmo motivo da caixa de passagem: este tipo de peça possui um número variável de entradas possíveis, não sendo i-

dentificada automaticamente.

DETALHE SANITÁRIO S1

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ƒ Altere o material para "PVC Acessórios" e desligue o filtro "Nº de entradas". Agora será listado um grande número de peças.

Diálogo Definir Peças

ƒ Para este exemplo, selecione "Caixa sifonada - 100x100x50" e pressione "Atribuir". ƒ Pressione o botão "Fechar" para encerrar o comando por enquanto e verificar os símbolos inseridos.

Simbologia inserida

Inserindo as demais peças Para atribuir as peças restantes, acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. A primeira conexão deve ser a curva em 45º próxima à caixa sifonada. 9 Em primeiro lugar, ligue novamente todos os itens do Filtro. Deve-se sempre tentar identificar as peças exatamente antes de usar o filtro.

Atere novamente o material para "PVC Esgoto".

ƒ Para este exemplo, selecione "Joelho 45 - 40 mm" e pressione "Atribuir". ƒ Automaticamente o programa passa às demais peças, para as quais deve-se proceder da mesma forma. Quando necessário, pode-se desligar os itens de filtro desejados. Serão inseridos três joelhos 45º, uma junção 45º com redução (na ligação com a tubulação do vaso sanitário) e um ramal de ventilação 45º. ƒ Ao final, pressione "Fechar" para encerrar o comando. Dois pontos devem ser comentados: ƒ A peça que representa o ramal de ventilação a 45º, como pode ser notado no desenho, é constituída de um Tê 90º com um Joelho 90º acoplado em sua parte superior. A lista de materiais listará os dois itens separados e não um "Ramal de ventilação", que é apenas a denominação interna dada à composição. ƒ O mesmo ocorre com a redução 45º na ligação com a tubulação que sai do vaso sanitário, que é composta por uma Junção 45º 100 mm e uma Luva de redução 100-50 mm. Ao final, tem-se as seguintes simbologias inseridas:

Simbologia inserida (textos desligados)

DETALHE SANITÁRIO S1

95

7.9 Ajustando o desenho Observando a posição das peças Pode-se notar, neste exemplo, uma situação bastante usual em projeto: após definir os tamanhos reais das conexões, observou-se que o posicionamento utilizado no lançamento unifilar não estava correto. Ao inserir a simbologia da redução 45º, notou-se que o seu tamanho é maior que o espaço disponível.

Problema no desenho das peças

Desligando os níveis dos textos Em primeiro lugar, pode-se notar que a visualização do desenho está complicada neste ponto, com muitos elementos sobrepostos. Para resolver este tipo de situação, os desenhos são sempre elaborados em níveis, que podem ser visualizados de forma independente. Desta forma, os textos estão em um nível, as peças em outro, os eixos em outro e assim por diante. Em segundo lugar, deve ser observado que o programa faz esta separação automaticamente, baseado no que está definido na configuração Níveis Padrão. Desta forma, a primeira coisa que será feita é desligar os níveis que contém os textos dos tubos. Pode-se acessar a configuração de níveis, como feito anteriormente, mas existe um caminho mais rápido: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Desligar nível. ƒ Selecione um dos textos dos tubos de esgoto e pressione para encerrar o comando. Note que apenas uma parte dos textos dos tubos de esgoto desapareceu. Isto porque o programa separa em níveis distintos cada rede existente no projeto. ƒ Acesse novamente o comando Ferramentas-Desligar nível. ƒ Selecione um dos textos restantes e pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se um desenho mais claro, com menos indicações:

Textos desligados

Movendo a conexão com problema Em primeiro lugar, é preciso reposicionar a conexão que está com as peças sobrepostas. Pode-se observar que a tubulação do vaso sanitário (com 100 mm) não deveria ser movida, permanecendo a redução 45º no lugar onde está. Tente mover a tubulação da caixa sifonada, logo acima, por ter um posicionamento mais livre. O primeiro passo é mover a conexão em si. Deve-se mover a conexão (determinada pelos eixos) e não apenas as simbologias. Para isto: ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. ƒ Selecione a conexão que está com a simbologia sobreposta (pode ser interessante usar um zoom bastante próximo). 9 Com apenas um clique do mouse, podem ser selecionados ou não diversos elementos: a conexão, os símbolos e os tubos ligados. Não

há problema. Ao mover a conexão, todo o desenho será ajustado.

9 Dica: caso você selecione inadvertidamente outro elemento (por exemplo, a simbologia da junção 45º logo abaixo, que estará sobreposta),

basta selecionar o elemento que se deseja remover da seleção mantendo a tecla pressionada.

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na barra de ferramentas do CAD. ƒ Ative a ferramenta Ortogonal, pressionando o botão ƒ Mova a conexão acima e à esquerda, até que os símbolos não estejam mais sobrepostos (este posicionamento é apenas visual, não é necessário grande precisão, mantendo-se apenas os ângulos). Com isto, obtem-se a posição correta para esta conexão:

Conexão reposicionada

Ao mover esta conexão, todavia, o restante do traçado, em direção à caixa sifonada, passou a estar incorreto:

Traçado incorreto

Definindo as novas posições Ao mover a conexão que estava com problema, passou-se a ter um traçado incorreto no restante da tubulação. Este traçado precisa ser corrigido agora, porém não mais de forma visual. Mover as conexões para cima até atingir visualmente a posição correta causaria ângulos incorretos, diferentes dos ângulos de 90º e 45º previamente definidos.

Desligando os níveis das peças Para mover as conexões, pode-se trabalhar apenas com os eixos das peças e não com sua visualização completa. Ao mover-se uma conexão, a simbologia será movida também. Desta forma, a primeira coisa que será feita é desligar os níveis que contém o desenho das peças. Para isto, pode-se fazer o mesmo que foi realizado com os textos: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Desligar nível. ƒ Selecione uma das linhas de seção dos tubos de esgoto e pressione . ƒ Repita o processo, selecionando uma das linhas de seção dos tubos de ventilação, depois uma das peças e assim por diante, até que sobrem apenas os eixos. 9 Caso seja desligado algum nível indevidamente, basta executar o comando Manipular-Desfazer para voltar à situação anterior. Ao final, tem-se um desenho contendo apenas o necessário para posicionar as peças:

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Simbologias desativadas

Uma forma mais rápida de fazer isto Devido à enorme quantidade de níveis utilizados no projeto, pode ser trabalhoso ligar e desligar grande número de níveis. Por isto, existe um recurso no programa que permite fazer estas operações em blocos predefinidos: os perfis de níveis. A idéia básica é gravar o estado atual dos níveis (por exemplo, gravar como está agora, apenas com os eixos visíveis), para que seja possível obter esta mesma visualização, mais tarde, apenas escolhendo o perfil gravado, ao invés de desligar novamente os níveis um a um. Pode-se acessar o perfil de níveis na barra de ferramentas do CAD (a primeira caixa de seleção). Ao escolher um perfil, os níveis da janela passam a refletir o perfil gravado. Quando algum nível é alterado manualmente (como foi realizado para os textos), esta caixa passa a indicar "Personalizado"

Perfil de níveis corrente

O programa cria, como padrão, os seguintes perfis predefinidos: ƒ Geral: todos os níveis estão ligados. ƒ Planta baixa: apenas os níveis destinados à planta estão ligados (fala-se sobre os níveis destinados à planta mais tarde). ƒ Planta baixa - Hidro: apenas os níveis de tubulação hidráulica destinados à planta estão ligados. ƒ Planta baixa - Sani: apenas os níveis de tubulação sanitária destinados à planta estão ligados. ƒ Modelo: apenas o traçado unifilar está ligado, sem indicações de texto nem simbologias. ƒ Detalhe sanitário final: o desenho unifilar fica desligado, mantendo-se as peças, para desenho final dos detalhes sanitários. Pode-se ilustrar isto da seguinte maneira: ƒ Altere o perfil de níveis para "Geral" e veja como todos os níveis voltam a estar ligados. ƒ Altere o perfil de níveis para "Modelo" e veja como todos os de textos e seção passam a estar desligados. O uso dos perfis de níveis pode facilitar muito o trabalho com o desenho. O usuário pode definir outras situações e gravá-las para uso posterior.

Traçando linhas auxiliares Como o posicionamento das conexões a serem alteradas não é passível de ser feito com informação de pontos existentes nem por coordenadas, o mais simples é criar linhas auxiliares que definam as novas posições. Para isto: ƒ Verifique se a captura de pontos ligada é a correta. Utilize a captura "Intersecção". Para isto, o botão pressionado.

, na barra de ferramentas do CAD, deve estar

9 A captura de pontos em si não foi alterada nenhuma vez até o momento. Foi apenas utilizada uma ferramenta de captura. Isto está sendo

relembrado apenas para reforçar este conceito. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ

Verifique se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado). Acesse o comando Construir-Linha. Selecione a conexão recém-movida como ponto inicial (será interessante usar um zoom bastante próximo). Selecione um ponto qualquer bem à esquerda como ponto final e pressione para encerrar o comando. Acesse novamente o comando Construir-Linha. Selecione a conexão que representa a caixa sifonada como ponto inicial.

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ƒ Selecione um ponto qualquer acima da parede superior como ponto final e pressione para encerrar o comando. ƒ Repita o processo criando uma linha da intersecção da linha auxiliar com o tubo próximo à pia até um ponto acima da parede superior. ƒ Repita o processo criando uma linha da intersecção da linha auxiliar com o tubo do ramal de ventilação até um ponto acima da parede superior. Com estas quatro linhas, tem-se todos os pontos necessários para definir as novas posições das conexões:

Linhas auxiliares

Movendo as conexões Uma vez definidos os pontos finais das conexões, pode-se movê-las. Neste exemplo, cada uma das três conexões envolvidas será movida em uma direção diferente. Para mover a primeira conexão: ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. A linha de comando passa a indicar "Mover-Selecione elementos". ƒ Selecione a conexão à esquerda da caixa sifonada e pressione para confirmar a seleção. A linha de comando passa a indicar "Mover-Ponto de referência". ƒ Selecione a própria conexão a ser movida como ponto inicial do deslocamento. A linha de comando passa a indicar "Mover-Outro ponto". ƒ Selecione a intersecção logo à esquerda como ponto final. Com isto, tem-se a seguinte posição:

Conexão reposicionada

Para mover as outras duas conexões, o procedimento é o mesmo: ƒ Acesse novamente o comando Manipular-Mover e selecione a caixa sifonada. ƒ Selecione própria conexão como ponto inicial do deslocamento e a intersecção logo acima como ponto final. ƒ Acesse novamente o comando Manipular-Mover e selecione próxima conexão à direita. ƒ Selecione a própria conexão como ponto inicial do deslocamento e a intersecção logo acima como ponto final. Ao final, pode-se utilizar o comando Manipular-Apagar para excluir as linhas auxiliares, obtendo o seguinte resultado:

Conexões reposicionadas

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9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Esta importante verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades.

ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. O programa apresentará dois avisos de proximidade, que podem ser desconsiderados, pois não constituem problemas de conectividades no projeto. 9 Deve-se sempre verificar nos lançamentos se a indicação de proximidade realmente é um problema em que os tubos não estão conecta-

dos, ou se apenas é uma proximidade de conexões. A união deve ser realizada em caso de tubos não conectados.

Movendo o ramal de ventilação Após mover as conexões, pode-se visualizar novamente as peças para verificar as novas posições. Para isto, basta alterar o perfil de níveis corrente para "Geral", ativando novamente todos os níveis. Pode-se observar que, na ligação da tubulação de esgoto com o ramal de ventilação, existe um trecho muito pequeno de tubo, que pode ser considerado desnecessário. Na prática, pode-se conectar diretamente a saída para ventilação com o joelho 45º logo à direita.

Trecho de tubo muito curto

Para fins de projeto, é suficiente mover a saída para ventilação um pouco para a direita, conectando-a com o joelho. Este caso é um pouco mais simples que o anterior: basta mover simultaneamente esta conexão e a que está logo acima e os ângulos entre os tubos serão mantidos : ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. ƒ Selecione a conexão que representa a saída de ventilação e a conexão imediatamente posterior no ramal de ventilação. Pressione para confirmar. ƒ Informe um ponto qualquer como referência (não é necessário capturar nenhum ponto, pois este posicionamento será feito de forma apenas visual). ƒ Informe um ponto um pouco à direita do original, de tal forma que os desenhos das duas conexões fiquem próximos um do outro. Com isto, obtém-se:

Conexão reposicionada

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Esta importante verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades.

ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. O programa apresentará dois avisos de proximidade, que podem ser desconsiderados, pois não constituem problemas de conectividades no projeto.

Finalizando Mostra-se mais uma vez o uso dos perfis de níveis. Agora se deseja desligar os textos, da mesma forma como foi realizado anteriormente. Não existe um perfil predefinido para isto, mas é muito fácil fazê-lo: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Desligar nível. ƒ Selecione um dos textos dos tubos de esgoto e um dos textos dos tubos de ventilação. ƒ Pressione para encerrar o comando.

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Com isto, tem-se a visualização desejada:

Novo perfil de níveis

Para gravar este perfil: ƒ Acesse o comando Configurações-Níveis de desenho. Será aberto um diálogo no qual podem ser configurados vários itens para os níveis, podendo-se ligá-los ou desligá-los um a um. ƒ Pressione o botão "Gravar perfil". Será aberto um diálogo perguntando o nome do perfil a ser criado. ƒ Digite "Detalhe sem textos" e pressione OK. ƒ Pressione OK para fechar a configuração. 9 Com isto, este estado dos níveis foi gravado, podendo ser facilmente utilizado em outro detalhe.

Redefinindo as peças Uma verificação feita automaticamente pelo programa é o fato de que ele registra quais conexões foram atribuídas e quais não, bem como quais necessitam ser revisadas devido a alguma modificação. Neste caso, como diversas conexões foram movidas, o programa registrou todas as peças envolvidas como "pendentes" para que sejam forçosamente revisadas pelo usuário. Por isso, acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo solicitando a redefinição das diversas peças das conexões que foram alteradas. Neste exemplo, nenhuma peça foi realmente modificada (pois se mantiveram os ângulos e diâmetros). Portanto, basta localizar novamente a mesma peça atribuída antes e pressionar o botão "Atribuir". Ao final, deve-se pressionar o botão "Fechar" para fechar o diálogo. 9 Caso alguma peça não seja identificada da mesma maneira que antes, significa que algo foi feito errado durante a manipulação das cone-

xões, fazendo com que os ângulos entre as peças fossem alterados.

7.10 Colocando luvas nos tubos Até o momento, foram lançados os tubos e definidas as conexões corretas em cada ponto. Todavia, pode-se observar no desenho que este ainda não está completo. Em tubulações de PVC para esgoto, o encaixe dos tubos é feito através de bolsas dispostas nas conexões ou no próprio tubo. O encaixe é feito sempre de uma ponta lisa com uma bolsa e, preferencialmente, de tal forma que a bolsa situe-se no início do tubo. O posicionamento destas bolsas não é automático, visto ser diferente com o tipo de conexão (que pode ser composta por diversas peças) e com o diâmetro das peças. A idéia básica, neste programa, é a seguinte: ƒ Os tubos são inicialmente definidos com as duas pontas lisas (foi isto o que foi realizado, ao escolher a peça "Tubo rígido com ponta lisa" no diálogo de inserção do tubo); ƒ As conexões são definidas e posicionadas, com suas peças definindo bolsas em algumas extremidades e outras não; ƒ Observa-se os trechos de tubo e define-se visualmente quais necessitam de bolsas adicionais; ƒ Insere-se a simbologia necessária para a bolsa no próprio tubo, escolhendo-se uma nova peça adequada. 9 Através deste procedimento, não é alterada a conexão nem inserida uma peça independente. A filosofia de uso do programa não sugere

jamais a definição de elementos independentes do traçado unifilar.

Neste exemplo, pode-se observar diversos pontos que necessitam de bolsas adicionais e outros não. Por exemplo, a tubulação que sai do vaso sanitário tem, em seu trecho inicial, uma bolsa já disposta na própria conexão, não sendo necessário incluir outra no tubo, e uma conexão em ponta lisa logo adiante, necessitando de uma bolsa adicional no início do tubo.

Trecho de tubulação

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Portanto, é necessário alterar o trecho de tubo à direita para incluir uma bolsa em seu início. Isto deve ser feito alterando-se a peça associada ao tubo para outra que tenha esta característica (e não incluindo um símbolo à parte ou uma conexão adicional). Para alterar a peça do tubo, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione o tubo da direita e pressione para confirmar a seleção. Será aberto um diálogo que permite alterar a peça do tubo.

Diálogo Definir Peças

ƒ Observe que existem três possibilidades para o tubo ("Ponta-bolsa c/ virola", "Rígido c/ ponta lisa" e "Rígido c/ ponta lisa e luva simples"), tendo a primeira e a terceira um símbolo de bolsa associado. 9 Estas definições não são feitas pelo programa, mas livremente cadastradas pelo usuário. Acessando-se a configuração Peças Sanitárias,

pode-se ver como estas peças foram cadastradas:

9 "Ponta-bolsa c/ virola": define um item de tubo com ponta e bolsa e um símbolo associado. 9 "Rígido c/ ponta lisa": define um item de tubo com as duas pontas lisas e sem símbolo associado. 9 "Rígido c/ ponta lisa e luva simples": define também um item de tubo com as duas pontas lisas, mas com um item adicional de luva e

um símbolo associado.

9 Sinteticamente, tem-se um tubo simples, sem bolsas, usado até o momento, e duas possibilidades para inclusão da bolsa: uma peça que

define um tubo já com a bolsa associada e outra que define um tubo liso ao qual é anexada uma luva para compor a bolsa. Na prática, devido ao comprimento dos tubos comerciais ser fixo, existem sobras para os tubos comprados com bolsa que se tornam lisos nas duas pontas. Neste exemplo, vamos utilizar a terceira opção, "Rígido c/ ponta lisa e luva simples", que incluirá a bolsa no desenho e uma luva adicional na Lista de Materiais. ƒ Escolha a peça "Rígido c/ ponta lisa e luva simples" e pressione o botão "Atribuir". Com isto, será incluído o desenho da simbologia cadastrada no início do tubo:

Bolsa adicionada

9 Note que a simbologia foi adicionada na posição correta, já na intersecção com a conexão existente, e que as linhas da seção do tubo fo-

ram automaticamente ajustadas.

Incluindo as demais bolsas O mesmo raciocínio aplica-se a todos os demais tubos no detalhe. Visualmente, observa-se os pontos que necessitam de luvas adicionais e altera-se a peça do tubo. Portanto: ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione o tubo que sai da coluna TQ-1 até a caixa de passagem e o ramal de ventilação horizontal. ƒ Altere ambas as peças para "Rígido c/ ponta lisa e luva simples". Com isto, tem-se a seguinte modificação:

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Bolsas adicionadas

7.11 Apagando os textos Para terminar o detalhe, alguns ajustes no desenho devem ser feitos. Observa-se uma expressiva sobreposição entre as indicações de texto e o desenho. Neste ponto, o critério de indicação passa a ser quase pessoal. Evidentemente, não são necessários todos os textos incluídos pelo programa. Apenas parte deles é efetivamente necessária para compreensão do detalhe.

Detalhe com sobreposição das informações

9 Observa-se aqui uma característica importante do programa: os elementos de texto adicionados não são independentes, mas sim associ-

ados aos tubos. Quando redimensionamos os tubos de 40 para 50 mm, por exemplo, os textos foram automaticamente alterados. Mas isto não significa que os textos não possam ser manipulados separadamente. Pode-se movê-los ou apagá-los sem afetar os próprios tubos e conexões. Para diminuir a quantidade de informações no detalhe, pode-se ainda, aplicar o comando Otimizar indicações e configurar os itens que definem os critérios utilizados. Desta forma, se estará agilizando o trabalho, resolvendo este problema manualmente. Pode-se então, acessar o comando Elemento–Tubos-Otimizar indicações, selecionar uma janela que inclua todo o detalhe e pressionar . Será aberto um diálogo de configurações dos critérios utilizados pelo comando:

Diálogo Otimizar indicações

Mantenha todos os itens ativos, como indica a figura acima, e pressione OK. A otimização será executada e o desenho ficará como apresentado abaixo:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Textos modificados

Através dos comandos Mover e Apagar do menu Manipular, pode-se alterar algum texto que ainda não esteja de acordo. Se algum texto importante tiver sido retirado, utilize o comando Elementos - Reinicializar textos e selecione o tubo correspondente. Todas as informações estarão novamente descritas, podendo ser alteradas manualmente. Usualmente, os detalhes sanitários são representados apenas pelo desenho das peças, sem a parte unifilar. Por isto, existe um perfil de níveis padronizado com este tipo de exibição. Para utilizá-lo, simplesmente escolha o item "Detalhe-Impressão" na caixa de seleção de perfis de níveis.

7.12 Inserindo a lista de materiais Novamente, inclua uma lista de materiais no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho. ƒ Informe a posição da lista um pouco à direita do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). 9 Após inserir a lista, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Lista de materiais no desenho

Deve-se notar que: ƒ o usuário define uma Peça para cada elemento hidro-sanitário (tubos e conexões), mas cada peça pode ter diversos Itens associados, sendo estes incluídos na lista de materiais (note, por exemplo, que os adaptadores necessários para ligação do registro já estão incluídos automaticamente na lista). ƒ são listados todos os elementos presentes na janela (no caso, todo o conteúdo do detalhe), sem necessidade de seleção. ƒ esta lista também é um elemento gráfico inteligente, que é desenhado como um elemento único e não como textos e linhas individuais.

7.13 Inserindo a legenda Novamente, inclua uma legenda no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda à direita da lista de materiais (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda) 9 Após inserir a legenda, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

DETALHE SANITÁRIO S1

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Legenda no desenho

7.14 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter o seguinte detalhe sanitário gerado:

Detalhe S1

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento, para especificar o arquivo que está sendo trabalhado. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 6).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE SANITÁRIO S2

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8. Detalhe sanitário S2 8.1 Criando o detalhe É lançada agora a tubulação sanitária da cozinha e área de serviço no pavimento Térreo. Neste caso, tem-se apenas uma coluna ligando este pavimento ao pavimento Superior, que é a coluna de ventilação CV-2.

Criando um detalhe sanitário Para criar um detalhe sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Sanitário-Detalhe. A linha de comando passa a indicar "Detalhe-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Cria-se um detalhe na posição indicada na figura.

Região do detalhe

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Pressione o botão "Abrir" e será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, apenas em uma escala diferente.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Detalhe isométrico

9 Observe que a tubulação hidráulica lançada na mesma região não é exibida nesta janela. Cada tipo de detalhe (hidráulico ou sanitário)

contém apenas os elementos referentes ao tipo correto de projeto.

9 Se o item "Modo 2D", na configuração de projeto, estiver ativado, a elevação corrente da janela de detalhe indicará a "Elevação padrão" e

não será possível editá-la.

8.2 Criando linhas auxiliares Mais uma vez, materializa-se na planta todos os pontos que serão necessários para o traçado da tubulação. São estes os pontos de utilização e os vértices usados no caminho do tubo. O modo mais fácil de fazer isto é utilizar a ferramenta Ortogonal. O primeiro passo, portanto, é verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado). Com esta ferramenta ligada, o programa fará o traçado sempre em ângulos múltiplos de 45º.

Primeiras linhas auxiliares Para criar as primeiras linhas auxiliares: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. A linha de comando passa a indicar "Linha-Primeiro ponto". ƒ Selecione um ponto no centro da marca indicativa do tanque na parede. ƒ Selecione um ponto qualquer abaixo e à direita, um pouco fora do desenho do tanque (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Selecione um ponto qualquer abaixo, um pouco afastado do desenho da máquina de lavar (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Selecione um ponto qualquer à esquerda, suficientemente afastado da parede externa (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Pressione para encerrar o comando.

Linhas auxiliares

Demais linhas auxiliares As demais linhas podem ser definidas da mesma maneira, utilizando o comando Construir-Linha: ƒ Crie uma linha do ponto final da linha recém-criada até um ponto qualquer próximo à parte inferior do detalhe. ƒ Crie uma linha do ponto central das marcas da pia na parede até um ponto qualquer à esquerda da linha vertical recém-criada. ƒ Crie uma linha do ponto central da marca da máquina de lavar na parede até um ponto qualquer à esquerda da linha vertical recém-criada.

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ƒ Crie uma linha paralela à parede externa, iniciando pouco acima da linha horizontal auxiliar até um ponto qualquer abaixo da máquina de lavar. ƒ Crie uma linha da coluna de ventilação CV-2 até um ponto qualquer à esquerda da linha vertical recém-criada.

Demais linhas auxiliares

8.3 Inserindo os tubos de esgoto A inserção dos tubos neste detalhe é bastante simples, uma vez que foram definidos todos os pontos necessários, fornecidos pelas intersecções entre as linhas auxiliares traçadas.

Elevação corrente Observe que a elevação corrente da janela é 0 (zero) e não é possível editá-la. Isto ocorre devido à configuração no item "Modo 2D" em ConfiguraçõesPadrões. Este valor está configurado como "Elevação padrão" e os elementos do projeto sanitário serão todos inseridos nessa cota.

Inserindo o primeiro trecho Adiciona-se um tubo partindo do tanque. Para isto, acesse o comando Sanitário-Tubo. Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence a conexão. Selecione "Esgoto". ƒ Material: material a ser adotado para o tubo. Escolha "PVC esgoto" como material padrão para as tubulações de esgoto. ƒ Diâmetro: este é o diâmetro que será utilizado para criar o tubo. 9 Para as tubulações de esgoto, é usual ter uma definição muito próxima do diâmetro que será adotado. Posteriormente, o dimensionamento

apenas verificará estes dados. Neste caso, como tem-se uma contribuição mínima, adota-se diretamente um diâmetro 40 mm.

ƒ Inclinação: inclinação do tubo. Esta informação não tem característica geométrica, sendo usada apenas para indicação no tubo. Informe 2%. ƒ Repetições: Número de repetições do tubo. Neste caso utilizaremos somente um tubo, pois a contribuição de esgoto é pequena. ƒ Peça: neste caso, há mais de uma opção disponível. Isto porque existe mais de um tubo de 40 mm para esgoto sanitário cadastrado no projeto. 9 Cada uma das peças listadas possui características diferentes, como já exposto. O item que lista apenas um trecho simples de tubo é o

"Tubo rígido com ponta lisa". Adote inicialmente este tipo de tubo, alterando-o quando for necessária a inclusão de alguma bolsa.

Uma vez informados os dados referentes ao tubo, deve-se pressionar o botão “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o primeiro ponto do tubo. ƒ Selecione o ponto extremo da linha que chega na marca do tanque na parede externa. ƒ Selecione o ponto oposto da mesma linha. ƒ Selecione a intersecção com a linha horizontal, logo abaixo. ƒ Pressione para encerrar o comando. Este ponto, definido na intersecção das duas linhas, será utilizado para posicionar uma caixa sifonada. Sabendo que não existe tal peça com saída de 40 mm, altere o diâmetro do tubo para 50 mm deste ponto em diante. Para isto: ƒ Acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e altere o diâmetro do tubo para 50 mm, selecionando mais uma vez a peça "Tubo rígido com ponta lisa" ƒ Selecione o ponto final do tubo recém-criado. ƒ Selecione a intersecção com a linha vertical, logo à esquerda. ƒ Selecione a intersecção com a próxima linha vertical, logo à esquerda. ƒ Pressione para encerrar o comando.

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Primeiros tubos adicionados

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

Inserindo os demais tubos Adicione agora os demais ramais de esgoto. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (vamos usar o mesmo diâmetro de 50 mm): ƒ Selecione o ponto extremo da linha que chega na posição da pia. ƒ Selecione a intersecção com a linha vertical logo à esquerda. ƒ Selecione o ponto final da linha vertical. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Demais tubos adicionados

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Adiciona-se agora o último ramal de esgoto. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (use o mesmo diâmetro de 50 mm): ƒ Selecione o ponto extremo da linha que chega na posição da máquina de lavar. ƒ Selecione a intersecção com a linha vertical logo à esquerda. ƒ Pressione para encerrar o comando. O próximo ponto do tubo deveria ser adicionado diretamente à caixa de passagem que será definida na conexão no final do trecho logo acima (uma caixa de passagem não é, na prática, um elemento pontual). Como isto não está de acordo com a filosofia do programa, no qual cada conexão é representada por um ponto, simula-se isto através de um trecho de tubo fictício dentro da própria caixa, de tal forma que o fluxo seja definido corretamente. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (use o mesmo diâmetro de 50 mm): ƒ Selecione o ponto final do tubo recém-criado. ƒ Pressione a tecla ou o botão na barra de ferramentas do CAD, acessando a ferramenta Filtrar desenhos. Quando esta opção está ativada, todos os elementos não estruturais do desenho são desativados, ou seja, ficam visíveis mas não podem ser selecionados. 9 Isto é feito porque se deseja lançar um trecho de tubo sem capturar a linha existente, com seu ponto final sobre uma conexão existente,

que permanece sendo "capturável" quando esta opção está ativada.

ƒ Selecione um ponto qualquer um pouco à esquerda do ponto anterior. Note que a linha sob o cursor não será capturada. ƒ Selecione a intersecção entre a linha vertical extrema e a linha horizontal superior. ƒ Pressione para encerrar o comando. 9 Ao final, deve-se desligar a ferramenta Filtrar desenhos, pressionando novamente a tecla .

Demais tubos adicionados

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

8.4 Inserindo os tubos de ventilação Adiciona-se agora os ramais de ventilação necessários. Para isto, acesse novamente o comando Sanitário-Tubo e utilize os mesmos dados do tubo anterior (use o mesmo diâmetro de 50 mm), com exceção da rede, para a qual defina agora "Ventilação" e da inclinação, que utiliza-se 0%. Uma vez informados os dados referentes ao tubo, pressione o botão “OK” para iniciar o comando. O programa irá solicitar a inserção do ponto que define o primeiro ponto do tubo. ƒ Selecione o ponto central do tubo de esgoto horizontal mais superior. ƒ Selecione o ponto central do tubo de esgoto horizontal logo abaixo. ƒ Selecione a intersecção das duas linhas, logo abaixo. ƒ Selecione a coluna CV-1. ƒ Pressione para encerrar o comando.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Tubos de ventilação

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Esta importante verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos-Verificar-Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário procure o Departamento de Suporte.

8.5 Eliminando as linhas auxiliares Como todos os tubos do detalhe já foram inseridos, as linhas auxiliares utilizadas não são mais necessárias. É interessante excluí-las agora para melhorar a visualização do desenho. Utilize novamente o comando Manipular-Apagar, como feito nos detalhes isométricos. Como existem muitas linhas e os tubos sobrepõe-se a elas em vários pontos, é uma operação um pouco trabalhosa. Ao invés disto, proceda da seguinte forma: ƒ Feche a janela de detalhe, voltando ao croqui do pavimento Térreo. ƒ Exclua o detalhe, usando o comando Manipular-Apagar. ƒ Insira novamente o detalhe na mesma posição, usando o comando Sanitário-Detalhe.

Região do detalhe

ƒ Pressione o botão "Abrir", gerando novamente o detalhe, com todos os tubos definidos, mas sem as linhas que foram adicionadas.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Detalhe gerado novamente

9 Isto foi feito para ilustrar uma propriedade importante das janelas de detalhe: a estrutura da tubulação mantém-se em todas as janelas

(como ilustrado ao gerar diversos detalhes isométricos sobre os mesmos tubos), mas as edições do desenho final são feitas em cada janela. A inclusão de linhas, textos ou a modificação dos elementos associados a tubos e conexões é válida apenas para a janela corrente.

8.6 Inserindo os aparelhos sanitários O próximo passo na definição da rede de esgoto é a definição dos aparelhos sanitários. Esta operação é análoga à definição das peças de utilização nos detalhes hidráulicos. Isto porque a este elemento associam-se as informações necessárias para dimensionamento, que são as contribuições sanitárias. Para representar este tipo de elemento, existe um específico, o Aparelho sanitário, que é uma conexão com propriedades distintas que a identificam como um ponto de contribuição de esgoto. Como primeiro ponto, defina o tanque: ƒ Acesse o comando Sanitário-Aparelho sanitário. O linha de comando indica "Aparelho sanitário-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão final do tubo na região do tanque. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro.

Diálogo Definir Peças

Note que diversas peças foram listadas. Isto porque o programa procura identificar, no cadastro, uma peça com as exatas condições listadas, obtendo possibilidades diferentes. ƒ Selecione a peça "Tanque de lavar roupas - 40 mm - 225º" e pressione o botão "Atribuir". Note como a peça é inserida na rotação correta:

DETALHE SANITÁRIO S2

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Aparelho definido

ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão final do tubo na região da máquina de lavar. Será aberto novamente um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, contendo as mesmas peças da conexão anterior. ƒ Desta vez, será feito um exemplo um pouco diferente. Escolha uma peça para um diâmetro diferente ao do tubo lançado e verifique posteriormente o efeito disto no dimensionamento. Desligue o filtro "Diâmetros", permitindo ao programa listar um número maior de peças. ƒ Selecione a peça "Máquina de lavar roupas - 75 mm - 90º" e pressione o botão "Atribuir". ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão que representa a pia. ƒ Selecione a peça "Pia de cozinha residencial - 40 mm - 90º" e pressione o botão "Atribuir" 9 Note que agora escolheu-se uma peça com diâmetro menor que o tubo de 50 mm usado até o momento. Mais uma vez, o dimensiona-

mento dos tubos deve confirmar isto.

ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Pressione para encerrar o comando. Ao final, tem-se a seguinte disposição para os elementos:

Aparelhos sanitários

9 Dica: Para facilitar a visualização do desenho, pode-se alterar as cores dos desenhos das peças. Para isto, acesse a tecla

, selecione "Todos", execute um duplo clique sobre os níveis "Símbolos" e "Símbolos int" (ao final da lista) e altere as cores. Como sugestão, pode-se utilizar magenta e roxo, respectivamente. 9 Importante: Posteriormente, para a plotagem do arquivo, é interessante que as propriedades dos tubos e desenhos das peças sejam i-

guais, já que as cores das linhas definem as suas espessuras. Para isto, é necessário acessar novamente o comando priedades originais.

e retornar às pro-

8.7 Dimensionando os tubos Apenas após definir os aparelhos sanitários é que se pode fazer o dimensionamento dos tubos que pertencem às redes de Esgoto e Ventilação. Assim como no caso da rede de Água fria, os dados para dimensionamento são cadastrados no programa e foram atribuídos aos elementos quando foram definidos os aparelhos sanitários.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Fazendo as verificações Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo automaticamente a contribuição total em cada trecho de tubulação. Então, utilize o comando Elementos-Verificar-Fluxo. O programa abrirá um diálogo indicando uma conexão com problemas no fluxo, no final da tubulação vertical externa.

Verificação de problemas de fluxo

Esta verificação está apontando uma conexão na qual chegam dois tubos mas de onde não parte nenhum. Isto porque é necessário terminar a tubulação externa da edificação para garantir o fluxo correto. Neste caso, pode-se ignorar esta mensagem, e simplesmente fechar o diálogo, pois este ponto não afeta o dimensionamento dos tubos no detalhe. 9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

Dimensionando Para dimensionar os tubos lançados: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

Deve-se notar que o diâmetro atual é de 50 mm e o calculado é de 40 mm. Observando o tubo destacado na janela, percebe-se que se refere ao ramal que sai da caixa sifonada. Esta é uma situação na qual não é utilizado o tubo conforme dimensionado, uma vez que não existe uma peça disponível com saída de 40 mm. Portanto, mantenha este diâmetro acima do calculado. Pressionando-se apenas "Próximo", o diâmetro do tubo é mantido, passando-se para o próximo tubo. Com isto, passa-se ao tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Este tubo também pertence à saída da caixa sifonada e deve ser mantido com o diâmetro de 50 mm. Os próximos dois tubos pertencem ao ramal que parte da pia da cozinha e devem ser alterados para 40 mm. Os demais tubos pertencem ao ramal que parte da máquina de lavar e devem ser alterados para 75 mm. Ao final, pode-se pressionar o botão "Fechar" para terminar o comando. 9 Note que a alteração no diâmetro reflete exatamente as peças que foram atribuídas.

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Com isto, tivemos dois tubos com diâmetro alterado de 50 mm para 40 mm e três de 50 mm para 75 mm:

Trechos alterados

8.8 Inserindo as caixas de passagem Neste detalhe sanitário, existe também uma conexão especial a ser informada (análoga aos registros no projeto hidráulico), que é a caixa de passagem. Este ponto é representado por um elemento especial, a Caixa de Passagem, que é definido da seguinte maneira: ƒ Acesse o comando Sanitário-Caixa de passagem. A linha de comando indica "Caixa de passagem-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão que está situada no trecho externo da tubulação, recebendo a contribuição que sai da pia da cozinha. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. Note que não será encontrada nenhuma peça. ƒ Desligue os itens de filtro "Sentido do fluxo", "Ângulos", "Diâmetros" e "Nº de entradas". Note que ainda não será listada nenhuma peça. 9 Não é recomendável desligar o filtro "Tipo", a não ser em situações muito específicas. Com o filtro "Nº de entradas" desligado, já se tem lis-

tadas todas as peças do tipo Caixa de passagem no material escolhido.

ƒ Selecione o material "Caixas de passagem" (seria possível também desligar o filtro "Material"). Note que agora serão listadas diversas peças.

Diálogo Definir Peças

9 Este tipo de peça não tem uma geometria fixa, podendo ter um número variável de entradas. Por isto, dificilmente pode-se identificá-la au-

tomaticamente. Todavia, ao desligar-se os itens de filtro, pode-se ter acesso a todo o cadastro.

ƒ Selecione a peça "Caixa de gordura 60 x 60 cm" e pressione o botão "Atribuir". ƒ Selecione a conexão que está situada no trecho externo da tubulação, na intersecção com o trecho horizontal superior. ƒ Selecione a peça "Caixa de inspeção esgoto simples 80 x 80 cm" e pressione o botão "Atribuir". ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se a seguinte disposição:

DETALHE SANITÁRIO S2

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Caixa de passagem

Ajustando a posição do tubo auxiliar Pode-se observar que o tubo inclinado utilizado para ligar a tubulação da máquina de lavar com a caixa de inspeção não está na posição correta em relação à simbologia, pois este trecho de tubo na realidade não existe e deve estar inteiramente contido dentro da caixa de passagem.

Tubo fictício

Para ajustar este trecho, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. ƒ Selecione a conexão final do trecho inclinado e pressione para confirmar. ƒ Verifique se a ferramenta Ortogonal está ativada. ƒ Selecione um ponto qualquer como referência para o deslocamento (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Selecione um ponto qualquer à esquerda deste, também sem capturar nenhum ponto, de tal forma que o trecho de tubo inclinado situe-se completamente dentro da caixa de passagem. Com isto, deve-se obter algo como o seguinte:

DETALHE SANITÁRIO S2

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Tubo fictício modificado

8.9 Definindo as peças restantes No caso dos detalhes sanitários, é mais clara a necessidade de se definir as conexões simples que ainda não tiveram suas peças atribuídas. Além de não serem computadas nas listas de materiais, elas ainda não têm uma simbologia associada. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui. Altere novamente o material par "PVC Esgoto".

ƒ A primeira conexão deve ser a coluna CV-1. Desative o filtro "sentido do fluxo" e selecione "Joelho 90 coluna" e pressione "Atribuir". ƒ A segunda conexão deve ser uma curva 45º. Para este exemplo, selecione "Joelho 45º" e pressione "Atribuir". ƒ A terceira conexão deve ser uma curva 90º posicionada no ramal que parte do tanque. Deseja-se colocar neste ponto uma caixa sifonada. Para tal, altere o material para "PVC Acessórios" e desligue o filtro "Nº de entradas", permitindo ao programa listar um conjunto de peças possíveis.

Diálogo Definir Peças

ƒ Para este exemplo, selecione "Caixa sifonada - 150x150x50" e pressione "Atribuir". ƒ Pressione o botão "Fechar" para encerrar o comando por enquanto e verificar os símbolos inseridos.

Simbologia inserida

DETALHE SANITÁRIO S2

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Inserindo as demais peças Para atribuir as peças restantes, acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. A primeira conexão deve ser a saída para o ramal de ventilação no trecho horizontal superior. 9 Em primeiro lugar, ligue novamente todos os itens do Filtro. Deve-se sempre tentar identificar as peças exatamente antes de usar o filtro.

Altere novamente o material para "PVC Esgoto".

ƒ Escolha a peça "Ramais de ventilação - 50mm-50mm-90º" e pressione "Atribuir". ƒ A terceira é a conexão em cruz. Mesmo desligando itens de filtro, não é encontrada uma peça adequada. Deixe-a, por enquanto, sem peça atribuída. Para isto, pressione apenas o botão "Próximo" sem atribuir qualquer peça. Ao final do projeto, será visto como cadastrar uma nova peça e utilizá-la no projeto. ƒ A próxima conexão deve ser aquela ligada com o trecho inclinado no interior da caixa de passagem. Esta conexão é apenas um ponto auxiliar e não existe fisicamente. Portanto, deixe-a sem peça atribuída. Para isto, pressione apenas o botão "Próximo" sem atribuir qualquer peça. 9 Com isto, tem-se uma conexão lançada no desenho, mas sem peça associada, o que faz com que nenhum item seja contado na lista de

materiais.

ƒ Além destas, serão solicitadas novamente os aparelhos sanitários já lançados mas cujos tubos tiveram seus diâmetros alterados (a pia e a máquina de lavar). Basta atribuir as mesmas peças definidas anteriormente. 9 Deve-se observar que agora o programa detectou imediatamente a peça correta, visto que o diâmetro do tubo foi corrigido pelo dimensio-

namento.

Ao final, tem-se a seguinte situação:

Simbologia inserida

8.10 Modificando um símbolo inserido Este programa dispõe de um extenso cadastro de peças, que associa itens de orçamento e simbologias, no qual cada peça é identificada por suas características geométricas (número de entradas, diâmetros, etc). Comparando estas características com a geometria de uma conexão lançada no projeto, pode-se selecionar do cadastro uma ou mais peças que atendam a esta geometria e ainda inserir o símbolo na posição e rotação corretas. Todavia, em determinadas situações, o programa não identifica automaticamente a peça correta, sendo necessário desligar alguns itens de filtro. Dependendo dos filtros desligados, o programa pode não conseguir definir corretamente a rotação do símbolo inserido. Esta situação ocorreu neste exemplo, com a caixa sifonada. Como desligou-se diversos itens de filtro, a simbologia foi inserida no ângulo padrão de 0º. Todavia, é possível alterar isto como se fosse um símbolo comum. Normalmente, são utilizados os comandos Mover, Rotacionar e Espelhar.

Simbologia inserida no ângulo incorreto

Resolve-se isto da seguinte maneira: ƒ Acesse o comando Manipular-Rotacionar.

DETALHE SANITÁRIO S2

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ƒ Selecione o símbolo da caixa sifonada e pressione para confirmar a seleção. A linha de comando passa a indicar "Rotacionar-Ponto referência". ƒ Selecione o ponto da própria conexão (na intersecção dos dois tubos) como ponto referência. A linha de comando passa a indicar "Rotacionar-Outro ponto ou ângulo" e o desenho dos elementos selecionados passa a refletir a posição do cursor.

Simbologia sendo rotacionada

ƒ Verifique se a ferramenta Ortogonal está ativada. ƒ Selecione um ponto qualquer à esquerda do ponto referência (pode-se capturar a conexão logo à direita). Com isto, a simbologia será rotacionada, mas mantendo o vínculo com a conexão. Note que as linhas do tubo são automaticamente reajustadas.

Simbologia corrigida

8.11 Colocando luvas nos tubos Até o momento, foram lançados os tubos e definidas as conexões corretas em cada ponto. Todavia, pode-se observar no desenho que este ainda não está completo. Em tubulações de PVC para esgoto, o encaixe dos tubos é feito através de bolsas dispostas nas conexões ou no próprio tubo. O encaixe é feito sempre de uma ponta lisa com uma bolsa e, preferencialmente, de tal forma que a bolsa se situe no início do tubo. Neste exemplo, pode-se observar diversos pontos que necessitam de bolsas adicionais e outros não. Por exemplo, a tubulação que sai da caixa sifonada tem, em seu centro, uma saída para ventilação. A peça definida para esta conexão tem uma bolsa na entrada, mas não na saída, como usual, mas a saída para ventilação, devido à composição de peças, já tem uma bolsa. Com isso é necessário incluir outra bolsa no tubo.

Trecho de tubulação

Portanto, é necessário alterar o trecho de tubo à direita para incluir uma bolsa em seu início. Isto deve ser feito alterando-se a peça associada ao tubo para outra que tenha esta característica (e não incluindo um símbolo à parte ou uma conexão adicional). Para alterar a peça do tubo, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione o tubo da esquerda e pressione para confirmar a seleção. Será aberto um diálogo que permite alterar a peça do tubo. ƒ Observe que existem três possibilidades para o tubo ("Ponta-bolsa c/ virola", "Rígido c/ ponta lisa" e "Rígido c/ ponta lisa e luva simples"), tendo a primeira e a terceira um símbolo de bolsa associado.

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9 Resumindo, tem-se um tubo simples, sem bolsas, usado até o momento, e duas possibilidades para inclusão da bolsa: uma peça que de-

fine um tubo já com a bolsa associada e outra que define um tubo liso ao qual é anexada uma luva para compor a bolsa. Na prática, devido ao comprimento dos tubos comerciais ser fixo, existem sobras para os tubos comprados com bolsa que se tornam lisos nas duas pontas. Neste exemplo, utiliza-se a terceira opção, "Rígido c/ ponta lisa e luva simples", que incluirá a bolsa no desenho e uma luva adicional na Lista de Materiais. ƒ Escolha a peça "Rígido c/ ponta lisa e luva simples" e pressione o botão "Atribuir". Com isto, será incluído o desenho da simbologia cadastrada no início do tubo:

Bolsa adicionada

9 Note que a simbologia foi adicionada na posição correta, já na intersecção com a conexão existente, e que as linhas da seção do tubo fo-

ram automaticamente ajustadas.

Incluindo as demais bolsas O mesmo raciocínio aplica-se a todos os demais tubos no detalhe. Visualmente, observa-se os pontos que necessitam de luvas adicionais e altera-se a peça do tubo. Portanto: ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione o tubo que sai da máquina de lavar e altere suas peças "Rígido c/ ponta lisa e luva simples". ƒ Repita o procedimento para o trecho do mesmo tubo à esquerda. ƒ Repita o procedimento para os dois trechos do ramal de ventilação logo abaixo. Com isto, tem-se a seguinte modificação:

Bolsas adicionadas

8.12 Apagando os textos Para terminar o detalhe, alguns ajustes no desenho devem ser feitos. Observa-se uma expressiva sobreposição entre as indicações de texto e o desenho nesta região do detalhe. Neste ponto, o critério de indicação passa a ser quase pessoal. Evidentemente, não são necessários todos os textos incluídos pelo programa. Apenas parte deles é necessária para compreensão do detalhe.

DETALHE SANITÁRIO S2

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Detalhe com sobreposição das informações

9 Observa-se aqui uma característica importante do programa: os elementos de texto adicionados não são independentes, mas sim associ-

ados aos tubos. Quando se redimensionou os tubos de 50 para 75 mm, por exemplo, os textos foram automaticamente alterados. Mas isto não significa que eles não podem ser manipulados separadamente. Pode-se movê-los ou apagá-los sem afetar os próprios tubos e conexões. Para diminuir a quantidade de informações no detalhe, pode-se ainda, aplicar o comando Otimizar indicações e configurar os itens que definem os critérios utilizados. Desta forma, se está agilizando o trabalho que se teria, resolvendo este problema manualmente. Pode-se então, acessar o comando Elemento-Tubos-Otimizar indicações e selecionar uma janela que inclua todo o detalhe e pressionar . Será aberto um diálogo de configurações dos critérios utilizados pelo comando:

Diálogo Otimizar indicações

Mantenha todos os itens ativos, como indica a figura acima, e pressione OK. A otimização será executada e o desenho ficará como apresentado abaixo:

Textos modificados

Através dos comandos Mover e Apagar do menu Manipular, pode-se alterar algum texto que ainda não esteja de acordo. Se algum texto importante tiver sido retirado, utilize o comando Elementos - Reinicializar textos e selecione o tubo correspondente. Todas as informações estarão novamente descritas, podendo ser alteradas manualmente. Usualmente, os detalhes sanitários são representados apenas pelo desenho das peças, sem a parte unifilar. Por isto, existe um perfil de níveis padronizado com este tipo de exibição. Para utilizá-lo, simplesmente escolha o item "Detalhe sanitário final" na caixa de seleção de perfis de níveis.

DETALHE SANITÁRIO S2

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8.13 Inserindo a lista de materiais Novamente inseri-se uma lista de materiais no próprio desenho. Como este detalhe possui uma área de desenho muito grande que não foi aproveitada, inseri-se a lista dentro do desenho da arquitetura. Para isto: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar e selecione a parede inferior e o texto "Cozinha", liberando espaço para a lista. ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho. ƒ Informe a posição da lista dentro da área definida (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). 9 Após inserir a lista, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Lista de materiais no desenho

Deve-se notar que: ƒ o usuário define uma Peça para cada elemento hidro-sanitário (tubos e conexões), mas cada peça pode ter diversos Itens associados, sendo estes incluídos na lista de materiais (note, por exemplo, que os adaptadores necessários para ligação do registro já estão incluídos automaticamente na lista). ƒ são listados todos os elementos presentes na janela (no caso, todo o conteúdo do detalhe), sem necessidade de seleção. ƒ esta lista também é um elemento gráfico inteligente, que é desenhado como um elemento único e não como textos e linhas individuais.

8.14 Inserindo a legenda Novamente, inclui-se uma legenda no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda um pouco à direita do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda) 9 Após inserir a legenda, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Legenda no desenho

DETALHE SANITÁRIO S2

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8.15 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter o seguinte detalhe sanitário gerado:

Detalhe S1

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa. 9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 7).prh" grava-

do no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

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9. Finalizando a planta baixa do Térreo 9.1 Exibindo as caixas na planta Conforme já exposto anteriormente, o lançamento da tubulação pode ser feito tanto na janela de croqui como em qualquer uma das janelas de detalhe. Isto foi observado através de diversos exemplos. Ao se adicionar um tubo na planta, por exemplo, esse foi imediatamente acrescentado ao detalhe existente. Pode-se observar também que, embora a estrutura da tubulação se mantenha em todas as janelas, a representação de cada elemento pode ser completamente diferente. Pode-se apagar o texto que indica o diâmetro de um tubo em um detalhe e isto não se refletirá nos demais desenhos. 9 A idéia básica é: a estrutura da tubulação é única, mas cada janela possui uma representação diferente dos tubos e conexões, com sua

simbologia e indicações de texto completamente independentes das demais janelas.

Mesmos elementos em janelas diferentes

Outra questão importante refere-se ao fato de que o programa faz distinção entre um elemento que foi adicionado na janela de croqui (por exemplo, os tubos pertencentes à rede de alimentação, adicionados no começo do projeto) e um que foi adicionado na janela de detalhe (por exemplo, os tubos adicionados dentro do detalhe H1). Note que os tubos adicionados no croqui incluem indicações de texto na própria planta e os demais não.

Tubos adicionados em janelas diferentes

Em determinadas situações, deseja-se representar o elemento na planta da mesma forma como se tivesse sido adicionado no croqui. O primeiro exemplo refere-se às caixas de passagem. Este tipo de elemento, diferentemente dos demais elementos pertencentes ao projeto sanitário, possui dimensão tal que pode ser representado por sua simbologia mesmo em planta. Todavia, como as caixas de passagem foram adicionadas na janela de detalhe, estão sendo representadas na planta apenas por pontos.

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

124

Exibindo a simbologia na planta Existe um comando específico para exibir os elementos associados de um elemento hidro-sanitário (simbologia e textos), que é o comando Reinicializar textos. Este comando tem por finalidade reinicializar um elemento, como se fosse novamente adicionado nesta janela. Pode ser usado também quando o usuário apagou ou moveu um dos textos associados a um tubo e deseja exibí-los novamente em sua posição original. Para reinicializar a simbologia referente às caixas, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Reinicializar textos. ƒ Selecione a caixa de passagem adicionada no detalhe S1. 9 Dica: para evitar que os tubos ligados à conexão sejam selecionados também, o que aconteceria ao simplesmente clicar na conexão, po-

de-se usar uma seleção por janela. Para isto, selecione um ponto um pouco acima e à esquerda da conexão desejada (de forma a não selecionar nenhum outro elemento) e outro um pouco abaixo e à direita, definindo uma janela que contém inteiramente apenas a conexão. Com isto, a linha de comando deve indicar "(1 sel.)".

Janela de seleção

ƒ Pressione para confirmar. Com isto, a simbologia referente à caixa será adicionada nesta planta:

Simbologia inserida

9 A representação dos elementos em planta é diferente de um para outro. Uma conexão sanitária simples (um joelho 90º, por exemplo) não

será exibida na planta mesmo com a utilização deste comando.

Repetindo o procedimento para as outras duas caixas adicionadas no detalhe S2, tem-se:

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

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Simbologias inseridas

9.2 Escolhendo os elementos a serem exibidos Além dos elementos associados, o programa faz outra distinção entre os que são adicionados na planta e no detalhe, referente aos níveis de desenho. Os elementos da entrada gráfica são automaticamente inseridos em níveis separados para facilitar sua manipulação. Estes níveis são definidos pelo usuário na configuração Níveis padrão.

Níveis padrão

Deve-se observar que existe um item para "Tubos" e outro para "Tubos detalhe". O primeiro é o nível no qual são inseridos os tubos que são adicionados no croqui e o segundo é onde os tubos adicionados no detalhe são inseridos. Como cada janela pode ter um conjunto de níveis visíveis diferente da outra, pode-se obter diferentes visualizações para a mesma planta.

Exibindo apenas a planta baixa Uma vez que os tubos adicionados no detalhe estão inseridos em níveis diferentes daqueles que foram adicionados no croqui, basta desligar os níveis referentes ao detalhe na janela de croqui para obter uma planta baixa simplificada. A forma mais simples de fazer este tipo de operação é através dos Perfis de níveis. O programa já traz como padrão um perfil específico para exibição da planta. Para utilizá-lo, basta escolher o item "Planta baixa" na primeira caixa de seleção da janela de CAD. Com isto, a planta será apresentada da seguinte forma:

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

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Perfil de níveis "Planta baixa"

Embora a planta gerada contenha apenas a localização das colunas e dos elementos que não estão representados completamente nos detalhes, pode ser interessante incluir mais alguns tubos nesta representação. Isto é feito apenas para dar maior clareza à planta. Por exemplo, os tubos ligados às caixas de passagem podem ser exibidos, por serem de interesse para esta planta.

Alterando o nível dos elementos Para alterar o nível de alguns elementos, o primeiro passo é visualizá-los novamente. Para isto, o primeiro passo é escolher novamente o perfil de níveis "Geral" na barra de ferramentas do CAD. Inicialmente, altera-se o nível do tubo que liga a coluna TQ-1 com a caixa de passagem, para que este tubo seja exibido na planta. Para isto, execute um duplo-clique do mouse sobre o tubo, abrindo um diálogo para edição de suas propriedades.

Diálogo de edição do tubo

Neste diálogo, pressione o botão "Desenho", a partir do qual se pode alterar as propriedades de desenho do tubo. Note que o nível do tubo é "TQ-Tubos detalhe". Altere-o para "TQ-Tubos" e pressione OK em ambos os diálogos. 9 Este procedimento é válido para qualquer elemento de CAD no programa: um duplo-clique sobre o elemento abre um diálogo específico

para edição de suas propriedades.

Tubo alterado

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

127

Os outros tubos a serem modificados pertencem à rede do detalhe S2. Confira o exemplo agora de outro procedimento para executar a mesma tarefa: ƒ Acesse o comando Manipular-Propriedades. O programa abrirá um diálogo com diversos campos para seleção.

Comando Propriedades

ƒ ƒ ƒ ƒ

Desative todos os itens, com exceção do "Nível" (pois não se deseja alterá-los). Altere o nível para "TQ-Tubos". Pressione o botão "Aplicar". A linha de comando passa a indicar "Aplicar Prop-Selecione". Selecione o tubo que liga a pia à caixa de gordura, aquele que liga esta caixa à caixa de passagem e os dois tubos que ligam a caixa à máquina de lavar. 9 Caso necessário, mova a janela do comando um pouco para o lado, para que seja possível selecionar os tubos.

Tubos alterados

ƒ Pressione para confirmar e o botão "Fechar" para fechar o diálogo.

Reinicializando os textos Alterando novamente o perfil de níveis para "Planta baixa", tem-se a exibição dos tubos alterados na planta baixa. Para terminar, faça com que o programa inclua as indicações de texto destes tubos na planta: ƒ Acesse o comando Elementos-Reinicializar textos. ƒ Selecione os cinco tubos recém-modificados. ƒ Pressione para confirmar. ƒ Acesse o comando Elementos-Otimizar indicações e selecione os tubos recém-modificados. ƒ Caso necessário, utilize o comando Manipular-Apagar para ajustar ainda mais o desenho. Ao final, tem-se:

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

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Planta modificada

9 Na verdade, nada impede de se utilizar a planta com a representação de todos os tubos. Trata-se apenas de uma questão de preferência

pessoal.

Atualizando as linhas A representação dos tubos é feita por linhas que são interrompidas no desenho das conexões. Sempre que um tubo é adicionado, excluído ou alterado, o desenho de suas conexões adjacentes é atualizado. Usualmente, a tarefa de atualizar as conexões não é necessária. Uma exceção ocorre quando é modificado o perfil de níveis da janela, alternando a representação entre planta baixa e desenho completo. Neste caso, é necessário o uso do comando Atualizar linhas. Através do exemplo abaixo é possível visualizar o efeito do comando. Na primeira figura está representado o desenho completo:

Planta baixa com desenho completo

Alterando o perfil de nível para "Planta baixa", pode-se observar que algumas linhas referentes à conexão permaneceram no desenho:

Perfil de nível em "Planta Baixa"

Ao utilizar-se o comando Atualizar linhas observa-se que estas linhas desaparecem e a planta baixa fica correta:

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

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Atualizando linhas

Para que no projeto "Tutorial" a representação das linhas esteja atualizada, acesse o comando Elementos - Atualizar linhas, selecione todo o croqui e pressione .

9.3 Terminando a rede de esgoto Criando linhas auxiliares Mais uma vez, materializa-se na planta todos os pontos que serão necessários para o traçado da tubulação. São estes os pontos de utilização e os vértices usados no caminho do tubo. O modo mais fácil de fazer isto é utilizar a ferramenta Ortogonal. O primeiro passo, portanto, é verificar se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado). Com esta ferramenta ligada, o programa fará o traçado sempre em ângulos múltiplos de 45º.

Desativando a simbologia As linhas auxiliares que serão criadas agora servirão como apoio ao lançamento da tubulação e do sistema de tratamento de efluentes a sem inseridos posteriormente. Deve-se notar que, após a exibição da simbologia das caixas de passagem, uma otimização feita pelo programa fez com que as linhas referentes aos tubos fossem desenhadas apenas até a face das caixas. Como necessita-se lançar as linhas exatamente no ponto central da conexão (para garantir a conectividade), é mais interessante exibir apenas os eixos novamente. Para isto, basta desligar o nível correspondente à simbologia. Isto poderia ser feito de diversas maneiras (acessando a configuração diretamente a configuração Níveis de desenho ou utilizando o comando Desligar nível, por exemplo), porém, a mais prática é usar novamente os perfis de níveis. Basta, portanto, alterar o perfil de níveis corrente para "Modelo", voltando a exibir apenas a visão unifilar do lançamento.

Visão unifilar

Traçando as linhas auxiliares Para criar as linhas auxiliares: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. ƒ Selecione a conexão que representa a caixa de passagem do detalhe S2. ƒ Selecione um ponto qualquer um pouco acima da parede externa (não é necessário capturar nenhum ponto). ƒ Pressione para encerrar o comando. ƒ Repita o procedimento, criando uma linha vertical da caixa de passagem do detalhe S1 até a parte superior do desenho. ƒ Repita o procedimento, criando uma linha horizontal um pouco acima da parede externa, de tal forma que cruze com as duas linhas verticais recémcriadas. ƒ Pressione para encerrar o comando.

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

130

Linhas auxiliares

Inserindo os coletores de esgoto A inserção dos tubos é bastante simples, uma vez que foram definidos todos os pontos necessários, fornecidos pelas intersecções entre as linhas auxiliares traçadas.

Inserindo o primeiro trecho Adiciona-se um tubo partindo do tanque. Para isto, acesse o comando Sanitário-Tubo. Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence a conexão. Selecione "Esgoto" ƒ Material: material a ser adotado para o tubo. Escolha "PVC esgoto" como material padrão para as tubulações de esgoto. ƒ Diâmetro: este é o diâmetro que será utilizado para criar o tubo. 9 Para as tubulações de esgoto, é usual ter uma definição muito próxima do diâmetro que será adotado. Posteriormente, o dimensionamento

apenas verificará estes dados. Neste caso, como tem-se uma rede externa, adote diretamente um diâmetro de 100 mm.

ƒ Inclinação: inclinação do tubo. Esta informação não tem característica geométrica, sendo usada apenas para indicação no tubo. Informe 2%. ƒ Repetições: Número de repetições do tubo. Neste caso utilizaremos somente um tubo, pois a contribuição de esgoto é pequena. ƒ Peça: neste caso, há mais de uma opção disponível. Isto porque existe mais de um tubo de 100 mm para esgoto sanitário cadastrado no projeto. 9 Cada uma das peças listadas possui características diferentes, como já exposto. O item que lista apenas um trecho simples de tubo é o

"Tubo rígido com ponta lisa". Adota-se inicialmente este tipo de tubo, alterando-o quando for necessária a inclusão de alguma bolsa.

Uma vez informados os dados referentes ao tubo, deve-se pressionar os botões “Atribuir” e “OK” para iniciar o comando. O programa solicita a inserção do ponto que irá definir o primeiro ponto do tubo. ƒ Selecione a conexão que representa a caixa de passagem do detalhe S2. 9 Neste ponto o programa emite a mensagem "A conexão sob o cursor não está no plano corrente e não será ligada ao tubo. Deseja mudar

a ordenada corrente para 0?". Isso ocorre pois os tubos da rede sanitária estão lançados com elevação 0, e neste ponto a elevação corrente da janela é diferente de 0. Clique em sim e prossiga com o lançamento. ƒ Selecione a intersecção com a linha horizontal, logo acima. ƒ Pressione para encerrar o comando. ƒ Pressione para reiniciar o comando. ƒ Selecione a conexão que representa a caixa de passagem do detalhe S1. ƒ Selecione a intersecção com a linha horizontal, logo acima. ƒ Selecione a intersecção com a linha vertical à esquerda da edificação. ƒ Pressione para encerrar o comando. Ao final, utilize o comando Manipular-Apagar para excluir as linhas auxiliares e altere novamente o perfil de níveis para "Planta baixa", obtendo o seguinte resultado:

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

131

Tubos adicionados

Inserindo a tubulação para as unidades de tratamento de esgoto Deve-se lançar, ainda, a tubulação para as unidades de tratamento de esgoto. O sistema utilizado será composto por um tanque séptico, seguido de um filtro anaeróbio, com posterior infiltração no solo através de um sumidouro. Nesta etapa, serão fixadas as conexões para a posterior inserção destas unidades. Para isto, prossiga conforme abaixo: ƒ Acesse o comando Sanitário-Tubo. Utilize os mesmos dados configurados anteriormente. ƒ Selecione a conexão de intersecção dos tubos na parte superior esquerda do desenho. ƒ Digite @0,250. ƒ Digite @0,200. ƒ Digite @0,200. ƒ Pressione para encerrar o comando.

Tubos para as unidades de tratamento adicionados

Inserindo as caixas de passagem Para terminar a rede coletora de esgoto neste pavimento, falta incluir as caixas de passagem no trecho recém-criado. Para isto: ƒ Acesse o comando Sanitário-Caixa de passagem. A linha de comando indica "Caixa de passagem-Selecione a conexão".

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

132

ƒ Selecione a conexão que está situada logo acima do vértice superior esquerdo da edificação. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. Note que não será encontrada nenhuma peça. ƒ Desligue os itens de filtro "Sentido do fluxo", "Ângulos", "Diâmetros" e "Nº de entradas". Note que ainda não será listada nenhuma peça. 9 Não é recomendável desligar o filtro "Tipo", a não ser em situações muito específicas. Com o filtro "Nº de entradas" desligado, já se tem lis-

tadas todas as peças do tipo Caixa de passagem no material escolhido.

ƒ Selecione o material "Caixas de passagem" (seria possível também desligar o filtro "Material"). Note que agora serão listadas diversas peças.

Diálogo Definir Peças

9 Este tipo de peça não tem uma geometria fixa, podendo ter um número variável de entradas. Por isto, dificilmente pode-se identificá-la au-

tomaticamente. Todavia, ao desligar-se os itens de filtro, pode-se ter acesso a todo o cadastro.

ƒ Selecione a peça "Caixa de inspeção esgoto simples 80 x 80 cm" e pressione o botão "Atribuir". ƒ Repita o procedimento, usando a mesma peça, para a conexão no vértice superior direito da tubulação. ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se a seguinte disposição:

Caixas de passagem

9.4 Modificando os textos dos detalhes Deve-se modificar os elementos de texto que indicam os detalhes ("H1", "S1", etc), com o intuito de deslocar as indicações de texto para uma posição mais conveniente. Isto pode ser feito porque elas também são elementos associados ao detalhe, como as indicações de texto dos tubos. Podem ser manipulados como elementos de texto usuais mas mantém o vínculo com o elemento detalhe original.

FINALIZANDO A PLANTA BAIXA DO TÉRREO

133

Movendo os textos Para mover os textos, utilize o comando Manipular-Mover sobre cada um dos textos e posicione-os da forma mais conveniente (esta posição é apenas visual). Ao final, tem-se algo como o seguinte:

Posição dos textos alterada

9.5 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte planta baixa para o pavimento Térreo:

Planta baixa do pavimento Térreo

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento, para especificar o arquivo que está sendo trabalhado. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 8).prh" grava-

do no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

134

10. Copiando para o pavimento Superior 10.1 Copiando o croqui completo Neste ponto, está completo o lançamento do pavimento Térreo, sendo possível partir para o lançamento do pavimento Superior. Observando a planta, nota-se que existe um banheiro exatamente na mesma posição do pavimento Térreo. Será interessante, portanto, aproveitar o lançamento que já foi feito e efetuar modificações ao invés de lançar toda a tubulação de novo. 9 Pode-se copiar sempre o croqui como um todo, e não uma parte (apenas o detalhe S1, por exemplo). Isto porque, como pôde ser visto

por diversas vezes, a estrutura da tubulação refere-se ao pavimento como um todo e os detalhes representam apenas "visões" especiais desta tubulação. Um recurso existente no programa permite copiar o lançamento efetuado em um pavimento para outros pavimentos, permitindo que este seja aproveitado no todo ou em parte. Para utilizar a cópia de pavimentos, deve-se abrir a Janela de Projeto e acessar o menu Estrutura-Copiar croqui. Será exibido um diálogo como o seguinte:

Diálogo de cópia do croqui

No grupo "Pavimentos", deve ser especificada a cópia que deve ser efetuada. Deve-se selecionar o pavimento origem como sendo o Térreo e o pavimento Superior como destino. O grupo "Copiar" permite definir o tipo de cópia que deve ser efetuada. Neste caso, use a opção "Todos os elementos (inclusive detalhes)", se desejar copiar todo o conteúdo da janela. No grupo "Projeto" deve-se definir quais serão os projetos copiados para o pavimento destino. Seleciona-se os projetos Hidráulico e Sanitário. A planta arquitetônica do pavimento superior já foi lida anteriormente. 9 No mínimo, recomenda-se a cópia das Colunas de um pavimento para o outro, evitando erros no alinhamento vertical de sua prumada.

Abrindo a planta do Superior Abra a planta do pavimento Superior para prosseguir o projeto. Para isto, execute um duplo-clique do mouse sobre o item "Superior" na Janela de Projeto. Será aberta uma janela de CAD contendo os elementos lançados e a planta arquitetônica.

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

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Pavimento Superior após a cópia

Deve-se notar que os elementos existentes estarão nas posições corretas, confirmando que as plantas foram preparadas corretamente.

Apagando os detalhes existentes Os detalhes lançados no croqui não serão aproveitados, mesmo aqueles que estão na mesma posição do pavimento Térreo. Devem ser inseridos novamente para usar a nova planta arquitetônica. 9 Os detalhes seriam mantidos apenas no caso de pavimentos tipo, no qual a planta arquitetônica fosse a mesma (e copiada também). Para apagar os detalhes: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione os cinco detalhes existentes. ƒ Pressione para confirmar.

10.2 Apagando tubos sanitários O lançamento da tubulação copiado para este pavimento pode ser aproveitado apenas em parte. Deve-se, portanto, apagar os trechos que não serão utilizados neste pavimento.

Criando um detalhe auxiliar Mais uma vez, utiliza-se o recurso de trabalhar dentro de uma janela de detalhe ao invés da planta baixa. Desta vez, apenas para separar os elementos pertencentes ao projeto hidráulico e ao sanitário. Portanto, utiliza-se o comando Sanitário-Detalhe e cria-se um detalhe que englobe toda a área do pavimento. Abrindo-se este detalhe, tem-se:

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

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Detalhe sanitário auxiliar

Apagando os tubos Antes de iniciar a exclusão dos elementos, duas coisas podem ser feitas para facilitar o trabalho: ƒ Alterar novamente o perfil de níveis corrente da janela para "Modelo". As simbologias não estarão mais visíveis, mas permanecem vinculadas aos elementos. Quando os elementos forem apagados, elas também serão. ƒ Ativar a ferramenta Filtrar desenhos (pressionando-se a tecla e verificando se o botão Com isto, evita-se a possibilidade de excluir partes da planta arquitetônica.

na barra de ferramentas do CAD está pressionado).

Detalhe sanitário auxiliar

Para apagar os tubos desnecessários, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione todos os tubos na região esquerda do detalhe, bem como aqueles que pertencem ao contorno (não pressione ainda!)

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

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Tubos selecionados

ƒ Utilize um zoom mais próximo da coluna de ventilação CV-2, à esquerda do desenho, pressionando o botão . Note que o comando não será interrompido. ƒ Mantendo a tecla pressionada, selecione a coluna CV-2 (uma janela de seleção é o mais prático, evitando que os tubos sejam selecionados). Note que a coluna CV-2 será removida do conjunto de seleção. ƒ Pressione para encerrar o comando e excluir os tubos selecionados. Ao final, tem-se apenas os tubos na região do banheiro e a coluna de ventilação CV-2 à esquerda:

Tubos finais

Pode-se voltar à janela do croqui e excluir o detalhe auxiliar criado.

10.3 Apagando tubos hidráulicos Da mesma forma como para a parte sanitária, o lançamento da tubulação copiado para este pavimento pode ser aproveitado apenas em parte. Deve-se, portanto, apagar os trechos que não serão utilizados neste pavimento.

Criando um detalhe auxiliar Mais uma vez, utiliza-se o recurso de trabalhar dentro de uma janela de detalhe ao invés da planta baixa. Desta vez, apenas para separar os elementos pertencentes ao projeto hidráulico e ao sanitário. Portanto, utiliza-se o comando Hidráulico-Detalhe isométrico e cria-se um detalhe que englobe toda a área do pavimento. Abrindo-se este detalhe, tem-se:

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

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Detalhe hidráulico auxiliar

Apagando os tubos Antes de iniciar a exclusão dos elementos, para facilitar o trabalho, pode-se: ƒ ativar a ferramenta Filtrar desenhos (pressionando-se a tecla e verificando se o botão na barra de ferramentas do CAD está pressionado). Com isto, evita-se a possibilidade de excluir partes da planta arquitetônica. Para apagar os tubos desnecessários, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione todos os tubos na rede de alimentação, com exceção da própria coluna AL-1. ƒ Selecione todos os tubos na parte esquerda da planta, bem como o trecho utilizado para alimentar esta região. ƒ Pressione para encerrar o comando e excluir os tubos selecionados. 9 Dica: ao final, execute o comando Elementos-Verificar-Fluxo. Caso alguma conexão seja apontada com a mensagem "Não existe nenhum

tubo ligado a esta conexão", observe sua localização. Será indicada por um círculo e significa que seus tubos foram apagados e ela não. Caso ocorra alguma situação como esta, exclua estas conexões envolvidas. Ao final, tem-se apenas os tubos na região do banheiro:

Tubos finais

Pode-se voltar à janela do croqui e excluir o detalhe auxiliar criado.

10.4 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter apenas os seguintes elementos na planta baixa do pavimento Superior (mais a coluna de ventilação CV-2 à esquerda):

COPIANDO PARA O PAVIMENTO SUPERIOR

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Planta baixa do pavimento Superior

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Grave o projeto neste momento, para especificar o arquivo que está sendo trabalhado. Para isto, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 9).prh" grava-

do no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE SANITÁRIO S3

140

11. Detalhe sanitário S3 11.1 Criando o detalhe Finalize a tubulação sanitária do banheiro no pavimento Superior. Lembre-se que já foi copiado o lançamento do mesmo banheiro no pavimento Térreo, devendo-se agora apenas efetuar as modificações necessárias.

Criando um detalhe sanitário Para criar um detalhe sobre a planta, deve-se: ƒ Alterar o nível corrente da janela (segunda caixa de seleção na barra de ferramentas do CAD) para "Detalhes". 9 Com isto, o elemento será inserido no nível correto, ao invés de alterá-lo depois, como foi feito na planta baixa do pavimento Térreo. ƒ Acessar o comando Sanitário-Detalhe. A linha de comando passa a indicar "Detalhe-Primeiro ponto". ƒ Informar o primeiro ponto da linha do detalhe. Cria-se um detalhe na posição indicada na figura.

Região do detalhe

ƒ Informar o segundo ponto que define a linha do detalhe. ƒ Informar o terceiro ponto (Ponto limite) que indica o sentido da geração do detalhe e limita sua área de abrangência. Será aberto um diálogo como a seguir:

Diálogo de propriedades do detalhe

Pressionando o botão "Abrir", será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, apenas em uma escala diferente

Detalhe isométrico

9 Observe que toda a tubulação lançada no pavimento Térreo está presente neste detalhe.

DETALHE SANITÁRIO S3

141

9 Se o item "Modo 2D", na configuração de projeto, estiver ativado, a elevação corrente da janela de detalhe indicará a "Elevação padrão" e

não será possível editá-la.

11.2 Ajustando os tubos Neste pavimento, o detalhe sanitário será basicamente igual ao do pavimento Térreo, com exceção da saída de esgoto. No pavimento Térreo, a saída foi feita da tubulação do vaso diretamente para a caixa de passagem e, neste pavimento, toda a saída será feita para o tubo de queda. Inicialmente, altera-se o perfil de níveis corrente para "Modelo", facilitando a visualização.

Visão unifilar

Verificações preliminares Antes de lançar algum elemento, deve-se verificar a elevação corrente da janela. Este é o valor que define a altura, em relação ao nível do pavimento, onde os elementos serão inseridos. No caso de elementos sanitários, existe a configuração "Modo 2D", em Configurações-Padrões, que define uma elevação padrão. Se este item estiver ativado, os elementos sanitários serão inseridos conforme o configurado. A elevação corrente será indicada na janela e não será possível editá-la. Caso contrário, deve-se modificar a elevação corrente da janela. Para as colunas sanitárias, ao contrário das hidráulicas, costuma-se considerá-las no piso do pavimento, ou seja, neste caso, a uma elevação de 0 (zero).

Dividindo o tubo O ramal que sai do vaso sanitário e chega até a caixa de passagem será interrompido e desviado para o tubo de queda. Para isto: ƒ Acesse o comando Construir-Linha e crie uma linha auxiliar partindo da coluna TQ-1 e passando um pouco abaixo, a 45º, do tubo que sai do vaso sanitário.

Linha auxiliar

ƒ Acesse o comando Sanitário-Conexão simples e informe a rede "Esgoto". ƒ Informe como ponto a intersecção entre a linha auxiliar e o tubo que parte do vaso sanitário. ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar e exclua a linha auxiliar. Com isto, tem-se o tubo dividido em duas partes:

DETALHE SANITÁRIO S3

142

Tubo dividido

Apagando os tubos desnecessários Os trechos de tubos que ligam-se à caixa de passagem, bem como a mesma, não são necessários neste pavimento. Portanto: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione a conexão que representa a caixa de passagem e os dois trechos de tubo ligados a ela. ƒ Pressione para confirmar.

Lançando o tubo adicional Para finalizar a tubulação, conecte o ramal que parte do vaso com o tubo de queda: ƒ Acesse o comando Sanitário-Tubo. ƒ Utilize um tubo de 100 mm, usando material "PVC Esgoto" e peça "Tubo rígido com ponta lisa", como feito nas outras vezes. ƒ Selecione como ponto inicial a conexão recém-criada. ƒ Selecione como ponto final o tubo de queda. ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se a seguinte disposição:

Tubo adicionado

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades.

ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. Será apresentado o problema de proximidade, contudo esta sendo indicado apenas que as conexões estão próximas e não desconectadas, neste caso pode-se desconsiderar e prosseguir o lançamento. 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

11.3 Definindo as peças Neste ponto, é necessário atribuir as peças relativas à modificação feita nos tubos, bem como às colunas, modificadas na cópia dos pavimentos. Em primeiro lugar, altere novamente o perfil de níveis corrente da janela para "Geral", obtendo a visualização dos elementos e de suas simbologias.

DETALHE SANITÁRIO S3

143

Detalhe sanitário

Procede-se da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui.

ƒ A primeira conexão deve ser a coluna TQ-1. Para este exemplo, selecione "Curva 90 curta - desce" e pressione "Atribuir". ƒ A segunda conexão deve ser a coluna de ventilação CV-1. Como não existe, neste ponto, uma continuidade superior para esta conexão, o programa identifica esta peça como sendo uma conexão que "desce". Na verdade, se deseja incluir um Tê. Para isto, desligue o filtro "Nº de entradas" e escolha a peça "Te sanitário - Coluna - 50mm-50mm" ƒ Para as demais conexões envolvidas, é suficiente atribuir as peças como feito anteriormente. ƒ Pressione o botão "Fechar" para encerrar o comando. Use novamente o perfil de níveis "Detalhe sem textos", criado anteriormente, para facilitar a visualização do detalhe.

Colocando luvas nos tubos Neste detalhe, pode-se observar que o trecho de tubo inserido para ligar a tubulação que sai do vaso sanitário ao tubo de queda necessita de uma bolsa no seu início. Para alterar a peça do tubo, proceda como feito anteriormente: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione o tubo que se liga ao tubo de queda e pressione para confirmar a seleção. Será aberto um diálogo que permite alterar a peça do tubo. ƒ Observe que existem três possibilidades ("Ponta-bolsa c/ virola", "Rígido c/ ponta lisa" e "Rígido c/ ponta lisa e luva simples"), tendo a primeira e a terceira um símbolo de bolsa associado. 9 Sinteticamente, tem-se um tubo simples, sem bolsas, usado até o momento, e duas possibilidades para inclusão da bolsa: uma peça que

define um tubo já com a bolsa associada e outra que define um tubo liso ao qual é anexada uma luva para compor a bolsa. Na prática, devido ao comprimento dos tubos comerciais ser fixo, existem sobras para os tubos comprados com bolsa que se tornam lisos nas duas pontas. Neste exemplo, utilize a terceira opção, "Rígido c/ ponta lisa e luva simples", que incluirá a bolsa no desenho e uma luva adicional na Lista de Materiais. ƒ Escolha a peça "Rígido c/ ponta lisa e luva simples" e pressione o botão "Atribuir". Com isto, será incluído o desenho da simbologia cadastrada no início do tubo:

Bolsa adicionada

9 Note que a simbologia foi adicionada na posição correta, já na intersecção com a conexão existente, e que as linhas da seção do tubo fo-

ram automaticamente ajustadas.

DETALHE SANITÁRIO S3

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11.4 Terminando o desenho Para terminar o detalhe, alguns ajustes no desenho devem ser feitos. Observe que os textos que foram apagados no detalhe S1 reapareceram neste detalhe. Isto ocorre porque a cópia do croqui sempre gera novamente os detalhes e, mais ainda, os detalhes originais foram apagados e inseridos novamente. As indicações de texto referem-se a cada desenho individualmente. Observa-se uma expressiva sobreposição entre as indicações de texto e o desenho nesta região do detalhe. Neste ponto, o critério de indicação passa a ser quase pessoal. Evidentemente, não são necessários todos os textos incluídos pelo programa. Apenas parte deles é efetivamente necessária para compreensão do detalhe.

Níveis finais do detalhe

9 Para diminuir a quantidade de informações no detalhe, pode-se aplicar o comando Otimizar indicações e configurar os itens que definem

os critérios utilizados. Desta forma, agiliza-se o trabalho que se teria, resolvendo este problema manualmente.

Pode-se então, acessar o comando Elementos–Tubos-Otimizar indicações, selecionar uma janela que inclua todo o detalhe e pressionar . Será aberto um diálogo de configurações dos critérios utilizados pelo comando:

Diálogo Otimizar indicações

Mantenha todos os itens ativos, como indica a figura acima e pressione OK. A otimização será executada e o desenho ficará como apresentado abaixo:

Textos modificados

Através dos comandos Mover e Apagar do menu Manipular, pode-se alterar algum texto que ainda não esteja de acordo. Se algum texto importante tiver sido retirado, utilize o comando Elementos - Reinicializar textos e selecione o tubo correspondente. Todas as informações estarão novamente descritas, podendo ser alteradas manualmente.

DETALHE SANITÁRIO S3

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Usualmente, os detalhes sanitários são representados apenas pelo desenho das peças, sem a parte unifilar. Por isto, existe um perfil de níveis padronizado com este tipo de exibição. Para utilizá-lo, simplesmente escolha o item "Detalhe-impressão" na caixa de seleção de perfis de níveis.

Inserindo a lista de materiais Novamente, inclua uma lista de materiais no próprio desenho. Para isto: ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho. ƒ Informe a posição da lista um pouco à direita do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). 9 Após inserir a lista, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido.

Inserindo a legenda Novamente, inclua uma legenda no próprio desenho: ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda à esquerda do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda) 9 Após inserir a legenda, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido.

11.5 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter o seguinte detalhe sanitário gerado:

Detalhe S3

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para isto, pressione o botão Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

(ou o menu Projeto-

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 10).prh" gra-

vado no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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12. Detalhe isométrico H3 12.1 Desenhando a projeção da caixa d'água Para que a caixa d´água seja apresentada no detalhe será necessário inserir a projeção da mesma em planta baixa, neste momento por consequência ao criar o detalhe isométrico, o desenho da caixa poderá ser observado no espaço tridimensional.

Desenhando a projeção da caixa ƒ Altere o nivel atual para "Arquitetura". ƒ Acesse o comando Hidráulico-Caixa isométrica. ƒ Ative a ferramenta de captura "Relativo", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". O botão permanece pressionado, indicando que todos os pontos que forem informados deste ponto em diante utilizarão esta ferramenta, até que seja desativada. ƒ A linha de comando passa a indicar "Caixa isométrica-Primeiro ponto (ponto de referência)". Nesta ferramenta de captura, inicialmente informa-se o ponto e depois o deslocamento. Selecione o vértice superior esquerdo da região do corredor (indicado na figura abaixo como ponto 1). Digite 5,5. ƒ A linha de comando passa a indicar "Caixa-isométrica-Segundo ponto (ponto de referência)". Selecione o vértice inferior direito da região do corredor (indicado na figura acima como ponto 2). Digite -5,-5.

Arquitetura da planta baixa

Uma vez informados os pontos acima, será aberto um diálogo com as dimensões da caixa isométrica criada:

Diálogo de definição da caixa isométrica

Os itens a serem informados são: ƒ Base: dimensões da base da caixa isométrica (comprimento e largura). O diálogo irá indicar 95 x 155 cm; ƒ Altura: Dimensão vertical da caixa. Digite 100 cm; ƒ Elevação: Distância do fundo da caixa ao nível zero do pavimento. Digite 470 cm. ƒ Desligue a ferramenta de captura "Relativo", pressionando novamente o botão Com isto, tem-se desenhada a projeção do reservatório na arquitetura:

na barra de ferramentas "Captura".

Projeção da caixa d'água na arquitetura

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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12.2 Criando o detalhe Finaliza-se a tubulação hidráulica do banheiro no pavimento Superior. Lembre-se que já foi copiado o lançamento do mesmo banheiro no pavimento Térreo, devendo-se agora apenas efetuar as modificações necessárias.

Criando um detalhe isométrico Para criar um detalhe isométrico sobre a planta, deve-se: ƒ Acessar o comando Hidráulico-Detalhe isométrico. A linha de comando passa a indicar "Detalhe isométrico-Primeiro ponto". ƒ Informar os três pontos que definem a região retangular do detalhe. Cria-se um detalhe um pouco maior do que o detalhe H1 no Térreo, abrangendo também a região do corredor.

Região do detalhe

ƒ Utilizar um ângulo de visualização de 330º e pressionar o botão "Abrir". Será aberta uma nova janela de CAD contendo a mesma região selecionada, mas sob forma isométrica.

Detalhe isométrico

9 Observe que toda a tubulação lançada no pavimento Térreo está presente neste detalhe.

Caixa isométrica no espaço Agora com o detalhe criado, pode-se visualizar a caixa em 3D. Algumas alterações nas propriedades das linhas da caixa de água podem ser efetuadas para indicar por exemplo profundidade.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Reservatório superior no espaço

O desenho da caixa criada, trata-se de um grupo, para efetuar a edição dessas linhas será necessário desagrupa-las. ƒ Acesse o menu Manipular-Desagrupar. ƒ Selecione o desenho da caixa e pressione "Enter" para encerrar o comando. Próximo passo será a edição das propriedades: ƒ Acesse o comando Manipular-Propriedades. ƒ No diálogo, desative todos os itens, com exceção do "Tipo de linha". Altere o tipo de linha para tracejado ou pontilhado. ƒ Pressione o botão "Aplicar" e selecione as três linhas que estão na "parte de trás" da caixa, melhorando o efeito 3-D visual. ƒ Pressione para confirmar e o botão "Fechar" para encerrar. Alterando novamente o perfil de níveis corrente para "Geral", tem-se a seguinte disposição no detalhe:

Reservatório superior no detalhe

12.3 Conectando a prumada AL-1 A filosofia de trabalho do programa baseia-se na divisão do projeto em pavimentos, sendo que cada pavimento contém uma planta baixa e um número variável de detalhes. Não é possível, a princípio, lançar um elemento que ligue um pavimento ao outro, por estarem em plantas diferentes. Isto é tratado pelo programa da seguinte maneira: ƒ O único elemento que permite a ligação de tubos de outros pavimentos é a Coluna. Além dos tubos lançados no pavimento, a coluna pode ter ligados a ela tubos contidos no pavimento imediatamente superior. ƒ Quando duas colunas com o mesmo nome são inseridas em pavimentos adjacentes, o programa liga as duas por meio de um tubo. ƒ No caso do projeto sanitário, isto é feito sempre de forma transparente, visto que todo o trabalho é feito em planta. Havendo duas colunas adjacentes, o programa colocará um tubo. ƒ No caso do projeto hidráulico, a situação é um pouco diferente, visto que o tubo inserido verticalmente pode ser dividido, alterado ou mesmo apagado dentro de uma janela de detalhe isométrico. Portanto, caso o tubo vertical que define a coluna seja modificado dentro de um detalhe, o programa não cria mais o tubo automaticamente. A situação que ocorre neste detalhe é exatamente esta última mencionada: como já existiam tubos ligados à colunas AF-1 e AL-1, o programa não ligou as colunas com tubos verticais durante a cópia do croqui (diferente do que foi feito com as colunas de esgoto e ventilação, que não foram modificadas). Para resolver este tipo de situação, existe um comando específico que só pode ser utilizado dentro das janelas de CAD isométrico: o comando Tubo para coluna.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Este comando deve ser utilizado para compor as prumadas verticais, ligando um tubo do pavimento atual a uma coluna no pavimento imediatamente inferior. Utilize-o para recriar a coluna AL-1. Para inserir o tubo, acesse o comando Hidráulico-Tubo para coluna. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo padrão de edição do tubo:

Diálogo de edição do elemento Tubo

Os itens a serem informados são: ƒ Rede: rede da tubulação à qual pertence o tubo. Neste caso, usa-se "Alimentação". ƒ Material do tubo inferior: material a ser adotado para o tubo associado à coluna. Continue usando "PVC rígido soldável" como material padrão para as tubulações de água. ƒ Diâmetro: use o diâmetro definido para a rede de alimentação no pavimento inferior, que foi de 25 mm. Pressionando-se OK, o programa inicia o comando de inserção do tubo: ƒ A linha de comando indica "Tubo para coluna-Conexão no pavimento". O primeiro ponto do tubo deve ser sempre uma conexão pertencente ao detalhe. Selecione a coluna AL-1. ƒ A linha de comando passa a indicar "Tubo para coluna-Conexão inferior" e o programa destaca dois pontos com círculos preenchidos, indicados por "AL-1" e "AF-1". Estes referem-se às posições das colunas hidráulicas existentes no pavimento inferior dentro da região do detalhe, ou seja, as colunas que podem ser ligadas ao tubo em questão. Selecione o ponto que indica "AL-1"

Colunas inferiores destacadas

Com isto, tem-se um tubo ligando a coluna AL-1 com a coluna de mesmo nome situada no pavimento inferior.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Tubo vertical adicionado

Deve-se notar que o tubo foi adicionado com o fluxo invertido. Ele deve ser para cima para fazer o fluxo correto de alimentação. Para corrigir isto, basta acessar o comando Elementos-Tubos-Inverter sentido e selecionar o tubo recém-criado.

12.4 Modificando o trecho do registro Observando-se a prumada vertical que parte da coluna AF-1, nota-se dois pontos a serem modificados neste pavimento: ƒ O registro que controla a tubulação que alimenta o lavatório e o chuveiro que deve sair da prumada vertical, de forma a limitar-se a este pavimento. Será necessário, portanto, derivar a coluna AF-1 um pouco acima do registro. ƒ Existe uma conexão adicional na prumada, utilizada para derivar a alimentação para o detalhe H2, que deve ser excluída.

Prumada da coluna AF-1

Utilizando o plano corrente ao invés de linhas auxiliares No lançamento da tubulação deste detalhe, efetuada para o pavimento Térreo, foi utilizada a ferramenta de captura "Ponto deslocado", auxiliada pela criação de linhas de apoio que materializavam os pontos necessários junto à arquitetura. Pode-se proceder da mesma forma para efetuar estas modificações, mas é necessário criar novamente as linhas auxiliares. Em diversas situações, pode ser mais interessante o uso das ferramentas de desenho isométrico disponíveis no programa. Para efetuar modificações como estas, pode-se usar o plano corrente sem precisar criar linhas auxiliares. Observe que toda a modificação que se deseja fazer, neste momento, reside no mesmo plano. Duas operações são necessárias antes de iniciar:

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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ƒ Altere o plano corrente da janela para o plano YZ, pressionando a tecla duas vezes. Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Altere a ordenada corrente da janela para o plano desejado. Esta ordenada seria definida pela posição X das conexões envolvidas. Ao invés de digitar esta informação (que não se tem de forma imediata), pode-se usar o comando Ferramentas-Definir ordenada (ou pressionar a tecla ) e selecionar uma das conexões envolvidas (por exemplo, a coluna AF-1) 9 Observe que, no ambiente de CAD isométrico, a ordenada corrente não significa o mesmo que a elevação corrente do croqui, definida

como uma altura em Z, a menos que o plano corrente seja o Plano XY. Com um dos outros dois planos correntes (Plano XZ e Plano YZ), a ordenada corrente define a posição exata deste plano no espaço tridimensional (ordenada Y ou X, respectivamente).

Inserindo conexões adicionais Para efetuar o desvio na prumada, inicialmente divide-se os tubos envolvidos nas posições necessárias: ƒ Ative a ferramenta de captura "Relativo", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". O botão permanece pressionado, indicando que todos os pontos que forem informados deste ponto em diante utilizarão esta ferramenta, até que seja desativada. ƒ Acesse o comando Hidráulico-Conexão simples e informe apenas a rede como "Água fria". ƒ Selecione a conexão no ponto inferior da prumada como ponto referência. ƒ Informe como deslocamento 20,0. Note que o deslocamento será feito de acordo com o plano corrente. ƒ Selecione o registro como ponto referência. ƒ Informe como deslocamento 0,30. ƒ Pressione para encerrar o comando. ƒ Desligue a ferramenta de captura "Relativo", pressionando novamente o botão

na barra de ferramentas "Captura".

Conexões adicionadas

9 Caso haja a necessidade de eliminar alguma conexão já lançada sem apagar também os tubos ligados a ela, basta acessar o menu Ele-

mentos–Conexões–Eliminar conexões.

Excluindo os trechos desnecessários Agora apague os trechos de tubos desnecessários: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione o primeiro trecho horizontal de tubo na base da prumada e os dois trechos verticais de tubo ligados à coluna AF-1. ƒ Pressione para encerrar.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Tubos excluídos

Movendo o trecho O trecho de tubo contendo o registro será posicionado um pouco à direita, fora da prumada da coluna AF-1. Eis o motivo destas modificações. Para fazer isto: ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. ƒ Selecione o trecho vertical contendo o registro. ƒ Selecione a conexão no ponto inferior da prumada como ponto referência. ƒ Selecione a nova conexão, à direita, como ponto final. 9 Ao mover uma conexão sobre outra, estas são automaticamente agrupadas e os tubos ligados às duas são conectados entre si. Observe

como o desenho da conexão unificada já reflete o desenho do plano correto.

Trecho reposicionado

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Esta importante verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões".

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos - Verificar - Proximidades. Se necessário procure o Departamento de Suporte.

12.5 Conectando a prumada AF-1 Da mesma forma como feito para a coluna AL-1, será necessário recriar a prumada da coluna AF-1, ligando-a com o pavimento inferior. Para inserir o tubo, acesse o comando Hidráulico-Tubo para coluna. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo padrão de edição do tubo. ƒ Altere a rede para "Água fria" e o diâmetro para 20 mm. ƒ A linha de comando indica "Tubo para coluna-Conexão no pavimento". O primeiro ponto do tubo deve sempre ser uma conexão pertencente ao detalhe. Selecione a coluna AF-1. ƒ A linha de comando passa a indicar "Tubo para coluna-Conexão inferior" e o programa destaca dois pontos com círculos preenchidos, indicados por "AL-1" e "AF-1". Estes referem-se às posições das colunas hidráulicas existentes no pavimento inferior dentro da região do detalhe, ou seja, as colunas que podem ser ligadas ao tubo em questão. Selecione o ponto que indica "AF-1" Com isto, tem-se um tubo ligando a coluna AF-1 com aquela de mesmo nome situada no pavimento inferior.

Tubo vertical adicionado

Adicionando o tubo para o registro Para terminar o lançamento deste detalhe, falta conectar o tubo vertical da coluna AF-1 com a tubulação que alimenta o lavatório e o chuveiro. Mais uma vez, demonstra-se como, em diversas situações, é mais simples utilizar o recurso do plano corrente do que as linhas auxiliares. Para isto: ƒ Confirme que o plano atual é o Plano YZ. ƒ Confirme que a ordenada corrente está no plano desejado, pressionando novamente a tecla e selecionando a coluna AF-1. ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tubo e utilize os mesmos dados definidos para o tubo anterior. ƒ Selecione o trecho de tubo vertical que abastece o lavatório e o chuveiro. Altere a captura de pontos corrente para Perpendicular, pressionando o botão na barra de ferramentas do CAD. ƒ Selecione o tubo vertical na prumada da coluna AF-1. Note que o programa obterá um ponto perpendicular ao trecho selecionado. 9 Note que a captura perpendicular, dentro do ambiente de CAD isométrico, refere-se também ao plano corrente. ƒ Volte a captura de pontos corrente para Intersecção, pressionando o botão ƒ Pressione para encerrar.

na barra de ferramentas do CAD.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Tubo adicionado

9 Pode-se observar, facilmente, que este trecho também está com o sentido do fluxo invertido. Desta vez, "isto será esquecido" isto para

mostrar como as verificações posteriores podem apontar esta situação.

12.6 Dimensionando os tubos Antes de dimensionar os tubos, é fundamental verificar se eles foram lançados com o fluxo correto. Isto porque o programa dimensiona os tubos de forma semi-automática, analisando o lançamento e obtendo automaticamente a contribuição total em cada trecho de tubulação. Então, utiliza-se o comando Elementos-Verificar-Fluxo. Desta vez, o programa abrirá um diálogo indicando três conexões com problemas no fluxo, no final da tubulação vertical externa. Duas delas são as próprias colunas AL-1 e AF-1, que não têm fluxo definido porque não possuem continuidade superior. Serão mantidas como estão.

Verificação de problemas de fluxo

A terceira conexão indica justamente o problema que foi deixado de lado propositalmente. Está apontando uma conexão na qual chegam dois tubos mas de onde não parte nenhum. Isto porque o sentido do fluxo no trecho horizontal está invertido. Para resolver este problema: ƒ Feche o diálogo atual. ƒ Acesse o comando Elementos-Tubos-Inverter sentido. ƒ Selecione o trecho horizontal do tubo recém-criado e pressione para confirmar. ƒ Acesse novamente o comando Elementos-Verificar-Fluxo. Desta vez, o programa indicará apenas as duas colunas. 9 O uso desta verificação é fundamental e, caso não seja feita, pode levar a dimensionamentos incorretos.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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Dimensionando os tubos Para dimensionar os tubos lançados: ƒ Acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Será aberto um diálogo como o seguinte:

Diálogo de dimensionamento dos tubos

Deve-se notar que o diâmetro atual é de 20 mm e o calculado é de 50 mm. Observando o tubo destacado na janela, percebe-se que se refere ao tubo vertical que parte da coluna AF-1. 9 Observe, na janela de mensagens, a capacidade do programa de integrar toda a estrutura da tubulação. Este tubo recebe contribuições

de diversas peças de utilização lançadas no pavimento inferior.

Com isto, passa-se ao tubo seguinte na lista. Note que o programa destaca na janela de visualização o tubo corrente, usando a cor amarela. Este tubo também pertence à coluna AF-1 e deve ser alterado para 50 mm. Ao final, pode-se pressionar o botão "Fechar" para terminar o comando.

Trechos alterados

12.7 Definindo as peças Neste ponto, é necessário atribuir as peças relativas à modificação feita nos tubos. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. ƒ As duas primeiras conexões devem ser as colunas AF-1 e AL-1. Como não foram lançados tubos na parte superior destes pontos, eles ainda não podem ser definidos. Portanto, pressione apenas o botão "Próximo" para passar à próxima conexão. ƒ Nas demais conexões, a situação é semelhante aos detalhes anteriores. O programa identificará as peças possíveis (Joelho 20 mm, Joelho 50 mm, Te 20 mm, etc). Atribua todas as peças usando o botão "Atribuir". Ao final, pode-se incluir novamente uma lista de materiais e a legenda no desenho. Para isto:

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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ƒ Acesse o comando Elementos-Lista de materiais-Inserir no desenho ƒ Informe a posição da lista um pouco à direita do desenho (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da lista). 9 Após inserir a lista, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido.

Lista de materiais

ƒ Acesse o comando Elementos-Legenda-Símbolos. ƒ Informe a posição da legenda acima da lista de materiais (lembre-se que o ponto selecionado é o vértice superior esquerdo da legenda) 9 Após inserir a legenda, pode-se, caso necessário, utilizar o comando Manipular-Mover para reposicionar o elemento inserido. Note que será incluída uma listagem em forma gráfica, como na figura:

Legenda no desenho

12.8 Inserindo as cotas isométricas Uma vez definida toda a tubulação deste detalhe, pode-se optar por fazer os complementos ao desenho neste momento ou fazê-los mais tarde. Neste exemplo, completa-se este desenho com algumas cotas verticais, da mesma forma como feito no detalhe H1. Para cotar alturas neste ambiente de CAD isométrico, deve-se utilizar um dos dois tipos de cota específicos para este ambiente, a Cota Isométrica XZ ou a Cota Isométrica YZ. Estes dois comandos criam elementos específicos para cotagem tridimensional. 9 O uso de cotas convencionais, além de ser visualmente menos agradável, pode levar a medidas incorretas pelo efeito de ilusão tridimensi-

onal da janela.

Proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Construir-Cota-Isométrica XZ. A linha de comando passa a indicar "Cota isométrica-Conexão inicial". 9 Apenas conexões podem ser cotadas com este comando. Isto porque somente estes elementos possuem posição 3-D para ser cotada na

vertical (a planta arquitetônica, por exemplo, está sempre em Z=0). ƒ ƒ ƒ ƒ

Selecione a peça de utilização que representa o chuveiro como ponto inicial. Selecione a conexão que representa o registro como ponto final. Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão para indicar a posição da cota. Selecione a conexão inferior deste mesmo tubo.

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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ƒ O último ponto da linha de cota seria o piso. Como não existe um ponto a ser selecionado, é suficiente digitar a altura desejada. Neste caso, digite 0 e pressione . ƒ Pressione para encerrar o comando.

Cota isométrica

As demais cotas podem ser criadas da mesma maneira, escolhendo-se livremente o seu melhor posicionamento. Como sugestão, pode-se cotar da seguinte forma: ƒ Cote a altura do registro principal, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando o registro e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do ramal horizontal que se liga ao registro principal, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a primeira conexão logo abaixo da coluna AF-1 e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da coluna, acessando o comando Cota isométrica YZ, selecionando a coluna e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da pia, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a peça de utilização e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura da válvula de descarga, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. ƒ Cote a altura do vaso sanitário, acessando o comando Cota isométrica XZ, selecionando a conexão e digitando 0 como ponto final. Ao final, tem-se a seguinte disposição para as cotas:

Cotas isométricas

DETALHE ISOMÉTRICO H3

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12.9 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter o seguinte detalhe hidráulico gerado:

Detalhe H3

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para isto, pressione o botão Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

(ou o menu Projeto-

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 11).prh" gra-

vado no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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13. Conectando ao reservatório superior 13.1 Criando os pontos de ligação com a caixa As linhas utilizadas para representar a posição do reservatório no espaço não possuem realmente informação 3-D. Portanto, não se pode utilizá-las como referência para o lançamento dos tubos. Toda linha auxiliar usada como referência deve situar-se na posição Z=0. A abordagem dada neste exemplo será a de inicialmente lançar conexões simples no espaço, que representem os pontos de ligação da tubulação com a caixa.

Traçando linhas auxiliares Mais uma vez, usa-se de algumas linhas auxiliares para garantir o correto posicionamento: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Desligar nível e selecione uma das linhas de cota. Com isto, tem-se um desenho um pouco mais "limpo". ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ

Verifique se a ferramenta Ortogonal está ativada (o botão na barra de ferramentas do CAD deve estar pressionado). Selecione o nível “Arquitetura”. Defina o plano corrente como XY, clicando na tecla . Acesse o comando Construir-Linha. Informe como ponto inicial a projeção da coluna AL-1 na arquitetura e, como ponto final, um ponto qualquer além da parede externa (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). Repita o comando criando uma linha da projeção da coluna AF-1 até um ponto qualquer dentro do corredor de circulação. Repita o comando criando uma linha iniciando aproximadamente no centro do corredor até um pouco além da primeira linha auxiliar. Acesse o comando Ferramentas-Offset. Selecione a linha de projeção da coluna AL-1. Clique no lado esquerdo da linha. Digite 15 na linha de comando.

Linhas auxiliares

Criando as conexões no espaço Agora cria-se os pontos necessários para lançamento dos tubos no espaço. Para tal, usa-se conexões simples, que são elementos que possuem efetivamente informação 3-D. Estes pontos servirão depois de apoio para o lançamento dos tubos: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Conexão simples. ƒ Informe como rede "Alimentação" e pressione OK. ƒ Ative a ferramenta de captura "Ponto deslocado", pressionando o botão na barra de ferramentas "Captura". O botão permanece pressionado, indicando que todos os pontos que forem informados deste ponto em diante utilizarão esta ferramenta, até que seja desativada. ƒ Selecione o ponto na intersecção da terceira linha auxiliar com a quarta linha auxiliar. ƒ Informe como ordenada 560 (um pouco abaixo do topo da caixa) e pressione para encerrar.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Ponto no espaço

Este será o ponto utilizado para posicionar a entrada da rede de alimentação. Para definir os demais pontos: ƒ Acesse novamente o comando Hidráulico-Conexão simples. ƒ Informe como rede "Água fria" e pressione OK. ƒ Selecione o ponto na intersecção da segunda linha auxiliar (AF-1) com a quarta linha auxiliar. ƒ Informe como ordenada 480 (um pouco acima da base da caixa). ƒ Selecione como próximo ponto a mesma intersecção. ƒ Informe como ordenada 560 (um pouco abaixo do topo da caixa). ƒ Selecione como próximo ponto o início da terceira linha auxiliar. ƒ Informe como ordenada 470 (exatamente no fundo da caixa). ƒ Pressione para encerrar. ƒ Desligue a ferramenta de captura "Ponto deslocado", pressionando novamente o botão

na barra de ferramentas "Captura".

Pontos no espaço

Ao final, utilize o comando Manipular-Apagar e exclua as linhas auxiliares criadas.

13.2 Lançando a rede de alimentação Em diversas situações, pode ser mais interessante o uso das ferramentas de desenho isométrico disponíveis no programa. Para efetuar alguns tipos de lançamento, pode-se usar o plano corrente sem ter que criar linhas auxiliares. Neste caso, utiliza-se este procedimento por ser de mais fácil visualização, visto estarem sendo lançados pontos fora da arquitetura. O primeiro trecho a ser lançado será a conexão da rede de alimentação com a caixa. Observando a posição da coluna AL-1, percebe-se que esta deveria situar-se mais acima, próxima ao topo da caixa. Corrija isto da seguinte maneira: ƒ Acesse o comando Elementos-Conexões-Mudar elevação. ƒ Selecione a coluna AL-1. ƒ Informe 560 como nova elevação e pressione para encerrar.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Coluna reposicionada

Lance este trecho de tubulação usando as ferramentas de desenho isométrico. Pode-se notar que o trecho a ser adicionado reside em um único plano, XY com Z=560. Para isto: ƒ Altere o plano corrente da janela para o plano XY, pressionando a tecla . Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Altere a ordenada corrente da janela para o plano desejado. Esta ordenada seria definida pela posição Z das conexões envolvidas. Ao invés de digitar esta informação, pode-se usar o comando Ferramentas-Definir ordenada (ou pressionar a tecla ) e selecionar uma das conexões envolvidas (por exemplo, a coluna AL-1)

Usando linhas auxiliares Mais uma vez, utiliza-se de linhas auxiliares, mas desta vez dispostas no plano corrente ao invés de na arquitetura, como feito até o momento: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. ƒ Selecione a coluna AL-1 como ponto inicial. ƒ Selecione um ponto qualquer além do reservatório como ponto final (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). ƒ Pressione para encerrar. ƒ Repita o procedimento, criando uma linha iniciando na primeira conexão que havia sido criada até um pouco além da linha auxiliar recém-criada.

Linhas auxiliares no plano corrente

Lançando os tubos Para criar os tubos pertencentes a este trecho: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tubo. ƒ Informe rede "Alimentação" e diâmetro de 25 mm. ƒ Selecione como ponto inicial a coluna AL-1. ƒ Selecione como ponto final a intersecção das duas linhas auxiliares. ƒ Selecione como próximo ponto a conexão auxiliar. ƒ Pressione para encerrar. Ao final, utilize o comando Manipular-Apagar e exclua as linhas auxiliares criadas, obtendo:

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Tubos adicionados no plano corrente

13.3 Lançando a coluna AF-1 Mais uma vez, vamos lançar este trecho de tubulação usando as ferramentas de desenho isométrico. Nota-se que o trecho a ser adicionado reside em um único plano, XZ, com ordenada Y coincidente com a coluna AF-1. Para isto: ƒ Altere o plano corrente da janela para o plano XZ, pressionando a tecla . Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Altere a ordenada corrente da janela para o plano desejado. Esta ordenada seria definida pela posição Y das conexões envolvidas. Ao invés de digitar esta informação, pode-se usar o comando Ferramentas-Definir ordenada (ou pressionar a tecla ) e selecionar uma das conexões envolvidas (por exemplo, a coluna AF-1).

Usando linhas auxiliares Mais uma vez, utiliza-se de linhas auxiliares, dispostas no plano corrente ao invés de na arquitetura: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. ƒ Selecione a coluna AF-1 como ponto inicial. ƒ Selecione um ponto qualquer acima do reservatório como ponto final (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). ƒ Pressione para encerrar. ƒ Repita o procedimento, criando uma linha iniciando na conexão indicada na figura até um pouco além da linha auxiliar recém-criada.

Linhas auxiliares no plano corrente

Lançando os tubos Para criar os tubos pertencentes a este trecho: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tubo. ƒ Informe rede "Água fria" e diâmetro de 50 mm. ƒ Selecione como ponto inicial a conexão auxiliar. ƒ Selecione como ponto final a intersecção das duas linhas auxiliares.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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ƒ Ao invés de selecionar um próximo ponto com o mouse, informe um deslocamento relativo de @0,-30. ƒ Selecione como ponto final a coluna AF-1. ƒ Pressione para encerrar. Ao final, utilize o comando Manipular-Apagar e exclua as linhas auxiliares criadas, obtendo:

Tubos adicionados no plano corrente

13.4 Lançando a tubulação para limpeza Mais uma vez, será lançado este trecho de tubulação usando as ferramentas de desenho isométrico. Pode-se notar que o trecho a ser adicionado reside em um único plano, XZ, com ordenada Y coincidente com a conexão que foi definida na ordenada 280. Para isto: ƒ Mantenha o plano corrente da janela como o plano XZ. Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Altere a ordenada corrente da janela para o plano desejado. Esta ordenada seria definida pela posição Y das conexões envolvidas. Ao invés de digitar esta informação, pode-se usar o comando Ferramentas-Definir ordenada (ou pressionar a tecla ) e selecionar a conexão adicional inferior no reservatório. Para criar os tubos pertencentes a este trecho: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tubo. ƒ Informe rede "Água fria" e diâmetro de 50 mm. Este não é um diâmetro que possa ser calculado pelo programa, visto não pertencer à rede de distribuição de água. É apenas uma tubulação auxiliar para limpeza do reservatório. ƒ Selecione como ponto inicial a conexão auxiliar. ƒ Ao invés de selecionar um próximo ponto com o mouse, informe um deslocamento relativo de @0,-50. ƒ Informe novo deslocamento relativo de @0,-50. ƒ Selecione como ponto final um ponto qualquer um pouco à direita (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). ƒ Pressione para encerrar. Ao final, tem-se:

Tubulação para limpeza

13.5 Lançando o extravasor O trecho final pode ser lançado da mesma forma como os anteriores, usando as ferramentas de desenho isométrico. O plano corrente mantém-se como o Plano XZ. Seria necessário apenas alterar a ordenada corrente para a posição da conexão auxiliar lançada na parede do reservatório. Na verdade, quando se vai lançar um tubo sobre uma conexão existente, não é necessário alterar previamente a ordenada, porque o programa se encarregará de avisar.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tubo. ƒ Informe rede "Água fria" e diâmetro de 25 mm. Este também não é um diâmetro que possa ser calculado pelo programa, visto não pertencer à rede de distribuição de água. É apenas uma tubulação auxiliar usada como extravasor do reservatório. ƒ Selecione como ponto inicial a conexão auxiliar. O programa emitirá uma mensagem "A conexão sob o cursor não está no plano corrente e não será ligada ao tubo. Deseja mudar a ordenada corrente para 709.85?". Isto significa que o programa detectou que a conexão selecionada não está na mesma ordenada da janela. Pressione "Sim" e a ordenada será alterada para a posição da conexão. ƒ Ao invés de selecionar um próximo ponto com o mouse, informe um deslocamento relativo de @30,0. ƒ Informe novo deslocamento relativo de @0,-20. ƒ Informe novo deslocamento relativo de @30,0. ƒ Informe novo deslocamento relativo de @0,20. ƒ Selecione como ponto final um ponto qualquer um pouco à direita (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). ƒ Pressione para encerrar. Ao final, tem-se:

Tubulação do extravasor

9 Durante o lançamento da tubulação, é essencial verificar se todas as conectividades entre os elementos estão corretas. Desta maneira, ga-

rante-se a consistência dos dados informados e evita-se erros no dimensionamento da tubulação. Além disso, a conectividade é fundamental para garantir a correta inserção das simbologias referentes às peças. Essa verificação é feita através do comando Elementos - Verificar - Proximidades. ƒ Utilize o comando Elementos - Verificar - Proximidades. A mensagem emitida deve ser: "Não há problemas de proximidade de conexões". 9 Se a mensagem indicar algum erro, é necessário solucioná-lo antes de prosseguir. Investigue os pontos de conectividade entre os ele-

mentos. Mais informações podem ser encontradas em Elementos-Verificar-Proximidades. Se necessário, procure o Departamento de Suporte.

13.6 Inserindo os registros Insira três registros adicionais, um para a coluna AL-1, um para a coluna AF-1 e outro para a tubulação de limpeza. Para inserir os registros: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. A linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão situada na prumada da coluna AF-1, um pouco antes do final do tubo. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. 9 Em primeiro lugar, reative os itens de filtro desligados anteriormente. Deve-se sempre tentar, inicialmente, procurar uma peça que corres-

ponda exatamente à conexão no croqui.

ƒ Selecione a peça "Registro bruto gaveta ABNT" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ O programa volta a solicitar a seleção de uma conexão. Selecione a conexão no meio do trecho vertical definido para a tubulação de limpeza. Será aberto novamente um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro, contendo as mesmas peças da conexão anterior. ƒ Selecione a peça "Registro bruto gaveta ABNT" e pressione o botão "Atribuir". ƒ Informe um ponto qualquer um pouco à direita da conexão para definir o ponto diretor. ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se dois registros definidos:

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Registros definidos

Inserindo uma conexão adicional Todas as conexões especiais devem ser inseridas em pontos definidos previamente. Por isso, foram inseridos os pontos intermediários nos tubos para colocação dos registros. Caso se deseje incluir um registro em uma posição ainda não definida, deve-se inicialmente incluir uma conexão simples e depois convertê-la para um registro. Em uma situação como esta, deve-se incluir um registro adicional no ramal de alimentação. Para isto: ƒ Altere o plano corrente da janela para o plano XY, pressionando a tecla duas vezes. Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Altere a ordenada corrente da janela para o plano desejado. Esta ordenada seria definida pela posição Z das conexões envolvidas. Ao invés de digitar esta informação, pode-se usar o comando Ferramentas-Definir ordenada (ou pressionar a tecla ) e selecionar uma das conexões envolvidas (por exemplo, a coluna AL-1). ƒ Acesse o comando Hidráulico-Conexão simples. Será aberto um diálogo simples, no qual se deve informar apenas a rede "Alimentação". ƒ Selecione um ponto no meio do trecho horizontal ligado à coluna AL-1. O programa capturará o centro do tubo, dividindo-o em dois trechos iguais.

Conexão adicional

Definindo o registro Para inserir o último registro, na posição definida pela conexão recém-inserida: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Registro. O linha de comando indica "Registro-Selecione a conexão". ƒ Selecione a conexão recém-inserida. Será aberto um diálogo para seleção da peça correspondente a partir do cadastro. ƒ Selecione a peça "Registro bruto gaveta ABNT" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (lembre-se que o Ortogonal deve estar ligado para desenhar corretamente a peça). ƒ Pressione para encerrar o comando. Com isto, tem-se os três registros definidos:

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

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Registros definidos

13.7 Inserindo as tomadas d'água Existe no programa um elemento especial ainda não utilizado até o momento: a Tomada D'Água. Este tipo de elemento representa justamente as ligações entre a tubulação hidráulica e os reservatórios. A função específica deste tipo de elemento é definir a altura das tomadas d'água utilizadas no cálculo das pressões hidrostáticas em cada ponto da tubulação. Utilize este elemento para definir os pontos de ligação com o reservatório: ƒ Acesse o comando Hidráulico-Tomada d'Água. ƒ Selecione a conexão situada no final da prumada da coluna AF-1. ƒ Desative o filtro "Número de entradas". Selecione a peça "Tomada d'água - Saídas curtas - 1 1/2" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer, pois este elemento não possui uma simbologia cadastrada. ƒ Repita o processo com a conexão no início da tubulação destinada à limpeza, escolhendo mais uma vez a peça "Tomada d'água - Saídas curtas - 1 1/2". ƒ Repita o processo com a conexão no início da tubulação destinada ao extravasor, escolhendo agora a peça "Tomada d'água - Saídas curtas - 3/4". ƒ Repita o processo com a conexão situada na ligação da rede de alimentação com o reservatório, escolhendo agora a peça "Tomada d'água - Saídas longas - 3/4". ƒ Pressione para encerrar.

Tomadas d'água

Inserindo as saídas livres Existem dois pontos adicionais que também têm características um pouco diferentes, que são as duas conexões extremas das tubulações de limpeza e extravazão. São pontos finais de saída de água, mas que não têm peças associadas. Neste programa, utiliza-se um pequeno artifício para representar estes pontos: ƒ Representa-se o elemento por uma peça de utilização (tipo de elemento considerado "terminador" da rede hidráulica). ƒ Define-se a peça associada a este elemento como uma "saída livre", que é uma peça cadastrada sem nenhum item associado (portanto, não conta nada na lista de materiais), mas com diâmetro mínimo compatível, de forma a simular um dimensionamento correto. Define-se estes elementos adicionais: ƒ Altere o plano corrente da janela para o plano XZ, pressionando a tecla . Observe se o cursor do CAD reflete visualmente o plano no qual se deseja trabalhar. ƒ Acesse o comando Hidráulico-Peça de utilização.

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

167

ƒ Selecione a conexão situada no final da tubulação de limpeza. ƒ Ative os filtros desabilitados anteriormente. Selecione a peça "Saídas livres - 50 mm" e pressione o botão "Atribuir". ƒ A seguir, o programa pede a informação do ponto diretor. Pode-se informar um ponto qualquer um pouco à direita da conexão (a ferramenta Ortogonal deve estar ativada). ƒ Repita o processo com a conexão no final da tubulação destinada ao extravasor, escolhendo a peça "Saídas livres - 25 mm". ƒ Pressione para encerrar.

Saídas livres

13.8 Definindo as peças restantes Neste detalhe, da mesma forma como feito nas situações anteriores, efetue as verificações: ƒ Verificação de fluxo: acessando o comando Elementos-Verificar-Fluxo, o programa exibirá apenas a mensagem "Não existem conexões com problemas de fluxo". ƒ Verificação de dimensionamento dos tubos: acessando o comando Elementos-Verificar-Diâmetros, o programa exibirá apenas a mensagem: "Não há tubos com diâmetro diferente do calculado". ƒ Verificação de redução nos tubos: acessando o comando Elementos-Verificar-Reduções, o programa exibirá apenas a mensagem "Não há conexões com problemas de redução". Neste ponto, é necessário atribuir as peças relativas à modificação feita nos tubos. Para atribuir as peças, proceda da seguinte forma: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. O programa abrirá um diálogo que permite a definição das peças das conexões que ainda estão pendentes. ƒ Em todas as conexões, a situação é semelhante à dos detalhes anteriores. O programa identificará as peças possíveis (Joelho 25 mm, Joelho 50 mm, Te 50 mm, etc). Atribua todas as peças usando o botão "Atribuir".

13.9 Final da lição Ao final desta etapa, pode-se voltar o perfil de níveis corrente da janela para "Geral", obtendo o seguinte detalhe hidráulico modificado:

CONECTANDO AO RESERVATÓRIO SUPERIOR

168

Detalhe H3 (incluindo reservatório)

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para isto, pressione o botão Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

(ou o menu Projeto-

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 12).prh" gra-

vado no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

169

14. Verificações do projeto 14.1 Finalizando a planta baixa do Superior Uma vez que os tubos adicionados no detalhe estão inseridos em níveis diferentes daqueles que foram adicionados no croqui, basta desligar os níveis referentes ao detalhe na janela de croqui para obter uma planta baixa simplificada. A forma mais simples de fazer este tipo de operação é através dos Perfis de níveis. O programa já traz como padrão um perfil específico para exibição da planta. Para utilizá-lo, basta escolher o item "Planta baixa" na primeira caixa de seleção da janela de CAD. Com isto, a planta será apresentada da seguinte forma:

Perfil de níveis "Planta baixa"

Movendo os textos Da mesma forma realizada para os detalhes H1 e H2, é necessário modificar as indicações de texto para uma posição mais conveniente. Isto pode ser feito porque estas indicações também são elementos associados ao detalhe, como às de texto dos tubos. Podem ser manipulados como elementos de texto usuais mas mantém o vínculo com o elemento detalhe original. Para mover os textos, utilize o comando Manipular-Mover sobre cada um dos textos e posicione-os da forma mais conveniente (esta posição é apenas visual). Ao final, tem-se algo como o seguinte:

Posição dos textos alterada

14.2 Verificação de fluxo Até o presente momento, foram utilizadas diversas ferramentas de verificação do lançamento. Estes comandos detectam problemas no fluxo, peças que não foram atribuídas, etc. Tais comandos atuam sempre sobre o conteúdo da janela corrente. Esta janela pode ser um croqui, quando todos os elementos do pavimento serão verificados, estejam estes visíveis ou não, ou um detalhe, caso onde apenas os elementos presentes naquele detalhe serão verificados. Existem, além destas, ferramentas correspondentes para verificação do projeto como um todo. Tais ferramentas têm a função de obter um "relatório" do projeto, indicando a quantidade e a localização de todos os possíveis problemas que o programa pode detectar. A primeira verificação que será feita será a do fluxo na tubulação. O sentido do fluxo dos tubos é definido como sendo sempre do seu ponto inicial para seu ponto final, sendo estes pontos inicial e final aqueles que foram definidos no momento de sua inserção. 9 A definição correta do sentido do fluxo é fundamental para este programa, por ser utilizada tanto para o dimensionamento como para a se-

leção das peças associadas.

Efetuando a verificação As verificações de projeto são acessíveis apenas a partir da Janela de Projeto. A partir desta janela, acesse o menu Estrutura-Verificar-Fluxo. Com isto, o programa efetuará uma série de verificações em todo o projeto e abrirá uma janela de mensagens contendo o resultado da pesquisa:

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Mensagens de verificação do fluxo

Interprete estas mensagens: ƒ um problema na planta do pavimento Térreo, que não está contido em nenhum dos detalhes; ƒ Nenhum problema no pavimento Superior.

Verificando o pavimento Térreo A aplicação deste comando é apenas a de indicar onde se deve procurar os problemas. Para ver exatamente a situação, usa-se os comandos análogos na janela de CAD: ƒ Abra a janela do pavimento Térreo. ƒ Execute o comando Elementos-Verificar-Fluxo. No diálogo que se abrirá, o programa apontará exatamente a posição do problema, a conexão para o sistema de tratamento de esgoto. Como não existe o lançamento do sistema a partir deste ponto, o fluxo está interrompido (a mensagem está correta), mas isto não indica uma situação de erro. Basta pressionar o botão "Fechar" e continuar o trabalho.

Verificação do fluxo

9 Com isto, verifica-se que não existe nenhuma situação no projeto onde ocorrem problemas de fluxo que comprometam o dimensionamen-

to dos tubos.

14.3 Verificação de diâmetros A segunda verificação a ser feita, no projeto, é a do diâmetro dos tubos. Deve-se notar que esta verificação só pode ser feita após a verificação do fluxo. Sem o fluxo correto, o programa não pode obter os dados necessários para dimensionamento em cada tubo, resultando em valores incorretos. As verificações de projeto são acessíveis apenas a partir da Janela de Projeto. A partir desta janela, acesse o menu Estrutura-Verificar-Diâmetros. Com isto, o programa efetuará uma série de verificações em todo o projeto e abrirá uma janela de mensagens contendo o resultado da pesquisa:

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Mensagens de verificação de diâmetros

9 Nota-se que todas as situações referem-se a tubos nos quais o diâmetro adotado foi maior do que o diâmetro calculado. A princípio, pode-

se deixar tudo como está, já que não são situações de erro. Em diversas situações ao longo do projeto, foram adotados diâmetros superiores ao calculado por questões de conveniência na seleção das peças. Apenas verifique as situações ao longo do projeto para certificar-se de todos os casos. Interprete estas mensagens: ƒ três problemas no detalhe S2; ƒ três problemas no pavimento Térreo, sendo os três do detalhe S2; ƒ um problema no pavimento Superior (sendo que não está contido em nenhum detalhe).

Verificando o detalhe S2 Efetuando o mesmo procedimento sobre o detalhe S2, o programa indicará três tubos com diâmetro superior ao calculado. São estes: ƒ Os dois tubos pertencentes ao trecho que sai da caixa sifonada. O diâmetro calculado para estes tubos foi de 40 mm, mas adota-se 50 mm para adequar à saída da caixa sifonada. ƒ Um dos tubos pertencentes à rede de coletores de esgoto, dimensionado para 75 mm mas utilizado com 100 mm. Da mesma forma como antes, mantenha estes tubos como estão.

Verificando o pavimento Superior Ao executar o comando Elementos-Verificar-Diâmetros na janela do pavimento Superior, será apontado um problema, referente ao tubo vertical associado à coluna CV-2. Mantenha o diâmetro original do tubo, pelo mesmo motivo anterior. 9 Ao final destas verificações, constata-se que todos os tubos presentes no projeto estão corretamente dimensionados, sendo que alguns

deles utilizam diâmetro superior ao calculado, por decisão do usuário.

14.4 Verificação de reduções A terceira verificação a ser feita, no projeto, também refere-se ao diâmetro dos tubos. Em dadas situações, o dimensionamento dos tubos, ou mesmo a decisão do usuário, pode levar a situações nas quais exista uma redução no diâmetro dos tubos no sentido positivo do fluxo. Isto faz com que aconteça um "estrangulamento" no fluxo, que deve ser evitado no projeto. O critério que define uma redução indevida, para o programa, é diferente para o projeto hidráulico e para o sanitário. As verificações de projeto são acessíveis apenas a partir da Janela de Projeto. A partir desta janela, acesse o menu Estrutura-Verificar-Reduções. Com isto, o programa efetuará uma série de verificações em todo o projeto e abrirá uma janela de mensagens contendo o resultado da pesquisa:

Mensagens de verificação de reduções

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Neste caso, está indicado apenas um problema, no detalhe S2.

Verificando o detalhe S2 A aplicação deste comando é indicar onde devemos procurar os problemas. Para ver exatamente a situação, usa-se os comandos análogos na janela de CAD: ƒ Abra a janela do detalhe S2. ƒ Execute o comando Elementos-Verificar-Reduções. No diálogo que se abrirá, o programa apontará exatamente a posição dos problemas.

Verificação de reduções

O programa aponta a conexão em forma de cruz, utilizada para ligar um ramal de esgoto a um ramal de ventilação. Na verdade, não se trata de uma conexão em cruz e sim de dois Tês sanitários acoplados que em vista superior, têm forma de cruz. Esta peça não existe no cadastro original e ainda será criada. O que o programa está apontando é a situação na qual têm-se um fluxo de entrada com 75 mm de diâmetro (o ramal de esgoto) e um fluxo de saída com 50 mm de diâmetro. Como este último é um ramal de ventilação, não se constitui em um erro de projeto. Pode-se deixar como está e prosseguir com as verificações.

14.5 Verificação de peças A quarta verificação a ser feita, no projeto, é a das peças associadas às conexões. Pode-se notar, neste momento, que existe uma seqüência recomendável para as verificações. Inicialmente, verifica-se o fluxo (sem o fluxo correto, nada pode ser feito pelo programa), o diâmetro dos tubos e depois se os diâmetros atribuídos geraram reduções indevidas e, por último, atualiza-se as peças envolvidas. As verificações de projeto são acessíveis apenas a partir da Janela de Projeto. A partir desta janela, acesse o menu Estrutura-Verificar-Peças. Com isto, o programa efetuará uma série de verificações em todo o projeto e abrirá um janela de mensagens contendo o resultado da pesquisa:

Mensagens de verificação de peças

Interprete estas mensagens: ƒ Dois problemas no detalhe H1. ƒ Três problemas no detalhe S1. ƒ Quatro problemas no detalhe S2. ƒ Doze problemas no pavimento Térreo (sendo: dois do H1, três do S1, quatro do S2 e três que não está contido em nenhum dos detalhes).

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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ƒ Dois problemas no pavimento Superior (que não estão contidos em nenhum detalhe).

Verificando o detalhe H1 Este comando serve para indicar onde se deve procurar os problemas. Para ver exatamente a situação, usa-se os comandos análogos na janela de CAD: ƒ Abra a janela do detalhe H1. ƒ Execute o comando Elementos-Definir peças-Pendentes. No diálogo que se abrirá, o programa apontará exatamente a posição dos problemas. A primeira conexão destacada será a coluna AL-1. Deve-se lembrar que esta peça foi definida, na montagem do detalhe H1, como sendo uma redução 25 mm-20 mm. Ao lançar e dimensionar o detalhe H3, no pavimento Superior, o diâmetro do tubo superior também foi alterado para 25 mm. 9 Como o tubo ligado a esta coluna, mesmo estando em outro pavimento, foi alterado, o programa marcou a peça como "pendente", indi-

cando no projeto os pontos que necessitam de revisão por parte do usuário. Neste caso, atribui-se a peça "Luva soldável - 25 mm".

A segunda conexão deve ser a coluna AF-1. Este elemento foi deixado originalmente de lado, sem peça atríbuída. Da mesma forma, o programa registra esta situação e indica ao usuário esta necessidade de revisão. Como agora tem-se o detalhe superior completo, pode-se atribuir a peça correta. Selecione a peça "Tê soldável com redução lateral" e pressione "Atribuir".

Verificando o detalhe S1 Neste detalhe, devem ser atribuídas: ƒ A coluna TQ-1, com a mesma peça "Curva 90 curta - Coluna". ƒ A coluna CV-1, com a mesma peça "Joelho 90 - Coluna" (pode ser necessário desligar o filtro "Sentido do fluxo"). ƒ A caixa de passagem Esgoto Simples “60 x 60”

Verificando o detalhe S2 Neste detalhe, deve ser atribuída apenas a coluna CV-1, com a mesma peça "Joelho 90 - Coluna" (pode ser necessário desligar o filtro "Sentido do fluxo"). As outras duas conexões indicadas são a conexão em cruz, que ainda não foi definida, e a auxiliar logo à esquerda, que não será definida por estar dentro da caixa de passagem. Deve ser redefinida, também, a caixa de passagem lançada neste detalhe.

Verificando o restante do pavimento Térreo Como os detalhes H1, S1 e S2 já foram verificados, uma nova checagem deve ser feita na planta do pavimento Térreo apenas para verificar os elementos que não estão contidos em nenhum dos detalhes (apenas um, segundo a verificação feita no projeto). Como duas peças ainda foram deixadas de lado no detalhe S2, o comando Elementos-Definir peças-Pendentes indicará cinco peças pendentes. Duas delas são as presentes no detalhe S2 e as outras são conexões lançadas para a posterior inserção das unidades de tratamento, as quais permanecerão indefinidas.

Verificando o pavimento Superior Neste pavimento, a verificação do projeto apontou dois problemas, não contidos em nenhum detalhe. Duas peças serão atribuídas: ƒ A coluna CV-2, com a peça "Terminal de ventilação - coluna". Para que esta opção esteja disponível, deve-se desativar o filtro "Número de entradas". ƒ O tubo vertical associado. 9 Ao final, pode-se efetuar novamente a verificação da janela de projeto, obtendo duas peças pendentes no detalhe S2 e cinco peças no

pavimento Térreo como um todo, conforme já foi visto.

14.6 Perdas de carga Verificando a configuração do projeto Os dados referentes à rede hidráulica devem ser preenchidos na configuração do projeto. Para isto, acesse o menu Configurações-Dimensionamento. Será exibido um diálogo como a seguir:

Configuração Projeto

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Selecione a pasta Hidráulico. Neste momento, dois dados são relevantes: ƒ Perda de carga: neste projeto será utilizada a fórmula universal para dimensionamento da perda de carga na rede. ƒ Velocidade limite: para efeitos didáticos, utilizou-se 2,5m/s. Ative o item “Utilizar método dos Pesos. Os demais dados não serão usados por enquanto. Pode-se pressionar OK e fechar o diálogo.

Verificação de pressões A verificação de pressões hidrostáticas refere-se unicamente aos elementos pertencentes ao projeto hidráulico. Duas verificações são necessárias: ƒ Verificar se a pressão estática atuante em cada tubo não supera a pressão limite definida. A pressão estática limite do tubo é definida para sua Peça associada, no campo "Pressão estática máxima" do diálogo de Dados adicionais, na configuração Peças Hidráulicas. ƒ Verificar se a pressão dinâmica atuante em cada peça de utilização não é menor que o valor mínimo definido. A pressão dinâmica mínima é definida para a Peça associada à conexão, no campo "Pressão dinâmica mínima" do diálogo de Dados adicionais, na configuração Peças Hidráulicas. A função deste comando é detectar, dentre todas as conexões presentes no projeto, situações de pressão excessiva ou insuficiente. 9 Esta verificação é usualmente a última do projeto. Para que se possa checar as pressões atuantes com seus valores corretos, deve-se veri-

ficar antes o sentido do fluxo (comando Verificar fluxo), dimensionar os tubos (comando Verificar diâmetros), verificar as possíveis reduções (comando Verificar reduções) e as peças associadas (comando Verificar peças).

Efetuando a verificação As verificações de projeto são acessíveis apenas a partir da Janela de Projeto. A partir desta janela, acesse o menu Estrutura-Verificar-Pressões. Com isto, o programa efetuará uma série de verificações em todo o projeto e abrirá um janela de mensagens contendo o resultado da pesquisa:

Mensagens de verificação de pressões

Estas mensagens indicam diversos pontos no projeto nos quais a pressão hidráulica disponível foi insuficiente para alimentar as peças de utilização adicionadas. O grande número de problemas já indica, previamente, que a altura utilizada para o reservatório superior foi insuficiente ou que a distribuição não foi feita de forma eficiente.

Verificando o chuveiro no detalhe H3 Usualmente, as verificações de pressão são feitas para a situação mais crítica do projeto. Tal situação normalmente refere-se à peça de utilização mais alta (ou seja, com menor pressão estática disponível), o que, neste projeto, é o chuveiro lançado no detalhe H3. Para verificar as pressões neste detalhe: ƒ Abra a janela do detalhe H3. ƒ Execute o comando Elementos-Verificar-Pressões. No diálogo que se abrirá, o programa apontará exatamente a posição do problema. O programa indicará uma peça com pressão insuficiente, o chuveiro.

Verificação de pressões

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

175

9 Note como o programa usa o lançamento da tubulação para obter automaticamente todos os dados necessários, contando inclusive com

o lançamento efetuado nos outros pavimentos.

Verificando o cálculo da pressão no chuveiro Pode-se analisar as mensagens de cálculo emitidas pelo programa para o cálculo da pressão no chuveiro: ƒ Altura da conexão = 5.00 m: altura da conexão adicionada, em relação ao nível do projeto. ƒ Altura da tomada d'água = 7.60 m: altura da tomada d'água que alimenta esta peça, obtida pesquisando o fluxo na tubulação. Refere-se à peça lançada no início da prumada da coluna AF-1. ƒ Pressão estática = 2.60 m: diferença entre a altura da conexão e a altura da tomada d'água. ƒ Comprimento de tubo 1/2, 1 1/2: soma dos comprimentos dos tubos de 20 mm e 50 mm, respectivamente, entre a conexão e a tomada d'água. Pode ser verificado medindo o próprio encaminhamento dos tubos. ƒ Comprimento equivalente a tubo de 1/2, 1 1/2: soma dos comprimentos equivalentes aos tubos de 20 mm e 50 mm, respectivamente, obtidos em cada conexão entre o chuveiro e a tomada d'água. Estes comprimentos equivalentes são cadastrados no projeto em cada peça e atribuídos às conexões quando as peças são associadas a elas. ƒ Perda de carga total = 2.12 mca: soma das perdas de carga obtidas em cada tubo e em cada conexão, calculadas em função da vazão de projeto calculada no ponto (obtida automaticamente pelo programa) e dos comprimentos totais. ƒ Pressão disponível = 0.48 mca: pressão dinâmica efetivamente disponível, computada descontando-se a perda de carga da pressão estática. 9 Note que a perda de carga foi maior do que a própria pressão estática, ou seja, a pressão no chuveiro será insuficiente. Analisando as vazões de projeto Um ponto importante deve ser destacado acerca do cálculo das perdas de carga ocorridas na tubulação: em cada trecho de tubo é computada a vazão total de projeto, que é obtida pela soma das vazões (ou pesos, conforme o caso) de todas as peças que contribuem neste trecho. Desta forma, supõe-se que todas as peças estão em uso simultaneamente em todo o dimensionamento. Pode-se verificar a vazão de projeto em cada trecho através do dimensionamento dos tubos. Este pode ser acessado de duas formas diferentes: ƒ Acessando o comando Elementos-Dimensionar tubos e selecionando-se o tubo desejado; ou ƒ Executando um duplo-clique sobre o tubo desejado e pressionando o botão "Dimensionar". Por exemplo, pode-se fazer isto sobre o tubo conectado ao chuveiro, obtendo: ƒ Peças: Chuveiro ƒ Peso total: 0.1 O mesmo procedimento executado sobre o tubo vertical próximo ao registro do pavimento resulta em: ƒ Peças: Chuveiro, Lavatório ƒ Peso total: 0.4 Nota-se que o programa detecta, automaticamente (desde que o fluxo esteja corretamente estabelecido), todas as contribuições em um dado ponto. O mesmo procedimento executado sobre o tubo vertical pertencente à prumada da coluna AF-1, logo acima da ligação com o tubo do registro, resulta em: ƒ Peças: Chuveiro, Lavatório, Tanque, Pia, Máquina, Vaso, Chuveiro, Lavatório ƒ Peso total: 35.2 Neste trecho, tem-se a contribuição de todas as peças associadas à coluna AF-1 no pavimento Térreo. Deve-se notar como o programa obtém contribuições mesmo em outros pavimentos. Repetindo o procedimento para o tubo superior da prumada da coluna AF-1, próximo ao reservatório, obtem-se: ƒ Peças: Vaso, Chuveiro, Lavatório, Tanque, Pia, Máquina, Vaso, Chuveiro, Lavatório ƒ Peso total: 67.2

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Verificando vazões de projeto

Observa-se que, em cada trecho, é computada a vazão total de projeto utilizando-se o peso total das peças associadas.

Gerando memória de cálculo Após efetuadas as verificações no projeto, pode-se acessar a memória de cálculo com o intuito de gerar as planilhas e os relatórios de dimensionamento das tubulações lançadas. Gerando a memória de cálculo Para gerar a memória de cálculo do projeto, deve-se: ƒ Acessar o comando Elementos-Memória de cálculo. ƒ Será informado que a memória de cálculo esta vazia. Ela poderá ser preenchida neste momento com os elementos principais, ou mais tarde com a opção "auto preencher".

Iniciando memória de cálculo

ƒ Clique em "Sim" para preencher a memória de cálculo.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Janela memória de cálculo

9 No momento que a memória for gerada, o preenchimento automático apresentará apenas os tubos de todas as colunas mais as peças de

utilização em situação mais crítica, esta apresentação é um critério adotado no programa. Para verificar a planilha de pressões relacionada ao chuveiro do detalhe H3, deve-se: ƒ Clicar com o botão direito do mouse sobre o item "Peça CH - Detalhe H3"

Criando a planilha de pressões

ƒ No menu de contexto acesse a opção "Planilha de pressões", obtendo-se a situação detalhada da tubulação que abastece o chuveiro.

Planilha de pressões do chuveiro

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Para localizar no projeto os trecho da tubulação indicados na planilha de pressões, pode-se gerar o diagrama de pressões, que indicará exatamente onde cada trecho encontra-se. Para verificar o diagrama de pressões relacionado ao chuveiro do detalhe H3, deve-se: ƒ Clicar com o botão direito do mouse sobre o item "Peça CH - Detalhe H3".

Criando o diagrama de pressões

ƒ No menu de contexto acesse a opção "diagrama de pressões".

Diagrama de pressões do chuveiro

Em cada trecho será possível verificar a numeração de acordo com a planilha e o diâmetro comercial da tubulação.

Mudando o diâmetro do trecho A partir deste ponto, as modificações a serem feitas no projeto dependem do critério de cada projetista. O programa está indicando apenas que a pressão disponível neste ponto é insuficiente. A primeira e mais evidente modificação, neste caso, é a de aumentar o diâmetro do trecho de tubulação que alimenta o chuveiro. Todo o trecho, a partir da derivação da coluna AF-1, está com diâmetro de 20 mm. Aumente para 25 mm.

Mudando o chuveiro Altere a peça utilizada para o chuveiro: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione a conexão que representa o chuveiro e pressione para confirmar. ƒ No diálogo que se abrirá, o programa identificará as peças disponíveis. Como se deseja usar um diâmetro diferente, desligue o filtro "Diâmetros".

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Peças encontradas

ƒ Note que o programa listará um número maior de peças. Selecione "Chuveiro - 25mm x 3/4" e pressione "Atribuir".

Alterando o diâmetro dos tubos O segundo passo é alterar o diâmetro dos tubos no trecho desejado. Ao invés de selecionar os tubos manualmente, pode-se usar os recursos de dimensionamento existentes no programa. Pelo fato de se ter uma peça de utilização redefinida, o diâmetro dos tubos será alterado de forma correspondente. Para verificar isto, acesse o comando Elementos-Verificar-Diâmetros. Note que todos os tubos no trecho desejado deverão ser alterados de 20 mm para 25 mm, conforme esperado. Isto ocorre porque o cadastro de peças do sistema define, para cada peça de utilização, tanto a informação do peso associado quanto o diâmetro mínimo do ramal, que é, neste caso, de 25 mm.

Tubos modificados

Nova pressão Acessando-se novamente o comando Elementos-Verificar-Pressões, o programa ainda indica o chuveiro como uma situação crítica, com pressão insuficiente. Analisando as mensagens, tem-se uma perda de carga total de 1.77 mca. Com 20 mm, a perda de carga total era de 2.12 mca. 9 Pode-se observar que esta modificação reduziu a perda de carga no chuveiro, devendo ser mantida no projeto. Todavia, ainda é insuficien-

te para garantir a pressão com todos os aparelhos ligados.

Redefinindo as peças Ao mudar o diâmetro dos tubos, mais uma verificação deve ser feita (foi deixada propositalmente de lado para verificar o resultado na pressão). Esta refere-se às peças associadas às conexões ao longo do trecho. Como apenas os tubos foram alterados, as conexões permanecem com peças associadas com diâmetro de 20 mm, gerando perda de carga excessiva. Acessando-se o comando Elementos-Definir peças-Pendentes, o programa selecionará todas as peças envolvidas na modificação. Altere todas as peças para as correspondentes em 25 mm. Acessando-se novamente o comando Elementos-Verificar-Pressões, o programa “Não há conexão com problema de pressão”. Para verificar a situação que se encontra o chuveiro basta verificar a planilha na memória de cálculo com indicado em “Gerando a memória de cálculo” Analisando a planilha, temos uma perda de carga total de 1.47 mca, bastante inferior à perda de carga de 1.77 mca obtida antes de redefinir as conexões e de 2.12 mca, com todo o trecho em 20 mm. Atingindo no momento uma pressão de 1.13 m.c.a.

Fazendo simulações Até este ponto, modificamos o diâmetro do trecho que alimenta o chuveiro e reduzimos bastante a perda de carga, atingindo a pressão necessária. Isto ocorre para a situação onde todas as peças estão ligadas simultaneamente. O programa disponibiliza de um novo recurso "Simulação de pressões", acessível através do menu de contexto das conexões hidraúlicas na janela Memória de cálculo. Este comando possui o objetivo de calcular a pressão disponível no ponto, de forma semelhante ao que é feito no Relatório de pressões, mas permitindo ao usuário visualizar todos os pontos de consumo envolvidos e desconsiderar uma ou mais peças de utilização, para verificar a pressão que estaria disponível supondo-se estes pontos desligados.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Eliminando o vaso no pavimento Superior Uma hipótese bastante razoável seria a de considerar que o chuveiro e o vaso sanitário não seriam usados simultanemente neste pavimento (hipótese reforçada pelo fato de que a válvula de descarga gera uma perda instantânea e não uma perda contínua). Para fazer esta simulação: ƒ Clique com o botão direito do mouse sobre a peça Chuveiro (Pavimento superior), na memória de cálculo do projeto. ƒ Acesse o comando Simulação de pressões.

Janela Memória de cálculo

Ao ser acessado este comando é aberto um diálogo, conforme abaixo:

Diálogo de simulação de pressões

Para desconsiderar o vaso sanitário do pavimento superior no cálculo da pressão disponível do chuveiro, clique sobre o vaso e a seguir no botão Desta forma esta peça será desconsiderada e a pressão disponível no chuveiro do pavimento superior passa a ser de 1.71 mca.

.

Eliminando o vaso no pavimento Térreo Outra hipótese que é possível considerar é a de avaliar a diferença na pressão ao se considerar que o vaso sanitário no pavimento Térreo não será utilizado simultaneamente (ou que a diferença instantânea pode ser tolerada pelos usuários da edificação). Para isto: ƒ Clique com o botão direito do mouse sobre a peça Chuveiro (Pavimento superior), na memória de cálculo do projeto. ƒ Acesse o comando Simulação de pressões. ƒ No diálogo de simulação de pressões, desative o vaso sanitário do pavimento térreo, utilizando para tanto o botão . Analisando o diálogo de simulação, tem-se agora uma perda de carga total de 0,76 mca, o que resulta em uma pressão total disponível de 1.84 mca, acima da pressão mínima de 1.0 mca necessária. Outras simulações Pode-se usar o mesmo procedimento para fazer outras simulações no projeto. Por exemplo, pode-se analisar a pressão com o vaso no pavimento Térreo ligado mas com a pia e o vaso no pavimento Superior desligados. Ou descontar a máquina de lavar no pavimento Térreo, entre outras possibilidades. 9 O que se conclui é que a pressão será suficiente desconsiderando qualquer um dos vasos sanitários.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

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Gerenciando as peças O Hydros V4 dispõe de um novo recurso, o gerenciador de peças, que tem a função de listar todas as peças utilizadas no croqui corrente, em forma hierárquica. São agrupados os Materiais, dentro destes os Grupos e dentro destes os Itens, indicando para os últimos a quantidade de ocorrências na planta. Utilizando-se este recurso, é possível substituir qualquer peça presente na janela corrente, por outra que possua menor perda de carga. Uma alternativa para minimizar a perda de carga nas tubulações consiste em substituir os joelhos de 90°-50mm lançados no detalhe H3, por curvas de 90°- 50mm, visto que a curva é um elemento com menor perda de carga localizada. Primeiramente abra o detalhe isométrico H3: ƒ Acesse o comando Elementos-Definir Peças-Gerenciador de peças. Será aberto um diálogo conforme abaixo:

Diálogo do Gerenciador de peças

Todos o joelhos 90°- 25mm serão substituídos por curvas de 90°- 25mm. Para tanto, acesse o tópico "Joelho 90 soldável 25mm". ƒ Clique no ícone

. Será aberto o diálogo para definição de uma nova peça:

ƒ Selecione a peça "Curva 90 soldável - 25mm" e clique sobre o botão Atribuir.

Verificando a pressão Para verificar novamente o chuveiro, pode-se executar um duplo-clique do mouse sobre o textos “CH”, em seguida clicar no botão “Peça de utilização” e clicar no botão “Pressões” conforme já exposto) e pressionar o botão "Pressões" no diálogo. Analisando a planilha, tem-se agora uma perda de carga total de 1.39mca, o que resulta em uma pressão total disponível de 1.21 mca, maior que a pressão mínima de 1.0mca, com todos os aparelhos ligados.

Subindo a caixa d'água Neste ponto, o projetista poderia decidir se a pressão disponível é suficiente ou não, analisando a possibilidade de utilização simultânea dos diversos aparelhos envolvidos e a preferência do proprietário da edificação. O programa não pode tomar este tipo de decisão. Exemplificando a possibilidade de se obter uma pressão maior utilizando uma elevação maior para a caixa d'água. Suponha que a arquitetura da edificação possa proporcionar mais 1.0 m de altura para a caixa.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

182

Movendo a caixa d'água O primeiro passo é verificar o plano corrente da janela. Pode ser utilizado tanto o Plano XZ como o Plano YZ (pois será feito o movimento na direção Z). Caso necessário, pressione a tecla para escolher o plano. A partir disto: ƒ Acesse o comando Manipular-Mover. ƒ Selecione as conexões na região da caixa, incluindo o próprio desenho da caixa e as duas conexões que representam as saídas livres da tubulação de limpeza e do extravasor. 9 Dica: caso algum outro elemento seja selecionado inadvertidamente, pode-se selecioná-lo novamente mantendo a tecla pressio-

nada. Isto inverterá o funcionamento do comando, removendo o elemento da seleção ao invés de selecioná-lo.

Elementos selecionados

ƒ Selecione um ponto qualquer como referência ƒ Informe um deslocamento relativo de @0,20

Altura da caixa alterada

Verificando a pressão Para verificar novamente o chuveiro, pode-se executar um duplo-clique do mouse sobre este (ou sobre um dos seus textos, conforme já exposto) e pressionar o botão "Pressões" no diálogo. Analisando as mensagens, tem-se agora uma perda de carga total de 1.41 mca, o que resulta em uma pressão total disponível de 1.39 mca, superior à pressão mínima de 1.0 mca, mesmo com todos os aparelhos ligados.

Verificando os demais pontos Para o restante do projeto, seria necessário fazer o mesmo tipo de consideração, verificando as pressões disponíveis. Para este exemplo, permanecerá como está, ficando as demais modificações a critério do projetista.

VERIFICAÇÕES DO PROJETO

183

14.7 Final da lição Com o auxílio das verificações de projeto, diversas peças foram redefinidas, por ainda estarem pendentes e a altura da caixa d'água foi modificada para garantir maior pressão no chuveiro do pavimento Superior. Com isto, o detalhe H3 apresenta-se da seguinte forma:

Detalhe H3 (modificado)

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para isto, pressione o botão Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

(ou o menu Projeto-

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 13).prh" gra-

vado no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

UNIDADES DE TRATAMENTO

184

15. Unidades de tratamento 15.1 Inserindo as unidades de tratamento Neste exemplo será considerado um sistema de tratamento de esgoto composto pelas seguintes unidades: Tanque séptico, filtro anaeróbio e sumidouro. É importante salientar que o programa disponibiliza, também, as unidades vala de filtração e vala de infiltração. O lançamento das unidades de tratamento é bastante simples, visto que as conexões nas quais as unidades serão inseridas já foram previamente estabelecidas, conforme figura abaixo:

Planta baixa do pavimento térreo

9 Para que este procedimento seja efetuado corretamente, é necessário verificar previamente a elevação da janela corrente. Todas as unida-

des de tratamento de esgoto devem ser inseridas com elevação 0.

15.2 Inserindo o tanque séptico Para adicionar um elemento que irá representar um tanque séptico, acesse o comando Sanitário–Unidades de tratamento–Tanque séptico. O programa solicita a seleção da conexão na qual será inserido o tanque séptico. ƒ Selecione a conexão acima da caixa de passagem, no canto esquerdo superior da estrutura ƒ Pressione para iniciar o comando. É apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo do tanque séptico

Os itens a serem informados são:

UNIDADES DE TRATAMENTO

185

ƒ Nome: nome do tanque séptico (TS-1). O programa gera automaticamente uma numeração seqüencial, a partir do tanque séptico de maior numeração já existente no projeto. 9 Na inserção do tanque séptico, não é possível utilizar um nome que corresponda a outro existente no projeto. ƒ Peça: Identificação da peça que estará associada a este tanque séptico. Selecione Tanque séptico – concreto. ƒ Tipo de habitação e número de ocupantes: A habitação é de padrão médio e possui oito ocupantes permanentes e nenhum temporário. ƒ Intervalo entre limpeza da fossa: Selecione o intervalo de 2 anos. ƒ Formato: Ative a opção "Prismático"; ƒ Número de câmaras: Ative a opção "Camara única". Depois de informados os itens acima, pressione o botão "Ajustar dimensões", para que o programa ajuste as dimensões do tanque à contribuição calculada. Uma vez informados os dados referentes ao tanque séptico, deve-se pressionar "OK" para inserir a unidade de tratamento na conexão indicada.

15.3 Inserindo o filtro anaeróbio Para adicionar um elemento que irá representar um filtro anaeróbio, acesse o comando Sanitário–Unidades de tratamento–Filtro anaeróbio. O programa solicita a seleção da conexão na qual será inserido o filtro anaeróbio. ƒ Selecione a conexão acima do tanque séptico. ƒ Pressione para iniciar o comando. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

Diálogo do filtro anaeróbio

Os itens a serem informados são: ƒ Nome: nome do filtro anaeróbio (FA-1). O programa gera automaticamente uma numeração seqüencial, a partir do filtro de maior numeração já existente no projeto. 9 Na inserção do filtro, não é possível usar um nome que corresponda a outro existente no projeto. ƒ Peça: Identificação da peça que estará associada a este filtro anaeróbio. Selecione Filtro anaeróbio – concreto. ƒ Contribuição: Contribuição a ser utilizada para o dimensionamento do filtro, proveniente dos dados previamente configurados no grupo "Tipo de habitação" existente no diálogo do tanque séptico. ƒ Formato: Ative a opção "Cilíndrico". ƒ Pressione o botão "Ajustar dimensões", para que o programa ajuste as dimensões do filtro à contribuição calculada. Uma vez informados os dados referentes ao filtro anaeróbio, deve-se pressionar "OK" para inserir a unidade de tratamento na conexão indicada.

15.4 Inserindo o sumidouro Para adicionar um elemento que irá representar um sumidouro, acesse o comando Sanitário–Unidades de tratamento–Sumidouro. O programa solicita a seleção da conexão na qual será inserido o sumidouro. ƒ Selecione a conexão acima do filtro anaeróbio. ƒ Pressione para iniciar o comando. Uma vez acessado o comando, é apresentado um diálogo como a seguir:

UNIDADES DE TRATAMENTO

186

Diálogo do sumidouro

Os itens a serem informados são: ƒ Nome: nome do sumidouro (SU-1). O programa gera automaticamente uma numeração seqüencia,l a partir do sumidouro de maior numeração já existente no projeto. 9 Na inserção do sumidouro, não é possível usar um nome que corresponda a outro existente no projeto. ƒ Peça: Identificação da peça que estará associada ao sumidouro. Selecione Circular. ƒ Contribuição: Contribuição a ser utilizada para o dimensionamento do sumidouro, proveniente dos dados previamente configurados no grupo "Tipo de habitação" existente no diálogo do tanque séptico. ƒ Pressione o botão "Ajustar dimensões", para que o programa ajuste as dimensões do sumidouro à contribuição calculada. Uma vez informados os dados referentes ao sumidouro, deve-se pressionar "OK" para inserir a unidade de tratamento na conexão indicada.

15.5 Gerando relatório de cálculo Após efetuada a inserção do sistema de tratamento de esgoto no projeto, pode-se acessar a memória de cálculo com o intuito de gerar os relatórios de dimensionamento das unidades utilizadas.

Abrindo a memória de cálculo Para abrir a memória de cálculo do projeto, deve-se acessar o comando Elementos-Memória de cálculo. Para verificar o relatório de cálculo relacionado ao tanque séptico, deve-se primeiramente acessar o ícone “Ferramentas” ƒ Clique com o botão direito do mouse sobre o item "Tanque séptico TS1";

e a opção “Auto Preencher”.

Memória de cálculo

ƒ No menu de contexto acesse a opção "Relatório de tanque", obtendo-se a situação detalhada do dimensionamento desta unidade.

UNIDADES DE TRATAMENTO

187

Relatório de cálculo do tanque séptico

15.6 Gravando DXF dos detalhamentos Depois de lançado o sistema de tratamento de esgoto na planta baixa do pavimento térreo, o programa passa a adicionar uma pasta, na janela de projeto do programa, na qual estão armazenadas todas as unidades de tratamento inseridas no projeto. A partir desta pasta pode-se visualizar e gravar os detalhamentos das respectivas unidades.

Janela de projeto

Para que os detalhamentos das unidades de tratamento sejam associados à janela de projeto, pode-se gerar um arquivo .DXF através do comando Ferramentas–Gravar DXF. Após as definições do nome a ser dado para o desenho e o diretório de gravação, será apresentado um diálogo no qual se deve informar um título cujo detalhe será apresentado na Janela de Projeto.

Diálogo de associação de arquivos à Janela de Projeto

15.7 Final da lição Ao final desta etapa, deve-se ter a seguinte disposição na planta do pavimento Térreo:

UNIDADES DE TRATAMENTO

188

Planta baixa do pavimento térreo

Gravando o projeto Deve-se salvar o projeto periodicamente, evitando a perda de informações ainda não gravadas. Para isto, pressione o botão Salvar) na barra de ferramentas principal do programa.

(ou o menu Projeto-

9 Neste ponto, o conteúdo do arquivo que está sendo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 14).prh" gra-

vado no diretório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

DESENHOS COMPLEMENTARES

189

16. Desenhos complementares 16.1 Esquemas verticais Esquema vertical de Água O programa permite a geração do esquema vertical da tubulação hidráulica, diretamente a partir do lançamento. Em projetos adequadamente lançados, o Hydros detecta as ligações entre os elementos e gera um diagrama representando as prumadas e os pesos acumulados. Para obter o esquema vertical de água, deve-se proceder da seguinte forma: ƒ Clique sobre o botão na barra de ferramentas principal. ƒ Acesse o comando Estrutura–Esquema vertical de água.

Esquema vertical de água

O programa ainda possibilita ao usuário configurar e definir a indicação dos pavimentos, das cotas, efetuar a otimização dos textos, mostrar a soma dos pesos acumulados e o detalhe ao qual cada ponto se refere. Para proceder à configuração, basta acessar o comando Configurações–Esquemas verticais e selecionar a guia Água.

Diálogo de propriedades do esquema vertical de água

Para que o esquema vertical de água gerado possa ser adicionado nas pranchas, deve-se associá-lo à janela de projeto, através de um dos seguintes procedimentos: ƒ Gerar um arquivo .DXF através do comando Ferramentas–Gravar DXF; ou ƒ Gerar um arquivo no formato .CAD através do menu Projeto–Salvar arquivo ou botão na barra de ferramentas principal. Nos dois procedimentos, após as definições do nome a ser dado para o desenho e o diretório de gravação, será apresentado um diálogo onde deve-se informar um título no qual o detalhe será apresentado na Janela de Projeto.

DESENHOS COMPLEMENTARES

190

Diálogo de associação de arquivos à Janela de Projeto

Esquema vertical de Esgoto O programa permite a geração do esquema vertical da tubulação sanitária, que indica de forma simplificada à distribuição vertical das contribuições de esgoto das colunas para os coletores prediais e para as caixas de passagem. Para obter o esquema vertical de esgoto, deve-se proceder da seguinte forma: ƒ Clique sobre o botão na barra de ferramentas principal. ƒ Acesse o comando Estrutura–Esquema vertical de esgoto.

Esquema vertical de esgoto

Ainda é permitido ao usuário configurar e definir a indicação dos pavimentos e indicar em cada tubo a contribuição total no trecho. Para proceder à configuração, basta acessar o comando Configurações–Esquemas verticais e selecionar a guia Esgoto.

Diálogo de propriedades do esquema vertical de esgoto

A adição do esquema vertical de esgoto às pranchas é feita da mesma maneira informada para o esquema de água.

DESENHOS COMPLEMENTARES

191

16.2 Esquema isométrico de água O programa permite a geração do esquema isométrico da tubulação hidráulica que possui a função de gerar uma representação isométrica do projeto como um todo. Para obter o esquema isométrico de água, deve-se proceder da seguinte forma: ƒ Clique sobre o botão na barra de ferramentas principal. ƒ Acesse o comando Estrutura–Esquema isométrico de água.

Esquema isométrico de água

Para que o esquema isométrico de água gerado possa ser adicionado nas pranchas, deve-se associá-lo à janela de projeto, através de um dos seguintes procedimentos: ƒ Gerar um arquivo .DXF através do comando Ferramentas–Gravar DXF; ou ƒ Gerar um arquivo no formato .CAD através do menu Projeto–Salvar arquivo ou botão na barra de ferramentas principal. Nos dois procedimentos, após as definições do nome a ser dado para o desenho e o diretório de gravação, será apresentado um diálogo onde deve-se informar um título no qual o detalhe será apresentado na Janela de Projeto.

Diálogo de associação de arquivos à Janela de Projeto

16.3 Visualização tridimensional do projeto Após o lançamento e dimensionamento da rede hidro-sanitária do projeto, é possível gerar a visualização 3D de todo projeto. Através deste pode-se visualizar toda a rede hidro-sanitária com suas dimensões reais, facilitando ao usuário verificar se as tubulações foram lançadas corretamente ou as interferências entre as redes. A visualização tridimensional de todo projeto pode ser feita através de qualquer janela do programa a partir do botão cipal, ou através do menu Elementos-Visão 3D, a partir da janela de CAD do croqui.

, na barra de ferramentas prin-

DESENHOS COMPLEMENTARES

192

Visão 3D do projeto

A opção de configuração da visualização tridimensional de todo o projeto é semelhante a já apresentada na geração do detalhe H1. 9 Maiores informações sobre o funcionamento da janela de Visualização 3D podem ser encontradas na documentação eletrônica do pro-

grama (pressionando-se o botão

na barra de ferramentas principal), no item " Visualização tridimensional".

PRANCHAS FINAIS

193

17. Pranchas finais 17.1 Cadastrando uma nova peça Verificando a peça que está indefinida Como última atividade neste projeto, será feito o cadastro de uma nova peça sanitária. Em todos os pontos do projeto, utilizou-se uma das peças précadastradas no sistema. Todavia, em situações reais de projeto, diversas ocasiões exigem soluções específicas, não previstas nos casos gerais. Uma situação como esta foi exemplificada no lançamento do detalhe S2, onde realizou-se uma ligação entre um ramal de esgoto e um ramal de ventilação.

Conexão ainda não atribuída

Esta conexão representa a ligação de duas peças, um Tê sanitário com redução lateral de 75 mm para 50 mm e um Tê sanitário de 50 mm, um sobre o outro, dispostos em forma de cruz.

Vista lateral da composição necessária

9 A filosofia de uso deste programa é associar as peças do cadastro às conexões lançadas no projeto, usando as relações geométricas.

Não é possível, portanto, ingressar as duas peças separadamente. O conjunto define uma única peça.

Caso se queira apenas incluir as peças de forma a listar os materiais envolvidos, será necessário: ƒ Atribuir à conexão lançada uma das duas peças necessárias (pois constam separadamente no cadastro). Por exemplo, o Tê de redução 75 mm-50mm. ƒ Criar uma conexão fictícia em um ponto qualquer do projeto, sem tubos ligados a ela. ƒ Atribuir a esta conexão auxiliar a outra peça, o Tê sanitário 50 mm. Com isto, tem-se a lista de materiais correta, mas um desenho incompleto na posição necessária e um desenho auxiliar em algum ponto do projeto. Na geração das pranchas finais, este último seria apagado e o outro deveria ser editado para incluir manualmente a simbologia correta. 9 Ao invés disto, é sempre recomendável cadastrar uma peça adequada à situação, fazendo com que esta seja aproveitada diretamente no

projeto e armazenada para uso em projetos futuros. Neste exemplo, será cadastrada uma nova peça.

Desenhando um novo símbolo A primeira tarefa envolvida na criação de uma nova peça é o desenho da simbologia. Em certos casos, a peça não tem simbologia associada (caso usual das conexões hidráulicas, representadas sempre sob forma unifilar) ou esta já se encontra cadastrada na Biblioteca de Símbolos do programa, tornando esta etapa desnecessária. Este não é o caso da presente situação. Deseja-se representar dois Tês sanitários acoplados em vista superior, símbolo este não incluído na biblioteca. O primeiro passo, portanto, é desenhar este símbolo.

Abrindo um novo desenho Cria-se este símbolo em um desenho vazio. Para criar um novo desenho, pode-se acessar o menu Projeto-Novo desenho ou pressionar o botão barra de ferramentas principal do programa. Com isto, uma nova janela de CAD será aberta. Mais informações sobre o ambiente básico de CAD

na

PRANCHAS FINAIS

194

Este tipo de janela representa um ambiente de desenho CAD padrão, desvinculado do lançamento do projeto. Note que, nesta janela, não estão disponíveis os comandos para o lançamento da tubulação (menus Hidráulico, Sanitário e Elementos). Pode-se usar este recurso para criar qualquer espécie de desenho no programa como, por exemplo, detalhes típicos, como um programa de CAD convencional. O conteúdo desta janela é gravado como um desenho independente, mas pode ser associado ao projeto para facilitar a manipulação. Neste exemplo, será feito apenas o desenho do símbolo, sem gravá-lo como um arquivo externo. O primeiro passo no desenho nesta janela de CAD é definir a escala usada para o desenho. Esta escala é definida na barra de ferramentas do CAD. Como se está criando um símbolo, utiliza-se a escala 1:1.

Inserindo símbolos existentes Para simplificar o trabalho de desenho, pode-se aproveitar desenhos de peças pré-cadastrados, efetuando apenas as modificações necessárias. Para este exemplo: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Símbolo-Inserir. ƒ No diálogo que se abrirá, deve-se selecionar a biblioteca de onde será retirado o símbolo desejado. Neste programa, é possível separar as bibliotecas em uma estrutura de pastas. Selecione a biblioteca "Te - SN" na pasta "PVC esgoto SN". ƒ Selecione o símbolo "75x50-Frontal" (vista superior da peça necessária) e pressione "OK".

Inserção de símbolos

ƒ Informe o ponto de inserção para o símbolo. Como o desenho está vazio, o mais simples é informar uma referência absoluta. Portanto, digite apenas 0,0 e pressione para encerrar. ƒ Acesse o comando Visualizar-Enquadrar. Uma vez que se deseja fazer modificações no desenho, não é interessante tratá-lo como um grupo. Portanto, execute um duplo-clique do mouse sobre o desenho recém-inserido e pressione o botão "Desagrupar". Com isto, o grupo será dividido em seus elementos individuais. Após isto, repita o processo para inserir uma nova simbologia: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Símbolo-Inserir. ƒ Selecione novamente a biblioteca "Te - SN" na pasta "PVC esgoto SN". ƒ Selecione o símbolo "50-Frontal" (vista superior da peça necessária). ƒ Altere o campo "Ângulo de rotação" para 90 e pressione "OK". ƒ Informe o ponto de inserção como sendo apenas 0,0 e pressione para encerrar. ƒ Execute um duplo-clique do mouse sobre o desenho recém-inserido e pressione o botão "Desagrupar". Com isto, tem-se o seguinte desenho:

Simbologias inseridas

PRANCHAS FINAIS

195

Modificando o desenho do símbolo Neste ponto, tem-se um desenho gerado através da sobreposição dos dois símbolos corretos. Todavia, a visão da peça não está correta, sendo necessários diversos ajustes. Aqui, faz-se uso de ferramentas convencionais de CAD.

Simbologias inseridas

Criando linhas auxiliares O trabalho em CAD é algo que pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do critério pessoal de cada desenhista. Basicamente, se deseja alterar o desenho para que corresponda à visão superior correta das duas peças acopladas. Para isto, o desenho dos círculos no centro deve ser modificado, por não estar na visão correta. Proceda da seguinte maneira: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. ƒ Crie duas linhas das intersecções do círculo externo com as linhas externas do desenho da peça superior, conforme o desenho abaixo.

Linhas auxiliares

Apagando partes do desenho Em seguida, apague as partes do desenho que estão "embaixo" e, portanto, não são visíveis na peça final. Para isto: ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar. ƒ Selecione os dois círculos no centro do desenho. ƒ Selecione as linhas que representam o desenho da peça inferior, conforme desenho abaixo. 9 Dica: Caso algum elemento seja selecionado inadvertidamente, basta selecioná-lo novamente mantendo a tecla pressionada.

Apagando partes do desenho

PRANCHAS FINAIS

196

Ajustando as linhas inferiores Outras linhas presentes no desenho também referem-se ao símbolo inferior, mas estão apenas parcialmente contidas no desenho da peça superior. Desta forma, estas linhas não devem ser apagadas, mas sim modificadas: ƒ Acesse o comando Ferramentas-Cortar. ƒ Selecione a linha horizontal superior. ƒ Informe como primeiro ponto a intersecção com a linha horizontal do desenho da peça superior. ƒ Informe como segundo ponto o ponto inicial da linha. Observe como o segmento da linha entre os dois pontos é excluído, corrigindo o desenho:

Comando Cortar

Repita este processo para a linha horizontal logo à esquerda e para a linha horizontal correspondente na parte inferior do desenho, obtendo:

Linhas cortadas

O mesmo procedimento deve ser efetuado na parte inferior esquerda do desenho, cortando as linhas necessárias como na figura abaixo:

Desenho modificado

Desenhando os arcos Agora, faça o desenho dos arcos correspondentes aos círculos originais, mas vistos de cima: ƒ Altere o nível corrente da base para "Símbolos". ƒ Acesse o comando Construir-Arco. ƒ Informe como ponto central a intersecção das duas linhas auxiliares. ƒ Informe como ponto inicial o ponto inferior direito.

PRANCHAS FINAIS

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ƒ Informe como ponto final o ponto superior direito. ƒ Repita o comando, usando agora o ponto superior esquerdo e depois o ponto inferior esquerdo. ƒ Acesse o comando Manipular-Apagar e exclua as linhas auxiliares.

Arcos

Completando o desenho das linhas Para encerrar o desenho, deve-se "fechar" algumas linhas no desenho: ƒ Acesse o comando Construir-Linha. ƒ Crie uma linha entre as extremidades do arco desenhado à direita. ƒ Crie uma linha entre as extremidades do arco desenhado à esquerda. ƒ Altere o nível corrente da base para "Simbolos_int". ƒ Crie uma linha entre as extremidades das duas linhas horizontais logo abaixo.

Linhas adicionadas

Com isto, tem-se o seguinte símbolo desenhado:

Símbolo final

9 Independentemente de se criar uma peça nova ou não, este procedimento seria feito de qualquer maneira, visto que a representação cor-

reta da peça no projeto deveria ser efetuada. A vantagem, aqui, é gravar este símbolo para posterior reaproveitamento.

Criando um novo símbolo Uma vez que o desenho está pronto, é muito simples acrescentá-lo à Biblioteca de Símbolos do programa.

PRANCHAS FINAIS

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Símbolo final

Criando uma nova biblioteca O novo símbolo poderia ser acrescentado a uma das bibliotecas existentes, mas o melhor procedimento é criar uma nova biblioteca. O programa permite agrupar os símbolos semelhantes em uma única biblioteca e ainda organizar as diversas bibliotecas em uma estrutura de pastas. Para criar uma nova biblioteca: ƒ Acesse o menu Configurações-Biblioteca de símbolos. ƒ Selecione a pasta "Composições esgoto". ƒ Pressione o botão "Nova". O programa exibe uma mensagem "Criar a biblioteca dentro da pasta Composições esgoto?". Responda "Sim". ƒ Informe um nome para a nova biblioteca. Por exemplo, "Ramais ventilação em cruz". Com isto, será criada uma nova biblioteca, vazia. Pressione "OK" para encerrar.

Bibliotecas de símbolos

Gravando o novo símbolo Uma vez criada a biblioteca, basta gravar o desenho pronto como um novo símbolo: ƒ Acesse o menu Ferramentas-Símbolo-Criar. ƒ Selecione o desenho todo. ƒ O programa solicita o ponto de referência para o símbolo. Este ponto, neste caso, refere-se ao centro geométrico da conexão. Como os símbolos originais foram inseridos em uma coordenada absoluta, será muito simples: basta digitar 0,0, como feito anteriormente. ƒ No diálogo que se abrirá, deve-se selecionar a biblioteca desejada (a biblioteca recém-criada já deve estar corrente) e informar um nome para o símbolo. Digite "75 mm - 50 mm" e pressione "OK" para encerrar.

PRANCHAS FINAIS

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Criação do símbolo

9 Com isto, já se tem um novo símbolo cadastrado no sistema, que pode ser utilizado posteriormente quando necessário.

Cadastrando a nova peça Embora a simbologia correta já esteja cadastrada, podendo ser usada diretamente no projeto, a simples inserção de um símbolo não será refletida nas listas de materiais. As listas são geradas a partir dos Itens cadastrados no sistema. É necessário, portanto, associar o símbolo criado com os itens de orçamento correspondentes. O elemento que faz isto é a Peça.

Cadastro de itens O próximo passo seria cadastrar os Itens necessários à representação da peça. Como o elemento que está sendo gerado é uma composição de outras peças, os itens já estão cadastrados. Para confirmar isto, basta acessar o menu Configurações-Itens e verificar que os itens necessários já estão presentes: ƒ "PVC esgoto" - "Tê sanitário" - "75 mm - 50 mm". ƒ "PVC esgoto" - "Tê sanitário" - "50 mm - 50 mm". Como as duas peças já estão cadastradas, basta pressionar "OK" para fechar o diálogo.

Cadastro de peças Como tem-se os itens e o símbolo, basta criar o elemento que agrupa estas informações: a Peça. Para isto: ƒ Acesse o menu Configurações-Peças sanitárias. ƒ Selecione o material "PVC esgoto". ƒ Pressione o botão "Mais" e informe o nome "Ramais de ventilação em cruz". Com isto, será criado um novo grupo de peças. A opção "Exibir apenas materiais em uso" faz com que a árvore de itens, na parte esquerda da janela, exiba apenas os materiais que contém alguma peça hidráulica ou sanitária, evitando a inclusão desnecessária de grupos em branco. Para a visualização desse novo grupo criado (Ramais de ventilação em cruz), deve-se desativar o campo "Exibir apenas materiais em uso", já que não existem ainda peças cadastradas e o grupo apresenta-se em branco. ƒ Com o grupo recém-criado ainda selecionado, pressione novamente o botão "Mais" e informe o nome "75 mm - 50 mm". Com isto, será criada uma nova peça, permitindo o acesso à parte direita do diálogo.

Configuração Peças Sanitárias

Dados da peça Uma vez criada a peça, as seguintes informações devem ser definidas: ƒ Tipo: mantenha o tipo "Simples", que representa uma conexão sanitária simples. ƒ Símbolo: pressione o botão "Definir" e selecione o símbolo recém-criado a partir de um diálogo semelhante ao utilizado para inserir um símbolo no desenho.

PRANCHAS FINAIS

200

Itens associados Para associar os itens necessários a esta peça, deve-se pressionar o botão "+". No diálogo que se abrirá, pode-se selecionar um item do cadastro. Informe: ƒ Material: "PVC esgoto". ƒ Grupo: "Tê sanitário". ƒ Item: "75 mm - 50 mm". ƒ Quantidade: 1.

Diálogo de inclusão de item

Repita o processo inserindo mais um item: "PVC esgoto" - "Tê sanitário" - "50 mm - 50 mm".

Informações geométricas Com as informações definidas até o momento, já é possível inserir esta peça no projeto e fazer as listas de materiais corretas. Todavia, será necessário desligar os itens de filtro para selecioná-la. Para que o programa seja capaz de inserir esta peça automaticamente, é necessário determinar as características geométricas que definem como esta peça será representada no projeto. Para esta peça, tem-se (em vista superior), quatro ligações. Cada ligação tem um diâmetro diferente e um ângulo em relação ao desenho. São estas as informações que devem ser cadastradas.

Entradas na peça

Para informar as características da peça, pressione o botão "+" e crie as seguintes entradas: Tipo

Diâmetro

Ângulo

Comprimento

Saída

Ø3

0

0

Saída

Ø2

90

0

Entrada

Ø3

180

0

Entrada

Ø2

270

0

Algumas dicas podem ser dadas: ƒ Define-se como "Entrada" quando o fluxo no projeto será de entrada. Usualmente, as ligações associadas às bolsas são as do tipo "Entrada". ƒ Os ângulos devem ser correspondentes ao símbolo associado. ƒ O diâmetro é informado pelo diâmetro nominal. A relação entre o diâmetro nominal e o diâmetro comercial é feita na configuração Itens. Ø3 equivale a Ø75mm e Ø2 equivale a Ø50mm para o material "PVC Esgoto". ƒ O comprimento refere-se ao comprimento de tubo que será descontado a partir do eixo. Deixa-se 0 para desprezar esta diferença. Ao final, tem-se as seguintes informações cadastradas:

PRANCHAS FINAIS

201

Dados da peça corrente

Associando a peça à conexão Uma vez que a peça necessária foi cadastrada, pode-se voltar ao detalhe S2 e atribuí-la à conexão que ainda está faltando.

Conexão ainda não atribuída

Para isto: ƒ Altere o perfil de níveis corrente na janela para "Geral". ƒ Acesse o comando Elementos-Definir peças-Seleção. ƒ Selecione a conexão que ainda está indefinida. ƒ No diálogo que se abrirá, o programa já identifica a peça criada ("Ramais de ventilação em cruz - 75 mm - 50 mm"). Pressione o botão "Atribuir" e o botão "Fechar" para encerrar.

Peça atribuída

Deve-se notar que as simbologias das luvas nos tubos ligados a esta conexão não estão nas posições corretas. Isto porque foram adicionadas antes da conexão correta ser atribuída. Para corrigir esta situação: ƒ Acesse o comando Elementos-Reinicializar textos. ƒ Selecione os dois tubos que têm luva no início. ƒ Utilize o comando Manipular-Apagar para remover as indicações de texto desnecessárias, que serão incluídas ao reinicializar o elemento. Com isto, tem-se a seguinte disposição:

PRANCHAS FINAIS

202

Simbologias reposicionadas

Ao final, deve-se utilizar novamente o perfil de níveis "Detalhe sanitário final". 9 Pode-se observar, na lista de materiais, a inclusão separada dos dois itens associados (Tê 75-50 e Tê 50-50).

17.2 Lista de materiais do projeto Além da representação das listas de materiais incluídas no desenho, pode-se obter, a qualquer instante, listas de materiais referentes ao projeto como um todo ou a cada pavimento. Para obter a lista de materiais do projeto, basta acessar o menu Estrutura-Lista de materiais-Relatório do projeto a partir da Janela de Projeto.

Lista de materiais do projeto

A partir desta janela, pode-se imprimir o relatório ou gravá-lo em disco. O conteúdo é o de um arquivo texto padrão, sem formatação. A lista de materiais também pode ser gerada em html ou RTF (Microsoft Word for Windows), sendo necessário acessar a configurações das listas de materiais em Configurações-Relatórios.

Exportando a lista de materiais Outra forma de se obter listas de materiais é exportar o conteúdo da lista para um arquivo formato texto delimitado. Este arquivo pode ser posteriormente aberto em diversos programas, como processadores de texto, planilhas eletrônicas e, principalmente, gerenciadores de bancos de dados. Para isto, basta acessar o menu Estrutura-Lista de materiais-Exportar do projeto a partir da Janela de Projeto.

PRANCHAS FINAIS

203

Lista de materiais do projeto em formato texto delimitado

17.3 Geração das pranchas finais Gerando pranchas Visto que todos os desenhos do projeto estão completos, pode-se efetuar a geração das pranchas finais. Esta operação permite agrupar os diversos desenhos associados ao projeto em folhas de tamanho personalizado e o programa encarrega-se de distribuir os elementos nas folhas. A filosofia de uso do programa é a de completar todos os desenhos em suas respectivas janelas independentes, deixando-os prontos para a geração das pranchas. Em dadas situações, entretanto, não é possível fazer a alteração no desenho original. Neste caso, a modificação será feita nas pranchas, onde os elementos hidro-sanitários já estão convertidos em elementos de desenho simples.

Configurando o tamanho das pranchas Antes de gerar as pranchas, confira a configuração do tamanho das folhas. Para isto, acesse o menu Configurações-Pranchas. Mantenha os valores padrão, que se referem à geração de pranchas formato A1.

Configuração Pranchas

Gerando as pranchas Para gerar as pranchas, basta acessar o menu Estrutura-Gerar pranchas a partir da Janela de Projeto. Será aberto um diálogo no qual podem ser selecionados os itens a ser colocados nas pranchas. Todos os desenhos associados ao projeto são listados, além dos detalhamentos das unidades de tratamento lançadas. Neste caso, desative todos os itens da pasta arquivos, que se referem às plantas arquitetônicas e esquemas verticais que foram vinculados ao projeto.

PRANCHAS FINAIS

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Geração das pranchas

Com isto, será aberta uma nova janela de CAD especial, a Janela de Pranchas. Este tipo de janela diferencia-se de uma janela de CAD convencional por conter simultaneamente diversos desenhos, acessíveis através das guias na parte inferior da janela.

Janela de pranchas

Alterando desenhos nas pranchas Acessando-se o menu Prancha-Mostrar somente layout pode-se alternar entre o modo de visualização de moldura ou de desenho completo.

Janela de pranchas

Observando os detalhes gerados, pode-se notar a necessidade de alterar o detalhe S1, disposto na prancha 5. Como os tubos incluídos no detalhe são muito extensos na vertical, a área gerada ficou muito grande. Este é um exemplo de edição que não pode ser feita no desenho original.

PRANCHAS FINAIS

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Para fazer qualquer alteração, deve-se executar um duplo-clique sobre o desenho desejado. Com isto, o desenho será aberto em uma nova janela para ser editado. Para fazer as correções: ƒ Acesse o comando Manipular-Arrastar. ƒ Ative a ferramenta Ortogonal. ƒ Selecione as duas extremidades das linhas superiores, através de uma seleção por janela. ƒ Informe um ponto qualquer como referência. ƒ Informe outro ponto abaixo como ponto final, de forma a que as linhas sejam modificadas. Note como as extremidades não selecionadas mantém-se na mesma posição, ajustando automaticamente o desenho. Ao final, utilize o comando Manipular-Mover para reposicionar as indicações dos tubos modificados.

Detalhe S1 alterado

9 Note como os elementos contidos nesta janela são simples desenhos, diferente da janela do detalhe S1 original. Modificações feitas aqui

são apenas de acabamento do desenho.

Fechando-se esta janela, volta-se à janela de pranchas. Note que o desenho foi modificado.

Posicionando os desenhos nas pranchas A distribuição que o programa faz dos diversos elementos nas pranchas nem sempre é a mais otimizada, devido ao diferente tamanho dos desenhos gerados. Porém, pode-se posicionar livremente os desenhos nas pranchas, ou mesmo transferi-los de uma prancha para outra.

Agrupando os detalhes do pavimento Térreo Observa-se que a distribuição feita pelo programa resultou na colocação da planta do pavimento Térreo e dos seus detalhes em 4 pranchas: ƒ Altere para a Prancha 3 e acesse o comando Prancha-Mover para outra prancha. ƒ Selecione os detalhes SU1 (superior) e SU1 (corte) e pressione para confirmar. ƒ O programa solicita a informação do número da prancha destino. Digite 2. ƒ Altere para a Prancha 5 e acesse o comando Prancha-Mover para outra prancha. ƒ Selecione os detalhes S2 e S1 e pressione para confirmar. ƒ O programa solicita a informação do número da prancha destino. Digite 3. ƒ Altere para a Prancha 4 e acesse o comando Prancha-Mover para outra prancha. ƒ Selecione o detalhe H2 e pressione para confirmar. ƒ O programa solicita a informação do número da prancha destino. Digite 3. ƒ Acesse o comando Prancha-Excluir prancha, removendo as pranchas vazias. Com isto, os desenhos do pavimento superior estão agrupados na prancha 1, e os desenhos do pavimento térreo estão distribuídos nas pranchas 2 e 3:

PRANCHAS FINAIS

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Prancha 2

Prancha 3

Em primeiro lugar, deve-se notar que é difícil mover os desenhos nas pranchas porque eles estão sobrepostos. Para resolver isto, basta usar o comando Prancha-Reordenar prancha corrente. O programa emitirá um aviso indicando que não conseguiu posicionar automaticamente os elementos, colocando alguns deles à direita da prancha, mas todos os desenhos ficarão separados. Para corrigir o desenho, utilize o comando Manipular-Mover, dispondo os elementos da seguinte maneira:

Prancha 2 corrigida

Para a organização da prancha 3 podem ser necessárias algumas correções, com o intuito de otimizar a disposição dos detalhes. Para fazer qualquer alteração, deve-se executar um duplo-clique sobre o desenho desejado. Com isto, o desenho será aberto em uma nova janela para ser editado.

PRANCHAS FINAIS

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Prancha 3 corrigida

Finalizando as pranchas Ao final, haverá três pranchas, uma contendo os desenhos referentes ao pavimento Superior e as outras duas, ao pavimento Térreo. Estes desenhos podem ainda ser completados com diversas indicações de projeto como, por exemplo, nomes nos detalhes, indicação das escalas, legendas, etc. Este trabalho pode ser feito usando os comandos básicos de CAD .

Terminando a Prancha 1 Acessando-se o menu Prancha-Mostrar somente layout pode-se alternar para o modo de visualização de desenho completo. Complete este desenho com uma margem e selo. Para isto: ƒ acesse o comando Ferramentas-Ler DXF; ƒ selecione o arquivo A1.DXF, incluído no diretório de instalação do programa; ƒ desative o item "Converter logo após a leitura" (o arquivo já está gravado na escala correta) e selecione a opção "Inserir em novos níveis". Isto gera o seguinte desenho final:

Prancha 1 (final)

Terminando a Prancha 2 O mesmo procedimento pode ser efetuado com a prancha 2: ƒ acesse o comando Ferramentas-Ler DXF; ƒ selecione o arquivo A1.DXF, incluído no diretório de instalação do programa; ƒ desative o item "Converter logo após a leitura" (o arquivo já está gravado na escala correta) e selecione a opção "Inserir em novos níveis". Isto gera o seguinte desenho final:

PRANCHAS FINAIS

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Prancha 2 (final)

Terminando a prancha 3 O mesmo procedimento pode ser efetuado com a prancha 3: ƒ acesse o comando Ferramentas-Ler DXF; ƒ selecione o arquivo A1.DXF, incluído no diretório de instalação do programa; ƒ desative o item "Converter logo após a leitura" (o arquivo já está gravado na escala correta) e selecione a opção "Inserir em novos níveis". Isto gera o seguinte desenho final:

Prancha 3 (final)

Gravando as pranchas O conteúdo da janela de pranchas será gravado em um arquivo externo, que pode ser aberto posteriormente mantendo-se as características de edição das pranchas. Para isto: ƒ Acesse o menu Projeto-Salvar arquivo. ƒ Informe o nome do arquivo (por exemplo, "pranchas"). ƒ O programa exibe um diálogo para associação deste arquivo ao projeto. Pressione "OK" para confirmar.

17.4 Final da lição No final do projeto, foram geradas as pranchas correspondentes aos diversos desenhos gerados ao longo deste Tutorial. Com isto, considera-se este projeto pronto. Além do arquivo do projeto (Tutorial.prh), foi gerado um arquivo adicional contendo as pranchas editadas, chamado Pranchas.prc. Este arquivo pode ser acessado a partir da Janela de Projeto, sob o item "Pranchas".

PRANCHAS FINAIS

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Janela de projeto

Gravando o projeto Mais uma vez, pressione o botão

(ou o menu Projeto-Salvar) na barra de ferramentas principal do programa para salvar o projeto.

9 No final do projeto, o conteúdo do arquivo elaborado deve coincidir exatamente com o do arquivo "Tutorial (passo 15).prh" gravado no dire-

tório Tutorial\Hidráulico\Etapas.

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